Ossada de ‘BRUXA’ escocesa do Século 18 é roubada da universidade de St. Andrews
Nós aqui do Mega Curioso já
falamos a respeito da mulher da imagem acima – cujo rosto foi
reconstruído digitalmente por um time de pesquisadores há cerca de 2
anos. O nome dela era Lilias Adie e, em 1704, ela foi condenada na
Escócia a queimar na fogueira após “confessar” (certamente após ser
submetida à tortura) ser praticante de magia negra e amante do
“Capiroto”.
No entanto, antes de ser executada, Adie foi
encontrada morta em sua cela – a pobre senhora deve ter cometido
suicídio para escapar do suplício que sofreria – e seu corpo acabou
sendo sepultado no condado de Fife, debaixo de uma rocha imensa,
possivelmente devido ao medo dos habitantes locais de que a “bruxa”
levantasse da cova para assombrá-los. Então, no século seguinte, sua
ossada foi desenterrada por especialistas em antiguidades e levada para a
Universidade de St. Andrews. Mas esse não foi o fim das desventuras de
Adie.
Sumiço

Na
verdade, como boa parte das pessoas condenadas por bruxaria era
queimada na fogueira, justamente para que seus corpos, incluindo os
ossos, fossem completamente consumidos pelas chamas e elas não pudessem
voltar para atormentar os vivos, existem pouquíssimos restos mortais
desses indivíduos.

A
ossada de Lilias Adie mesmo era a única de que se tinha notícia na
Escócia, mas, apesar de o esqueleto ter sido desenterrado e armazenado
em St. Andrews, ele desapareceu há décadas – e a reconstrução digital
foi realizada a partir de fotografias que se tinha dos ossos da mulher.
Até onde se sabe, o crânio fazia parte do acervo do museu da
universidade, onde ficava em exposição, e chegou a participar da
Exibição Imperial que ocorreu em Glasgow em 1938, mas até isso sumiu. O
pior é que ninguém sabe quem surrupiou os artefatos, nem porquê.
Caça às bruxas
O
dia 31 de agosto passado marcou o 315º aniversário da morte de Lilias
Adie e as autoridades escocesas organizaram uma homenagem para a
“bruxa”. Afinal, segundo os registros históricos, mesmo sendo submetida à
tortura e pressionada para delatar outros supostos praticantes de magia
negra, a pobre senhora teria dito que não poderia revelar os nomes de
outras mulheres porque elas usavam máscaras de nobres durante os
rituais. A acusada só entregou a identidade de pessoas que já haviam
sido delatadas antes e não incriminou mais inocentes até ser condenada.

Mas
a ocasião em agosto também serviu para que oficiais escoceses
aproveitassem para reiniciar a “caça à bruxa” – ou melhor dizendo, aos
ossos desaparecidos dela. Segundo explicaram, caso sejam recuperados,
eles farão parte de um monumento que será erguido em homenagem às cerca
de 3,5 mil pessoas que morreram vítimas de acusações de bruxaria na
Escócia. Tomara que apareçam e que, depois de mais de 300 anos de idas e
vindas, o esqueleto de Lilias Adie finalmente possa descansar em paz.
Fonte: Mega Curioso - Publicado por: Alana Yaponirah

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