Jair Bolsonaro diz que parte da imprensa vive só de mentiras e nega que tenha sancionado projeto que isenta infrações de partidos
O presidente disse que a imprensa mentiu ao noticiar a sanção que isenta partidos de multa
© Reuters
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) -
Neste sábado (18), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) negou que tivesse
sancionado projeto que isenta partidos de multas por infrações na
campanha eleitoral.
Ao receber estudantes na porta do Palácio da Alvorada, o
presidente disse que a imprensa mentiu na sexta-feira (17) ao noticiar a
sanção. "Não vão botar uma linha do que vou falar aqui, não vão botar
nada. Sei que vocês são funcionários não têm poder junto aos editores",
afirmou.
"Mas as imprensas [sic] estão dizendo que eu sancionei
uma lei ontem para anistiar multas de R$ 60 milhões mais ou menos de
partidos políticos. É mentira, eu vetei. Estão dizendo que eu
sancionei", disse Bolsonaro.
"É o tempo todo assim, é só mentira.
Grande parte da mídia só vive disso. Só desinformando, deturpando,
mostrando o contrário do que acontece. A mídia, se fosse isenta no
Brasil, – existem boas televisões, bons rádios, bons jornais, existem,
não estou generalizando – o Brasil seria diferente. Mostre a verdade. Se
eu errei, mostre a verdade", insistiu o presidente.
Bolsonaro, no
entanto, sancionou projeto aprovado pelo Congresso que anistia multas
aplicadas a partidos, entre elas as decorrentes da não aplicação de ao
menos 5% das verbas públicas para a promoção e difusão da participação
política das mulheres.
O texto aprovado diz que não sofrerá
punição, como ter as contas rejeitadas, o partido que não tiver usado
estes recursos para financiar campanha de candidatas mulheres até as
eleições de 2018.
Ele apenas vetou trecho do projeto que
desobrigava legendas a devolver aos cofres públicos doações que
receberam de servidores comissionados filiados às próprias
siglas. Bolsonaro é do PSL, partido que é investigado em Minas Gerais e
Pernambuco sob suspeita de desvio de recursos públicos por meio de
candidaturas femininas de fachada. Os casos foram revelados pela Folha.
O
presidente foi à portaria do Palácio da Alvorada de sandália, short
amarelo e a camisa do segundo uniforme da seleção brasileira para
cumprimentar 36 estudantes de uma escola privada de São Paulo que, de
longe, gritavam "oh, Bolsonaro, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver".
Os estudantes do Bandeirantes foram a Brasília para uma atividade da
escola. Antes da chegada de Bolsonaro, uma das guias do passeio orientou
os alunos a respeitar o presidente, mesmo que alguém não gostasse dele.
Ganhou de presente uma camisa do primeiro uniforme da seleção.Ao chegar
perto dos alunos, Bolsonaro levantou a camisa para mostrar a cicatriz
da facada que levou em setembro do ano passado, durante ato de campanha
no interior de Minas Gerais.
Política ao Minuto
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