CASO ROBERTO SANTIAGO: Advogados comentam sobre direito à cela especial sem curso superior
Advogados paraibanos comentaram neste domingo (24), em contato com a reportagem do Polêmica Paraíba,
sobre o direito à cela especial sem curso superior. Eles tomaram por
base o caso do dono do Shopping Manaíra, Roberto Santiago, que foi preso na última sexta-feira (22), na terceira fase da Operação Xeque-Mate, acusado de financiar esquemas de corrupção na cidade de Cabedelo.
Ouça os depoimentos na íntegra:
A
advogada Catarina Rolim ressaltou que a prisão especial só pode
acontecer quando o preso for provisório. “O caso que envolve o
empresário Roberto Santiago tem a peculiaridade de que na audiência de
custódia foi feito um acordo entre o Ministério Público e o Poder
Judiciário no sentido de que ele mesmo sem ter curso superior fosse
cumprir sua prisão preventiva em uma unidade militar”.
Segundo
o advogado Inácio Queiroz, a lei determina que só deve ficar em prisão
especial é quem tem curso superior. “A jurisprudência vem se formando no
sentido de que, pessoas que, podem causar grande repercussão dentro do
próprio presídio a sua ida, eles têm esse entendimento. Geralmente são
pessoas de renome público, pessoas conhecidas publicamente”.
Já
o advogado Luiz Pereira afirmou que, no caso de Roberto Santiago, houve
uma anomalia. “É quando ele não tem direito a prisão especial, mas
acaba recebendo um tratamento como se realmente fosse uma pessoa que
detivesse esse direito. Eu sou definitivamente contra isso. O que se
quer neste caso de Santiago é a garantia de preservação da sua vida, mas
o estado pode fazer isso de diversas formas”.
De
acordo com o advogado José Caitano não há ainda jurisprudência. “Tudo
se passa no âmbito de um critério subjetivo do magistrado, mas isso
haverá de ser resolvido posteriormente porque a democracia assim o
exige. A cláusula pétrea da nossa constituição diz respeito à igualdade
de todos perante a lei, todos são iguais. Neste caso, no meu
entendimento prevalece o poder econômico e a influência política, porque
a rigor Roberto Santiago teria que estar onde estivera outros
condenados”.
Para
o advogado José Luiz, o que aconteceu com o caso Roberto Santiago se
configura uma anomalia jurídica. “Entretanto o juiz se baseou no caso
concreto, julgou o fato de Santiago ser uma pessoa pública, e
possivelmente ele correria perigo de vida, ele teria risco à sua
integridade física dentro de um presídio comum”.
Fonte: Polêmica Paraíba

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