Família de rapaz esquizofrênico acusa policiais militares de torturarem jovem dentro de casa
Dois
irmãos precisaram se mudar do Morro do Chapadão, na Zona Norte do Rio,
após um deles ter sido torturado dentro de casa, no último dia 26. A
família acusa policiais militares que faziam uma operação na favela de
terem invadido a residência e agredido o rapaz. O Ministério Publico do
Rio de Janeiro (MP-RJ) por meio da 2ª Promotoria de Justiça junto à
Auditoria Militar, investiga a denúncia. A vítima, de 34 anos, foi
diagnosticada com esquizofrenia.
O rapaz agredido vivia com a mãe, que faleceu há cerca de um mês. Depois disso, ele foi morar com o irmão dentro da comunidade. Segundo o relato, a vítima dormia dentro de casa quando PMs entraram na residência para realizar buscas no local. O homem teria sido acordado pelos militares e torturado com fios.
“Estava tendo operação lá na comunidade e os policiais entraram pra fazer revista. Entraram em outras casas também. Quebraram várias coisas, revistaram a casa toda. Eu encontrei os fios usados na tortura no chão de casa”, disse o irmão que estava trabalhando no momento da ação e foi para casa após receber uma ligação de uma vizinha relatando o abuso.
O rapaz agredido vivia com a mãe, que faleceu há cerca de um mês. Depois disso, ele foi morar com o irmão dentro da comunidade. Segundo o relato, a vítima dormia dentro de casa quando PMs entraram na residência para realizar buscas no local. O homem teria sido acordado pelos militares e torturado com fios.
“Estava tendo operação lá na comunidade e os policiais entraram pra fazer revista. Entraram em outras casas também. Quebraram várias coisas, revistaram a casa toda. Eu encontrei os fios usados na tortura no chão de casa”, disse o irmão que estava trabalhando no momento da ação e foi para casa após receber uma ligação de uma vizinha relatando o abuso.
O irmão que cuida da vítima, que não quis se identificar por temer
represálias, diz que procurou a 2ª Promotoria de Justiça que atua jundo à
Justiça Militar para denunciar o caso. Ele disse que saiu da comunidade
por medo: “Eles pegaram todos os meus dados, documento, placa do meu
carro, eu estou com muito medo de algo acontecer, por isso saí de lá e
estou morando longe da comunidade”, relata.
“Eram muitos PMs. E se
só metade deles for afastada, só parte do grupo, e se o restante continuar e
vir me procurar? Estamos assustados”, desabafou ao DIA.
Em nota, a
Polícia Militar se limitou a dizer que “já tem ciência do fato e está
apurando as circunstâncias do caso”. A Polícia Civil informou que o
caso é investigado na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque).
Fonte: Meia Hora

Nenhum comentário:
Postar um comentário