Conselho Nacional de Justiça intima Favreto, Moro e Gebran para esclarecer conflitos sobre Lula

Foto: autor desconhecido
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) intimou hoje (19) os
desembargadores Rogério Favreto, João Pedro Gebran Neto e o juiz federal
Sérgio Moro a prestarem informações sobre as decisões conflitantes
envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com a intimação, os envolvidos terão 15 dias para se manifestarem
sobre o caso. O prazo começa a contar a partir de 1º de agosto, por
causa do recesso do Judiciário.
No dia 10 de julho, o corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha, decidiu abrir os 10 pedidos preliminares de investigação no CNJ contra Favreto, Gebran Neto e Moro.
Segundo o CNJ, as oito reclamações que chegaram contra Favreto e duas
contra Moro serão apensadas uma investigação mais ampla sobre o
caso. Da análise dos processos, pode ser aberto um Processo
Administrativo Disciplinar (PAD) contra os magistrados, que, por sua
vez, pode culminar em punição, desde advertência até aposentadoria
compulsória.
Entenda
Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba
desde o dia 7 de abril, por determinação do juiz Sérgio Moro, que
ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão
pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em
Guarujá (SP). A prisão foi executada com base na decisão do STF que
autorizou prisões após o fim dos recursos na segunda instância da
Justiça.
No dia 8 de julho, o desembargador Rogerio Favreto atendeu a um
pedido de liberdade feito por deputados do PT em favor de Lula. Em
seguida, o juiz Sergio Moro e o desembargador do Tribunal Regional
Federal da 4ª Região Gebran Neto, ambos relatores dos processos da
Operação Lava Jato, derrubaram a decisão de Favreto por entenderam que o
magistrado não tinha competência para decidir a questão. No mesmo dia, o
entendimento foi confirmado pelo presidente do TRF, Thompson Flores.
Agência Brasil
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