Presença obrigatória de pais e responsáveis nas escolas a cada dois meses pode virar lei
A proposta é de autoria do senador Jorge Kajuru (PSB/GO)
A
proposta é de autoria do senador Jorge Kajuru (PSB/GO). A Comissão de
Assuntos Sociais deverá examinar o projeto de Lei nº 4.138/2019 que
estabelece a obrigação dos pais ou responsáveis comparecerem às escolas
de seus filhos. A mesma se baseia no Projeto de Lei do Senado nº 189, de
2012, de autoria do Senador Cristovam Buarque que tramitou no Senado
Federal até 2018, quando foi arquivado no final da legislatura, após
receber parecer favorável com substitutivo na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, da lavra do Senador Fernando Bezerra Coelho.
O
objetivo institui a presença obrigatória dos responsáveis nas escolas
pelo menos uma vez a cada dois meses. Em caso de não cumprimento dessa
obrigação, serão aplicadas sanções negativas, previstas no artigo 7º da
Lei 4.737/1965, entre elas: deixar de receber vencimentos, remuneração,
salário ou proventos de emprego ou função pública e de empresas
paraestatais; proibição de participar de concorrências públicas e de
obter empréstimos em bancos ou caixas econômicas federais ou estaduais.
Também foram estabelecidos mecanismos de facilitação para que os pais e
responsáveis tenham condições mais favoráveis para participarem das
reuniões escolares.
“Em
primeiro lugar, alteramos a Consolidação das Leis do Trabalho para
permitir a ausência do trabalho no período de participação nas reuniões
escolares. Em segundo lugar, incumbimos as escolas de promoverem visitas
domiciliares, com apoio da comunidade, de forma a tornar mais sólidos
os laços entre os pais de alunos e os educadores”, cita a justificativa
do projeto de lei.
A
mãe de Victoria, Miraildes Sousa, sempre procura acompanhar a vida
escolar da filha e, dessa forma, percebe que o rendimento da estudante é
melhor. “Ela se interessa ainda mais pelo aprendizado e isso ocorre de
maneira mais eficaz quando eu estou presente. Por isso, frequento todas
as reuniões de pais e mestres e procuro sempre ir à escola. E confesso
que o feedback dos professores sobre ela é essencial para esse acompanhamento”, explica.
A coordenadora da Escola O Verbo,
Ana Neves, embora acredite que não seja possível definir uma fórmula
para aproximar famílias e escolas, concorda que é preciso conscientizar
os pais. “Essa aproximação é uma coisa que falta nas escola e os pais
sempre tentam justificar isso. A gente realiza plantões pedagógicos e
reuniões mas é difícil contar com a presença deles. E isso é algo bem
negativo porque essa relação é fundamental para o bom desenvolvimento do
aluno”, sinaliza.
Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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