Presidente Michel Temer diz que seu principal objetivo é gerar emprego
![]() |
| Presidente Michel Temer na rampa do Palácio do Planalto - Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO |
BRASÍLIA – O presidente Michel Temer condiciona o sucesso de seu governo à redução, até o fim de 2018, do número de desempregados. Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14,2 milhões de brasileiros estão nessa situação.
Embora avalie que a aprovação das reformas trabalhista e da
Previdência será muito importante para a retomada do emprego, a derrota
no Congresso de uma ou outra não definirá o sucesso do mandato. “O meu
principal objetivo é combater o desemprego. Se não conseguir, aí sim
você pode dizer que o governo não deu certo. Não é por causa da
Previdência.”
Em entrevista ao Estado na tarde de sexta-feira, 12,
poucas horas depois de reunir em cerimônia televisionada todo o seu
Ministério para balanço de um ano de governo, Temer informou que, pelas
projeções das áreas econômica e trabalhista, a retomada lenta do emprego
deve começar no quarto trimestre deste ano.
Temer está seguro de que aprovará as reformas trabalhista e
previdenciária no Congresso. Disse acreditar que o PMDB fechará questão
para obrigar seus deputados a votarem a favor da reforma da Previdência e
minimizou o impacto das críticas de um dos principais cardeais do
partido e líder no Senado, Renan Calheiros (AL). “O Renan agora já está
comigo.”
O presidente voltou a defender seus ministros citados nas delações da
Lava Jato, mesmo com prejuízo para a imagem do governo. “Aqui tem
pessoas mencionadas que são da melhor qualificação administrativa,
prestam um serviço extraordinário. É um custo-benefício que compensa.”
Em relação ao seu papel na disputa presidencial em 2018, ele disse
que vai depender do êxito do governo. “Se eu estiver bem, é claro que
todos virão me procurar em busca de apoio. Se eu estiver mal, ninguém
vai querer se aproximar.” Depois de lamentar mais uma vez a disputa
política agressiva atual no País, afirmou que já não se incomoda tanto
com os movimentos que pedem a sua saída do governo. “Aliás, ficou
simpático este ‘Fora, Temer’. Eu acho que vou sentir falta.”
Estadão

Nenhum comentário:
Postar um comentário