sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Sexta-feira 13 - Azar ou Sorte?

NÃO SE SABE AO CERTO QUAL O VERDADEIRO MOTIVO DESTE SER UM DIA DE MAU-AGOURO 

13 Simpatias Poderosas para Fazer em Sexta-feira 13
Desde pequenos, estamos habituados a conviver com a má-fama da sexta-feira 13. Seja em músicas, filmes, ou na literatura, este é designado o dia do azar, onde não se deve sair de casa ou tomar decisões importantes. Porém, não se sabe ao certo qual o verdadeiro motivo deste ser um dia de mau-agouro, mas algumas teorias durante anos de história podem esclarecer um pouco sobre esta data tão intrigante.
A Sexta-Feira
Começando pelo estigma das sextas-feiras, alguns acreditam que esta má-fama teve início no cristianismo. Mesmo sem o conceito de dias da semana, o dia em que Adão comeu a maçã teria sido uma sexta, mesmo dia da semana no qual ele e sua mulher, Eva, também teriam falecido.
Outros tópicos do cristianismo que condenam a sexta-feira seriam a destruição do templo de Salomão e, obviamente, a crucificação de Jesus Cristo (Sexta-Feira Santa).
Para outros, quem designou o mau-agouro às sextas-feiras foram os nórdicos. Dando origem à palavra inglesa “Friday”, a deusa Frigga – ou Freyja – detentora do amor, da beleza, da sabedoria, mas também da guerra, morte e magia, pode ter sido a causa de toda a lenda por trás deste dia da semana. Para os teutônicos, sextas-feiras eram dias extremamente azarados, especialmente para a realização de casamentos. Tudo devido à deusa.
Tempos depois, com a conversão dos países nórdicos ao cristianismo, a igreja católica contribuiu para demonizar Frigga, transformando-a em uma bruxa. Assim, pregou-se também a lenda de que, por vingança, a deusa se reunia com outras 11 feiticeiras e o próprio demônio (totalizando 13 seres) todas às sextas.
Mesmo com o conhecimento destas teorias, o azar que ronda o dia da semana começou a ser documentado a partir do século XIV, com a obra Os Contos de Canterbury e, desde então, a maldição esteve sempre presente em diversas culturas.
O Número 13
Assim como as teorias para condenar a sexta-feira, o número 13 tem a fama de amaldiçoado para diversas culturas, sendo também a mais popular versão criada pelo cristianismo. Seja para os cristãos, para os hindus, romanos ou nórdicos, quando 13 pessoas estiverem reunidas para qualquer que seja a finalidade, o mau-agouro estará presente. Para o cristianismo, como já deve ter imaginado, se deve ao número de pessoas presentes na última ceia de Cristo, onde o décimo terceiro apóstolo seria Judas, o traidor. Já para os nórdicos, a história quase se repete. Porém, nesta versão o culpado é Loki, o deus da malícia, que surge sem convite a um banquete servido para doze deuses. Não bastando somente sua aparição indesejada, Loki acaba por incentivar Hod, o deus cego do inverno e das trevas, a assassinar Balder – o Bom com uma lança de visco.
No entanto, estes relatos não são os únicos a condenar o número. Para os romanos, por exemplo, o número 13 significava morte, destruição e azar. Para a numerologia, o treze simboliza uma transgressão à plenitude, sendo o doze um número completo (12 meses no ano, 12 deuses do Olimpo, 12 apóstolos de Cristo, 12 tribos de Israel, e por aí em diante). Enfim, são diversas as acusações que o número 13 vêm carregando ao longo da história.
Contudo, os egípcios foram uma exceção à regra e o tinham como sentido de plenitude. Mesmo representando a morte, esta vinha com um sentido de reconhecimento de uma gloriosa vida eterna. Para os antigos egípcios, a vida era segmentada em 12 estágios, sendo o décimo terceiro, a ascensão para a eternidade. Possivelmente, a associação do número 13 à morte no sentido sombrio e sem retorno tenha sido uma versão distorcida da pregada pelos egípcios e disseminada pelo mundo. A explicação para essa demonização do número treze, presente de maneira tão semelhante em diversas culturas é simples: erradicar a influência da Deusa-Mãe. Os fundadores de religiões patriarcais, como o cristianismo, abominavam a adoração à deusas. Portanto, pregar o medo é a melhor forma de afastar o povo de determinada crença ou ato.
Mas por que o treze? Nas culturas que adoravam deusas, o treze era muitas vezes reverenciado por representar o número de ciclos lunares e menstruais anuais. Assim, quando o calendário solar baseado em 12 meses, o lunar, com 13, se tornou uma suspeita.
Finalmente, saberemos quando a união da sexta-feira e o número treze passaram a assombrar tantos povos. De todo modo, todas não passam de teorias, mas para muitos, são bastante plausíveis para justificar o mito.
O primeiro e mais famoso motivo é a caçada e prisão aos Cavaleiros Templários, ocorrida em uma sexta 13, dia 13 de outubro de 1307. Já outras teorias acreditam que, em 13 de outubro de 1066, o Rei Haroldo II da Inglaterra desfrutava de seu último dia de reinado, sendo morto no sábado pelo duque Guilherme da Normandia. Porém, a fama do mau-agouro ganhou fama e passou a ser devidamente registrada no século XIX.
Uma das primeiras referências que se tem notícia sobre a data vem do “Clube dos Treze”, formado por William Fowler com a proposta de desmascarar falsas superstições. O clube era composto por treze membros, os quais deveriam passar por debaixo de uma escada e derrubar sal sobre a mesa antes de se sentarem para jantar. A primeira reunião do clube aconteceu em 13 de janeiro de 1881 – uma sexta-feira 13.

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