Transferência de Marcola fez PCC pensar em série de ataques criminosos de “parar o Brasil”
Integrantes
do PCC pensaram em realizar um série de atos criminosos pelo país em
protesto contra a transferência de Marcos Willians Herbas Camacho, o
Marcola, chefe do PCC (Primeiro Comando da Capital), em fevereiro. A
informação foi divulgada pelo G1 e confirmada pelo UOL. O processo corre
em segredo de Justiça.
A ideia era dar um “salve” (que é uma ordem para uma série de ataques) com ataques que iriam “parar o Brasil”.
Áudios
citados pelo site, e que tiveram autenticidade confirmada pela
reportagem, mostram um suspeito afirmando que a facção pediu à
“sintonia” (como é chamado lideranças no PCC) um plano criminoso.
Segundo a reportagem, os ataques ocorreriam não só no Ceará, mas em
vários estados.
A reportagem, entretanto, não cita o motivo que teria feito a facção desistir dos ataques.
Marcola
foi transferido em fevereiro para o presídio federal de Porto Velho, em
uma operação que levou outros 21 membros da facção para presídios
federais. Um mês e meio depois, Marcola foi levado para Brasília.
A
investigação do MP-CE (Ministério Público do Ceará) que chegou a essa
informação foi conseguida durante a Operação Jericó, deflagrada no dia
15 de agosto.
A ação investigou a atuação de quatro organizações
criminosas no estado do Ceará, entre elas o PCC. A investigação apontou
que “o crime organizado no estado estaria sendo controlado de dentro das
unidades penitenciárias”.
“Apurou-se que, entre os meses de
novembro de 2018 e fevereiro de 2019, os investigados praticaram uma
série de crimes, principalmente tráfico de drogas, associação para o
tráfico, comércio irregular de arma de fogo e o planejamento de
homicídios e ataques a agentes e a equipamentos públicos, tanto na
capital quanto no interior do estado. Foram identificados 18 suspeitos
de participam nesse esquema criminoso”, informou o MP-CE à época.
Procurado,
o coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às
Organizações Criminosas) do MP-CE, promotor Rinaldo Janja, informou que
não poderia falar sobre o processo nem sobre as investigações da facção
porque o processo corre em segredo de Justiça.
Fonte: Uol - Publicado por: Gerlane Neto

Nenhum comentário:
Postar um comentário