Nasa lança nesse sábado missão espacial rumo ao "coração de Marte"
O lançamento ocorreu sem problemas às 4h05 (hora local; 8h05 em Brasília) e a previsão é que o foguete aterrisse no planeta vermelho no dia 26 de novembro
| Até agora, as missões a Marte capturaram imagens da superfície, estudaram rochas, escavaram a terra e procuraram indícios da água em Marte, mas o interior do planeta nunca foi observado - (Foto: Reprodução) |
A missão InSight da Nasa, que tem como objetivo
analisar o "coração de Marte", decolou com sucesso do Space Launch
Complex-3 na Base Aérea Vandenberg, na Califórnia neste sábado (5).
O foguete United Launch Alliance Atlas V 401 leva no interior um
veículo robótico que será o encarregado de explorar o núcleo de Marte
para ampliar o conhecimento humano sobre a formação marciana e a de
outros planetas rochosos, como a Terra.
O lançamento ocorreu sem problemas às 4h05 (hora local; 8h05 em
Brasília) e a previsão é que o foguete aterrisse no planeta vermelho no
dia 26 de novembro.
Esta é a primeira vez que uma missão espacial tem como único objetivo
analisar as entranhas do segundo menor planeta do Sistema Solar, depois
de Mercúrio.
Até agora, as missões a Marte capturaram imagens da superfície,
estudaram rochas, escavaram a terra e procuraram indícios da água em
Marte, mas o interior do planeta nunca foi observado.
"Cerca de 99% deste planeta nunca foi observado. Vamos estudá-lo com
nosso sismômetro e a nossa sonda de fluxo de calor pela primeira vez",
afirmou Bruce Banerdt, principal pesquisador da InSight, em coletiva de
imprensa antes do lançamento.
Para o diretor de ciências planetárias da Nasa, Jim Green, esta
missão planetária "fantástica" ajudará a humanidade a compreender a
composição da crosta, do manto e do núcleo de Marte e dará uma ideia de
como se originou o Sistema Solar.
A missão, que terá quase dois anos e percorrerá a partir de hoje os
485 milhões de quilômetros que separam a Terra e Marte, é financiada e
coordenada majoritariamente pelos Estados Unidos, mas também conta com a
participação de países europeus.
No total, os EUA investirão US$ 813 milhões no projeto, enquanto
Alemanha e França somarão cerca de US$ 180 milhões em pesquisas
relacionadas.
ClickPB
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