Governo federal quer evitar que caminhoneiros se mobilizam para nova paralisação

Os primeiros dados são
de que, neste momento, o movimento não tem a mesma força percebida no
ano passado, mas há temor de que os caminhoneiros possam se fortalecer e
cheguem ao potencial explosivo da última greve. Dentro do Palácio, o
objetivo é ser mais ágil e efetivo e não deixar a situação sair de
controle por ficarem titubeando sobre o assunto, como aconteceu com o
ex-presidente Michel Temer, no ano passado.
Na
semana passada, Wallace Landim, o Chorão, presidente das associações
Abrava e BrasCoop, que representam a classe de caminhoneiros, teve
reunião com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.
Landim também teve encontro com a diretoria da Agência Nacional de
Transportes Terrestres (ANTT) e, na sexta-feira, 22, se reuniu com o
secretário executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio.
Segundo
Landim, os ministros disseram que, até a próxima semana, o próprio
presidente Jair Bolsonaro deve se manifestar sobre os pedidos dos
caminhoneiros. Na pauta de reivindicações da classe estão três pleitos. O
primeiro pedido diz respeito ao piso mínimo da tabela de frete. Os
caminhoneiros reclamam que as empresas têm descumprido o pagamento do
valor mínimo e cobram uma fiscalização mais ostensiva da ANTT. A
agência, segundo Landim, prometeu mais ações e declarou que já fez mais
de 400 autuações contra empresas.
O
segundo item da pauta é o preço do óleo diesel. Os caminhoneiros querem
que o governo estabeleça algum mecanismo para que o aumento dos
combustíveis, que se baseia em dólar, seja feito só uma vez por mês, e
não mais diariamente. Wallace Landim afirma que não é a favor de uma
paralisação no próximo dia 30, porque acredita que o governo tem buscado
soluções, mas diz que “o tempo é curto” e as mudanças estão demorando.
“Não acredito que deva ocorrer greve no dia 30, mas paralisações não
estão descartadas. Estamos conversando.”
Por
meio de nota, o Ministério de Infraestrutura declarou que, no Fórum dos
Transportadores Rodoviários de Cargas realizado na sexta-feira, esteve
reunido com lideranças do setor e ouviu as demandas. O governo confirmou
que tratou do piso mínimo, pontos de paradas e descanso e o preço do
óleo diesel. /COLABOROU RENATO ONOFRE
Fonte: Estadão
Fonte: Estadão
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