Moro nega último pedido da defesa de Lula e marca prazos para alegações finais
Segundo publicação feita pela Justiça Federal nesta segunda-feira, o juiz não ouvirá novas testemunhas na ação penal que trata do tríplex no Guarujá (SP)
| A ação em questão é a que trata da suposta aquisição e reforma do tríplex do Guarujá, feita pelo ex-presidente petista, caso investigado no âmbito da Operação Lava Jato - (Foto: Reprodução) |
A Justiça Federal divulgou, na manhã desta
segunda-feira (15), que o juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos
da Lava Jato na primeira instância, se recusou a ouvir novas
testemunhas, antes da fase de alegações finais, na ação penal em que o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é réu.
O pedido havia sido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e
pela defesa de Lula. A ação em questão é a que trata da suposta
aquisição e reforma do tríplex do Guarujá, feita pelo ex-presidente
petista, caso investigado no âmbito da Operação Lava Jato.
“Quanto à pretensão de oitiva de novas testemunhas, devia a defesa
ter indicado nome e endereço, sendo inapropriado pretender transferir o
ônus a terceiros. Indefiro, portanto, o requerido por deficiência no
requerimento e desnecessidade da prova”, disse Moro em um trecho do
despacho publicado na manhã desta segunda.
A respeito do pedido do MPF, o juiz afirmou, na decisão, que: “Enfim,
este Juízo já ouviu muitos depoimentos sobre o apartamento tríplex e
sobre a reforma dele, não sendo necessários novos a esse respeito”,
acrescentou o juiz.
Ainda nesta decisão, Moro marcou prazos para ouvir alegações finais
na mesma ação. De acordo com o publicado, a acusação terá até o dia 2 de
junho, e a Petrobras tem até o dia 6 de junho para se manifestar. Em
contraponto, as defesas poderão apresentar as conclusões até o dia 20 de
junho.
O processo
Neste processo, o petista é acusado de receber R$ 3,7 milhões em
propina da empreiteira OAS. Em troca do dinheiro, a empresa seria
beneficiada em contratos com a Petrobras.
Ainda de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a OAS
destinou ao ex-presidente um apartamento tríplex, em Guarujá (SP), fez
reformas no imóvel e também pagou a guarda de bens de Lula em um
depósito da transportadora Granero. O MPF denunciou o petista por
corrupção passiva e lavagem de dinheiro em setembro 2016.
Após o interrogatório de Lula, que aconteceu na última quarta-feira
(10), o processo chegou à fase final. A partir daí, o MPF e as defesas
puderam pedir as últimas diligências e o juiz determinou os prazos para
que as partes apresentem as alegações finais. Na sequência, os autos
voltam a Moro, que vai definir a sentença do ex-presidente, podendo
condenar ou absolvê-lo.
ClickPB com IG Último Minuto

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