Dicas de como introduzir a tecnologia na criação dos filhos, ensina psicóloga

Cuidar
dos filhos não é uma das tarefas mais simples. Não se trata apenas dos
bens materiais, mas de supervisionar o que andam fazendo, para onde e
com quem estão andando; além de procurar saber como estão na escola.
Graças ao avanço da tecnologia, hoje já é possível monitorar os jovens
com muito mais facilidade. Através de smartphones, tablets e
computadores, os pais podem ter acesso a dispositivos e aplicativos que
simplificam a criação dos filhos. Mas a psicóloga Natália Tavares afirma
que o processo de monitoramento de todas as atividades dos filhos é
importante, mas que o uso de ferramentas de supervisão devem ser
utilizados de maneira muito assertiva.
Débora Moura e Emmanuel Dymas são pais de três filhos: Luís Henrique,
Maria Eduarda e Yana. Sempre de olhos atentos no trio, o casal admite
que costuma usar o Whatsapp para entrar em contato com os filhos. "É uma
ferramenta de comunicação bem presente no nosso dia a dia", admite. De
acordo com Débora, este aplicativo tem sido muito útil, auxiliando nos
cuidados aos filhos. "É primordial os pais terem esse controle, tanto
para estar orientando sobre o que ocorre no dia a dia, quanto para
prever situações de risco e eventualmente orientar proativamente",
afirmam sobre a importância dessa forma de contato.
Para esses pais, observar comportamentos, conhecer os amigos e estimular
o diálogo - tanto presencial, como através das redes -, é fundamental
para criar um vínculo de confiança. "É muito importante que o jovem
perceba seus pais como porto seguro e possa confiar plenamente o
suficiente para conversar sobre qualquer assunto", declara Débora. Muito
embora alguns jovens vejam uma relação aberta com os pais como uma
invasão de privacidade, o casal explica que tem tido muita tranquilidade
nesse sentido.
Bebel Santos, mãe de Yan, admite que está sempre procurando conversar
abertamente com o filho sobre todas as coisas da vida. Além disso, ela
considera importante conhecer, não apenas os amigos, mas também as
famílias dos amigos do filho. "Com certeza, é importantíssimo que os
pais cuidem da vida dos filhos, com quem anda, vejo que desse modo fica
mais fácil conhecer nossos filhos", explica sobre sua forma de educar o
rapaz. Ela pontua também que não acha válido invadir a privacidade do
filho, mas que a supervisão é imprescindível para que possa orientá-lo
dentro de uma boa conduta. "Acho que devemos educar com respeito,
sabendo que cada um tem que ter sua privacidade", conclui.
Muito embora Débora, Emmanuel e Bebel sejam pais que acreditem em uma
educação onde existe supervisão e não invasão há quem utilize- se de
métodos mais radicais para observar os filhos.
Por conta da modernidade, já existem dispositivos localizadores,
aplicativos que monitoram a troca de mensagens e uso das redes sociais,
mas também bloqueiam contatos indesejados; além de softwares que impedem
a visita a determinados tipos de sites e até mesmo tornozeleiras que
registram sinais vitais.
A psicóloga Natália Tavares afirma que o processo de monitoramento de
todas as atividades dos filhos é importante, mas que o uso de
ferramentas de supervisão devem ser utilizados de maneira muito
assertiva. Quando o uso é feito de forma indiscriminada ou de forma
muito distanciada, cria-se uma interferência na autonomia, no
desenvolvimento e no aprendizado dos filhos.
Hoje existem aplicativos de celeulares para praticamente tudo aquilo que
se possa imaginar. De fato, esses instrumentos são importantes quando
utilizados de forma adequada para o crescimento pessoal dos indivíduos
ou, nesse caso, o desenvolvimento dos filhos. “Porém, acredito que essas
formas de monitoramento não devem ser substituídas pelo diálogo. Os
riscos desses aplicativos estão diretamente ligados ao diálogo, ao papel
que os pais devem exercer na vida dos filhos”, aponta a psicóloga
Natália Tavares.
PB Agora
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