Estudante que vendeu gás de cozinha para pagar faculdade de Engenharia Civil entra na formatura com botijão: “Não é fácil trabalhar e estudar”

Morador da cidade de Brasileira, no Norte do Piauí, o jovem Hélio Neto, de 23 anos, chamou a atenção nas redes sociais ao entrar em sua formatura de Engenharia Civil carregando um botijão de gás.
O gesto simbólico representou a principal fonte de renda que o ajudou a custear a graduação e a superar as dificuldades ao longo do curso.
O botijão, segundo o recém-formado, simboliza o esforço diário e a persistência que marcaram sua trajetória acadêmica. Durante a graduação, Hélio conciliou os estudos com o trabalho como vendedor de gás e outros produtos para complementar a renda.
Para frequentar as aulas presenciais, o estudante viajava diariamente de Brasileira até Piripiri. Além da venda de botijões de gás, ele também comercializava adubo para plantas e outros itens, o que ajudava a arcar com parte das mensalidades e despesas do curso.
Em entrevista ao G1,
Hélio contou que abriu o pequeno negócio no início da graduação. Ele
acordava cedo para atender clientes e realizar entregas de segunda a
sexta-feira, contando com o apoio de um tio. O valor arrecadado cobria
cerca de metade da mensalidade, além de outros custos.
“Não é fácil trabalhar e estudar. Muito trabalho, acordando cedo para fazer as atividades da minha empresa e atender todos os clientes. Minha faculdade era presencial de segunda a sexta e eu todo dia ia pegar ônibus e voltava das aulas caminhando. Sempre acreditei nos meus estudos e que eu era capaz”, relatou.
Nos fins de semana, o jovem ainda viajava para outras cidades em busca de recicláveis e produtos que pudessem ser revendidos, ampliando a renda da família. Segundo ele, a venda de gás foi fundamental para manter o sonho vivo.
“Foi com o gás que eu consegui sustentar, foi a chave principal. Com o dinheiro do gás, criei outras empresas e ia comprando as outras coisas. No final de semana ia para os interiores fazer as carradas de ferro velho e comprar reciclagem”, explicou.
Agora formado, Hélio Neto pretende manter o negócio e planeja comprar um carro para facilitar o transporte dos botijões, enquanto inicia sua trajetória profissional na área de Engenharia Civil.
Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Pedro Nery
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