Jair Bolsonaro ironiza aliança de centrão com Alckmin: 'Tudo que não presta'
"Eu quero cumprimentar o Alckmin. Ele juntou a alta nata de tudo que não presta no Brasil ao lado dele", disse o pré-candidato
© REUTERS/Paulo Whitaker
O pré-candidato à
Presidência Jair Bolsonaro (PSL) ironizou neste sábado (21), aliança
firmada por seu adversário tucano, Geraldo Alckmin, com os partidos do
centrão - DEM, PP, SD e PR.
"Eu quero cumprimentar o Alckmin. Ele juntou a alta nata de
tudo que não presta no Brasil ao lado dele", disse. O presidenciável fez
uma ressalva, afirmando que não se referia aos deputados e senadores.
"A alta nata não quer dizer os parlamentares. A nata que define, que decide as situações", disse.
Apesar
de criticar o bloco de partidos, o deputado viu na última semana
naufragar sua tentativa de firmar aliança com um deles, o PR de Valdemar
Costa Neto, ex-deputado condenado no processo do mensalão. Com a
parceria, ele tentava atrair o senador Magno Malta (ES) como vice em sua
chapa.
Ao fim de um evento de formatura de paraquedistas do
Exército, Bolsonaro disse que pretende se eleger para mudar a política
do "toma lá dá cá" em Brasília.
Embora critique o centrão, ele diz ter canal aberto para dialogar com parte do centrão.
"Ele
[Alckmin] é um general sem tropa porque 40% dos deputados que compõem
esses partidos [centrão] têm um compromisso de governabilidade sem o
toma lá da cá conosco."
Capitão reformado, Bolsonaro participou do
evento realizado anualmente pelo Exército no Rio de Janeiro. Vestido de
terno preto e camisa branca, ficou na primeira fileira do palanque
montado para receber oficiais ao lado de nomes como o general Braga
Netto, interventor federal na Segurança do Rio de Janeiro.
No
momento de cumprimento das famílias aos formandos, Bolsonaro desceu do
palanque e foi cercado por pessoas que dedicaram palavras em apoio à sua
candidatura e pediram para tirar selfies ao seu lado.
No domingo
(22), ele será oficializado pelo PSL como pré-candidato ao Palácio do
Planalto em convenção nacional do partido, no Rio.
Após duas
tentativas frustradas de aliança - a primeira delas com PR e a segunda
com o PRP do general reformado Augusto Heleno Bolsonaro - ainda segue na
busca por um vice.
Ele confirmou que as tratativas com a advogada
Janaina Paschoal, autora do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff,
seguem em curso. Ele disse que as conversas estão em fase de "noivado".
"Ela
é uma pessoa vivida na questão de sofrer pressão, do impeachment, de
sofrer muita pressão. Então ela está apta a se manter numa tranquilidade
quando pressionada. E logicamente a bagagem cultural dela, vai somar
muito", explicou.
Segundo ele, a escolha de seu vice se dará
dentro do próprio PSL. Além do nome da advogada, é cotado para o cargo o
presidente licenciado da legenda, Luciano Bivar.
"Eu acho que a Janaina é o ideal para o que a gente pretende. Vamos ter uma dupla em Brasília imune ao centrão", disse.
Bolsonaro criticou a atual forma de o Executivo se relacionar com o Legislativo.
"Se é pra fazer a mesma coisa, não vote em mim. É simples: eu não
quero conversar com Sergio Moro em Curitiba. Vocês falam tanto que tem
que ter governabilidade... essa forma de governar é que levou o Brasil à
ineficiência e à corrupção não encontrada em nenhum lugar do mundo."
Política ao Minuto cCom informações da Folhapress
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