Procuradores da República têm aumento 450% acima da inflação; o impacto será de R$ 116 milhões
Ao votar o orçamento para o ano que vem, o Conselho Superior do
Ministério Público Federal (CSMPF) decidiu aprovar um reajuste de 16,7%
nos salários dos procuradores da República, atendendo a uma forte
reivindicação da categoria. O impacto será de R$ 116 milhões.
Apenas três dos 11 conselheiros foram contra. O atual procurador-geral
da República, Rodrigo Janot, votou a favor do aumento, apesar de
classificar a medida como uma "decisão política" encampada pela futura
procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que assume o cargo em
setembro.
Com o aumento, é possível que os salários dos procuradores ultrapassem o
teto constitucional, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF)
decidiu não propor, até o momento, um reajuste nos vencimentos de seus
ministros. Neste caso, a decisão do conselho poderá ser considerada
inconstitucional. Os vencimentos dos ministros do STF são hoje de R$
33,7 mil, que é o maior salário permitido a servidores públicos.
Não ficou definida a fonte dos R$ 116 milhões necessários para aumentar
os salários do procuradores. Janot e Dodge se comprometeram a montar um
grupo de transição entre suas administrações, que ficará responsável
por apontar onde serão feitos os cortes para permitir o aumento.
No total, foi aprovado um orçamento de R$ 3,8 bilhões para todo o
Ministério Público Federal (MPF). A proposta será encaminhada ao
Ministério do Planejamento, que verificará sua conformidade legal. Em
seguida será enviada ao Congresso Nacional, que precisa aprová-la.
Agência Brasil
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