DILMA: FAMA DE MULHER HONESTA ERA VERSÃO COMPRADA ATÉ PELA OPOSIÇÃO
A mentira da honestidade foi repetida tantas vezes que Dilma Rousseff acabou parecendo honesta. Era só aparência, nada mais.
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| Dilma Rousseff, então candidata à Presidência da República pelo PT, conversando com o marqueteiro de sua campanha João Santana, durante debate realizado na TV Bandeirantes em 2010 - (Marlene Bergamo/Folhapress) |
É a tal história da mentira que, de tantas
vezes repetida, acaba virando verdade. Dilma Rousseff é a personagem
símbolo do enredo petista no comando do País, rico em todo tipo de
manipulações. Ganhou fama de “mulher honesta”, versão comprada até pela
oposição. Não foi uma nem foram duas vezes que o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso pôs suas acadêmicas mãos no fogo pela honestidade dela.
Foram inúmeras as ocasiões em que esse atributo foi ressaltado antes e
durante o processo do impeachment para mostrá-la como vítima de uma
enorme injustiça. Pois Dilma teve seu mandato interrompido pelo que se
viu (o crime de responsabilidade) e afastada do governo pelo que não se
havia visto. Com clareza, acrescente-se.
A aparência de honestidade _ agora destruída nas revelações
feitas por Mônica Moura e João Santana, os arquitetos da obra _ foi
construída com ênfase semelhante à empregada na elaboração da imagem da
Dilma competente, gerente da melhor qualidade. Ambas eram falsas, fruto
da criatividade de João Santana, para quem a política é “um teatro”.
Pois suas encenações não resistiram ao efeito detergente da realidade,
embora tenham sido eficientes o bastante para fazer muita gente boa
ignorar os fatos que colocavam Dilma em cena aberta do espetáculo de
corrupção, como ministra das Minas e Energia, Chefe da Casa Civil,
candidata à presidência eleita mediante estratagemas espúrios e
governante desastrosa. Eleita duas vezes, quis o bom senso que
governasse apenas uma vez e meia.
Veja

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