Repercussão da captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos divide políticos paraibanos - VEJA REAÇÕES

A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças dos Estados Unidos, anunciada na primeira semana de janeiro de 2026, repercutiu entre autoridades políticas da Paraíba. A ação militar americana e a declaração do presidente Donald Trump de que os EUA irão administrar a Venezuela durante um período de transição provocaram reações divergentes no cenário político local.
O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), afirmou que a ação representa uma ameaça às normas internacionais. Segundo ele, ataques à soberania de um país colocam o mundo em risco e a diplomacia deve prevalecer sobre o uso da força, respeitando os interesses do povo venezuelano.
O deputado federal Luiz Couto (PT) manifestou repúdio à ofensiva dos Estados Unidos, destacando que a intervenção viola o princípio da soberania dos povos, o direito à autodeterminação e normas do direito internacional. Para o parlamentar, ações desse tipo aprofundam crises humanitárias e atingem diretamente a população civil.
Já o deputado federal Cabo Gilberto (PL) avaliou a prisão de Maduro como o desfecho de um regime autoritário, associando o governo venezuelano a aliados políticos da esquerda brasileira.
O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (PSB), declarou que o ataque americano não pode ser justificado, mesmo diante das críticas ao regime de Maduro. Ele ressaltou que a invasão viola o direito internacional e não teve autorização da Organização das Nações Unidas (ONU).
O deputado estadual Walber Virgolino (PL) comemorou a captura de Maduro e classificou a ação dos Estados Unidos como o fim da ditadura venezuelana.
O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PT) criticou duramente a operação militar, afirmando que o ataque representa uma agressão ao povo venezuelano e teria como objetivo interesses estratégicos, como o controle do petróleo e das fronteiras regionais.
O deputado estadual Sargento Neto (PL) afirmou que regimes autoritários não se sustentam a longo prazo e que governos baseados no medo tendem a cair com o tempo.
Até o momento, nenhum pré-candidato ao Governo da Paraíba comentou publicamente o episódio. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), também não se manifestou sobre o caso.
O secretário de Gestão Governamental de João Pessoa, Diego Tavares, afirmou que a forma como a ação foi conduzida representa um risco elevado, ao permitir que países utilizem sua estrutura militar para intervir em outras nações.
Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Gerlane Neto
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