Líderes mundiais condenam saída dos Estados Unidos do Acordo do Clima de Paris
Ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente divulgaram uma nota em que afirmam que o Brasil seguirá comprometido com combate à mudança climática
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| Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anuncia decisão de retirar os o país dos acordos climáticos de Paris durante discurso na Casa Branca, em Washington - 01/06/2017 - (Saul Loeb/AFP) |
A decisão do presidente Donald Trump de retirar os Estados Unidos do Acordo do Clima de Paris, anunciada nesta quarta-feira, provocou a reação de diversos líderes mundiais, que condenaram o gesto.
Além dos Estados Unidos, apenas a Síria e Nicarágua não participam do Acordo do Clima de Paris, firmado por quase 200 países na capital francesa em 2015. O
pacto almeja limitar o aquecimento planetário e em grande parte se
baseia no corte do dióxido de carbono e outras emissões resultantes da
queima de combustíveis fósseis. A saída dos Estados Unidos coloca em
risco a manutenção do compromisso por outras potencias altamente
poluidoras, como China e Rússia.
Confira as principais reações:
No Brasil, os Ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente divulgaram uma nota conjunta
em que afirmam que “o governo brasileiro recebeu com profunda
preocupação e decepção o anúncio”. O comunicado aponta preocupação com o
impacto negativo da decisão na cooperação mundial em desafios globais e
reafirma o compromisso do pais. “O Brasil continua comprometido com o
esforço global de combate à mudança do clima e com a implementação do
Acordo de Paris”, diz.
O presidente da França, Emmanuel Macron,
fez um pronunciamento lamentando a decisão e publicou inúmeros posts
defendendo o acordo em sua conta no Twitter. Macron afirmou que o acordo climático de Paris não pode ser renegociado e apontou que “não há plano B para o planeta”.
Sobre o clima, não há plano B. Porque não há planeta B.
A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, lamentou a saída dos Estados Unidos do acordo e afirmou que vai “continuar trabalhando para salvar nossa Terra”.
A Comissão Europeia declarou que sente profundamente a decisão e buscará novas alianças para combater a mudança climática.
O ex-presidente Barack Obama, que ajudou a mediar o pacto, divulgou uma declaração em que diz os Estados Unidos se juntam
a “um pequeno punhado de nações que rejeitam o futuro”, mas diz afirma
estar confiante de que “nossos estados, cidades e empresas vão
intensificar e fazer ainda mais para liderar o caminho e ajudar a
proteger as gerações futuras do planeta que temos”.
O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric,
afirmou que a decisão de Trump é “uma grande decepção para os esforços
globais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e promover a
segurança global”.
No Twitter, a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, chamou a decisão de irresponsável.
Dada a decisão irresponsável @POTUS em #ParisAccord, é
mais importante ainda que líderes como @JerryBrownGov na Califórnia
continuem pressionando.
O primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, tuitou que este é um dia triste para o mundo, mas reforçou o compromisso do país.
É um dia triste para o mundo. A Dinamarca está pronta
para continuar a batalha climática para salvar as gerações futuras.
#ParisAgreement
Primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, condenou o “ato brutal” de Trump e afirmou que o Europa reagirá para salvaguardar o futuro.
#ParisAccord protege nosso planeta! A Europa unida com
@JunckerEU e @eucopresident reagirá para salvaguardar a nossa economia e
o futuro das crianças
Eu condeno esse ato brutal contra #ParisAccord
@realDonaldTrump Liderança significa combater as mudanças climáticas em conjunto. Não abandonar o compromisso.
Vejja

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