Encontrar vida extraterrestre se torna ainda mais difícil, afirmam pesquisadores
Tradicionalmente, um exoplaneta pode ser considerado "habitável" se sua órbita corresponde à temperatura em que a água pode existir em forma líquida
© iStock
Os pesquisadores norte-americanos descobriram mais um critério
que ajudará a entender se é possível a vida em um planeta extrassolar
ou não.
Um planeta extrassolar ou exoplaneta é um planeta que orbita uma
estrela diferente do Sol, quer dizer, outra estrela que não faça parte
de nosso Sistema Solar.
Tradicionalmente, um exoplaneta pode ser considerado "habitável" se
sua órbita corresponde à temperatura em que a água pode existir em forma
líquida.
No entanto, pesquisadores da Universidade de
Boston descobriram que isto pode não ser suficiente e anunciaram um novo
critério para que a vida seja possível em um exoplaneta — ejeções de
massa coronal (EMC), segundo informa o portalPhys.org.
As ejeções de massa coronal (EMC) são enormes explosões de plasma e
campo magnético que periodicamente ocorrem no Sol e outras estrelas.
Representam um fator fundamental do chamado "clima espacial", podendo
destruir satélites e outros equipamentos eletrônicos na Terra.
Os cientistas norte-americanos demonstraram que os efeitos do "clima
espacial" também podem ter impacto significativo na possível
habitabilidade dos exoplanetas de pouca massa. Também descobriram que
as ejeções de massa coronal "comprimem" a magnetosfera dos exoplanetas,
podendo em alguns casos pressioná-los ou até destruir sua atmosfera.
A equipe da Universidade de Boston dirigida por Christina Kay modelou
a trajetória das EMC da estrela fria V374 Pegasi e descobriu que os
fortes campos magnéticos da estrela fazem com que a maioria das EMC se
desloquem até a superfície, na intercessão da qual muda a polaridade do
campo magnético.
Isto significa que os planetas extrassolares desta estrela precisam
de um campo magnético mil vezes maior do que o da Terra para proteger
sua atmosfera das ejeções de massa coronal.
Portanto, a busca de exoplanetas habitáveis se torna ainda mais complicada, concluem os pesquisadores. (Sputnik)
Notícias ao Minuto
Nenhum comentário:
Postar um comentário