Saiba onde fica o “monte” de retiro espiritual de Cabo Daciolo, candidato à Presidência pelo Patriotas
Candidato
à Presidência da República pelo Patriota, Cabo Daciolo tem agenda de
campanha bem diferente da adotada por seus adversários. Enquanto os
demais presidenciáveis mantêm rotina de debates, sabatinas e grandes
eventos políticos por todo o País, o bombeiro militar deixou a cidade
para trás e vive retiro espiritual de “água e reza” em um monte.
O
lugar de afastamento do candidato “0% nas pesquisas, 100% em Deus” é
chamado Monte das Oliveiras, localizado no bairro de Campo Grande, na
Zona Oeste do Rio de Janeiro. O acesso à trilha que leva ao monte fica
no meio de uma zona de intensa urbanização, a frentefde um salão de
festas e a poucos metros de prédios, bares e diversas igrejas
evangélicas.
O local é conhecido como uma trilha religiosa, sendo
comum que fiéis subam até o monte para rezar e montar acampamentos de
vários dias em vigílias. A maioria dos religiosos, no entanto, fixa base
em uma região próxima – com ampla vista para o bairro de Campo Grande –
localizada após caminhada de apenas cerca de dez minutos.
O
candidato do Patriota, no entanto, vai além, seguindo subindo trilha por
quase duas horas em direção ao Morro de Cabuçu, onde há uma região de
vegetação mais densa. No “escritório” de Daciolo – como o próprio
candidato chama o local –, apenas água e poucos mantimentos, renovados
com ajuda de algumas pessoas que acampam com o candidato.
No
acampamento, o candidato e seus simpatizantes revezam rodadas de oração
com a gravação de vídeos sobre diversos assuntos, que Daciolo divulga
em suas páginas nas redes sociais. Em um dos últimos, o candidato acusa
Jair Bolsonaro (PSL) de ser manipulado por um entorno ligado à maçonaria
e outros grupos de teorias da conspiração, como os Illuminati.
Candidato
que ficou famoso após acusar Ciro Gomes (PDT) de integrar uma
conspiração pela unificação comunista da América Latina, Cabo Daciolo
ganhou notoriedade na vida pública após comandar uma greve de bombeiros
no Rio em 2011. Eleito deputado federal pelo Psol em 2014, acabou
expulso do partido no ano seguinte. Ele promete descer do monte apenas
na reta final da campanha. Até lá, ele diz estar rezando pelo Brasil.
Fonte: O Povo - Publicado por: Gerlane Neto

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