Defesa de Geddel cita julgamento de Lula e pede liberdade ao Supremo Tribunal Federal
De acordo com os advogados, ao conceder a liminar ao ex-presidente, o STF reconheceu que um acusado não pode ser prejudicado pela demora da Justiça em julgar o pedido de liberdade
© José Cruz/EBC//FotosPúblicas
A defesa do ex-ministro
Geddel Vieira Lima (MDB-BA) pediu nesta sexta-feira (23) ao ministro do
STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin a revogação da prisão de seu
cliente. Para fundamentar o pedido, os advogados citaram o julgamento
no qual a Corte concedeu uma liminar para impedir que o ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva seja preso até 4 de abril, quando o tribunal
voltará a julgar o habeas corpus de Lula.
De
acordo com os advogados, ao conceder a liminar ao ex-presidente, o STF
reconheceu que um acusado não pode ser prejudicado pela demora da
Justiça em julgar o pedido de liberdade. As informações são da Agência
Brasil.
Caso a soltura não seja concedida, a defesa pediu que o
recurso seja julgado imediatamente pela Corte. Antes do recurso, Fachin
rejeitou individualmente a concessão de liberdade a Geddel.
"Seguindo
o prudente posicionamento do Tribunal Pleno, quando se entendeu pela
impossibilidade de se impingir ônus pela demora da prestação
jurisdicional ao processado, requer a consequente expedição de alvará de
soltura, ainda que condicionada à imposição de medidas diversas da
prisão", argumentam os advogados.
Geddel está preso desde 8 de
setembro de 2017. A prisão ocorreu três dias depois que a Polícia
Federal encontrou R$ 51 milhões em dinheiro no apartamento de um amigo
do político.
Conforme a PF, parte do dinheiro seria resultante de
um esquema de fraude na liberação de créditos da Caixa Econômica Federal
no período entre 2011 e 2013, quando Geddel era vice-presidente de
Pessoa Jurídica da instituição.
Ao se manifestar sobre sobre a
origem do recurso, a defesa de Geddel alegou que o dinheiro decorre da
simples guarda de valores em espécie. Os advogados alegam que os valores
são fruto de investimentos no mercado de incorporação imobiliária, com
dinheiro vivo.
Ainda de acordo com a defesa, Geddel, o irmão dele, o deputado
federal Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), e a matriarca da família, Marluce
Vieira Lima, não podem ser acusados dos crimes porque a denúncia está
baseada em uma teia de ilações e suposições.
Noticias ao Minuto com informações da
Folhapress
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