Paraibana da cidade de Tavares que matou os quatros filhos é personagem de documentário sobre homicídios
A
detenta Creuza Bernardo da Silva, de 50 anos, cumpre pena na ala feminina
do presídio do Serrotão, em Campina Grande. Creuza foi sentenciada a 18
anos e dois meses de prisão por homicídio qualificado. Ela matou seus
quatro filhos, todos de forma semelhante, num modus operandi semelhante ao de um serial killer.
Além de matar seus próprios filhos, ela
também tentou matar uma sobrinha de quatro anos de idade ateando fogo na
criança. Nos autos do processo de Creuza, a agora detenta diz em seu
depoimento à polícia que às vezes sente um vontade incontrolável de
matar, mas que a vontade é de matar apenas crianças.
Creuza é natural da cidade de Tavares, no Sertão paraibano, onde morava com a mãe antes de cometer os homicídios e
ser presa. A mãe, Maria Bernardo, continua morando na cidade e vive o
peso de ser, ao mesmo tempo, mãe da assassina e avó das vítimas dessa
tragédia.
A história que chama atenção por parecer
surreal, é verídica e será o enredo principal do documentário “Um Dois
Um: Crônicas de Homicídios”, Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da
estudante de Arte e Mídia da Universidade Federal da Paraíba (UFCG) Ana
Calline da Silva Feliciano, de 21 anos. O documentário está sendo
gravado dentro da Penitenciária Raimundo Asfora, mais conhecida como
Presídio do Serrotão, e retrata a história de pessoas que estão
envolvidas direta ou indiretamente no crime de homicídios.
A estudante busca no documentário
retratar as diversas perspectivas do crime de homicídio, através de
entrevistas com o homicida, a família do homicida e a família da vítima.
Além do caso de Creuza Bernardo, o documentário também mostra
depoimentos das mães das vítimas da ‘Barbárie de Queimadas’, caso de
repercussão na Paraíba e no Brasil, onde mulheres foram estupradas e
assassinadas na cidade de Queimadas.
MaisPatos
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