quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Ministros anteciparam voto a favor de Mendonça nove minutos após abertura

Segunda Turma do Supremo Tribunal Federa (STF) formou maioria para manter o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; Gilmar Mendes pede vista e suspende julgamento

Luana Patriolino
Montagem de fotos de Breno Esaki/Metropoles - Gustavo Moreno/STF
Andrei Rodrigues diretor da PF e André Mendonça ministro do STF


Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques e Luiz Fux postaram seus votos pelo afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, nove minutos após a abertura do plenário virtual, na manhã desta terça-feira (08/09). O gesto simbolizou um indicativo de que André Mendonça tem apoio o suficiente no colegiado.

A Segunda Turma formou maioria para referendar a decisão do relator, que decidiu afastar preventivamente o então chefe da corporação.

Mendonça afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da Polícia Federal por mais de 30 dias. A medida ocorre em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao caso do Banco Master.

O nome de Andrei Rodrigues surgiu em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro.

Na mesma decisão, o magistrado também ordenou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF.


Entenda a crise

  • Polícia Federal mapeou troca de mensagens e supostos encontros entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • Andrei Rodrigues e Paulo Gonet também apareceram em mensagens do banqueiro.
  • O ministro André Mendonça derrubou sigilo de relatório da Polícia Federal.
  • Com a crise instalada no Supremo, a PGR defendeu a nulidade dos atos de André Mendonça.
  • Alexandre de Moraes pediu a abertura de investigação contra André Mendonça no Inquérito das Fake News.
  • André Mendonça apontou que era alvo de monitoramento ilícito da Polícia Federal.
  • Relator, André Mendonça, determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal.

O julgamento, no entanto, foi suspenso por um pedido de vista (mais tempo de análise) do decano Gilmar Mendes. O ministro Dias Toffoli se declarou impedido de votar.

Com a interrupção do magistrado, a análise do caso foi suspensa, mas o afastamento imediato continua em vigor. O outro integrante da Turma, ministro Dias Toffoli, declarou-se impedido de votar nas ações referentes ao caso Master.

Diretor afastado

O ministro André Mendonça apontou condutas suspeitas do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News.

Na decisão desta terça-feira (8/9), ele justificou que o afastamento preventivo do diretor da corporação é necessário para evitar que as atividades policiais “continuem sendo vilipendiadas”.

O relator citou que ao menos seis “relatórios de inteligência” foram produzidos de forma sigilosa entre 03 e 31 de agosto de 2026. A peça aponta que o próprio André Mendonça estava sendo monitorado ilicitamente por parte da Polícia Federal havia mais de 30 dias.

Blog JURU EM DESTAQUE com Metrópoles

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