Dos 225 foragidos em Amazonas, 148 ainda continuam nas ruas; 77 voltaram para as prisões
(Foto:Reprodução/ Rede Amazônica)
Manaus
– Após recontagem no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e no
Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), a Secretaria de Estado de
Administração Penitenciária (Seap) informou nesta sexta-feira, 13, que
225 presos conseguiram escapar das prisões nas rebeliões ocorridas na
virada do ano, que resultaram na morte de 60 detentos. Inicialmente, o
governo havia afirmado que 184 presidiários tinham escapado.
Dos
225 presos que fugiram na ocasião, 148 continuam nas ruas e 77 foram
recapturados e voltaram para as prisões. O governo também divulgou a
lista com os nomes dos detentos que continuam foragidos.
Massacre
Um
sangrento confronto entre facções no Complexo Penitenciário Anísio
Jobim, em Manaus, deixou 56 mortos entre a tarde de 1º de janeiro e a
manhã do dia 2. A rebelião, que durou 17 horas, acabou com detentos
esquartejados e decapitados no segundo maior massacre registrado em
presídios no Brasil – em 1992, 111 morreram no Carandiru, em São Paulo.
Treze funcionários e 70 presos foram feitos reféns e 184 homens
conseguiram fugir. Outros quatro presos foram mortos no Instituto Penal
Antonio Trindade (Ipat), também em Manaus - totalizando 60 mortes.
Segundo o governo do Amazonas, o ataque foi coordenado pela facção
Família do Norte (FDN) para eliminar integrantes do grupo rival, o
Primeiro Comando da Capital (PCC).
Cinco
dias depois, 31 detentos foram mortos na Penitenciária Agrícola de
Monte Cristo (PAMC), em Boa Vista, Roraima. A maioria das vítimas foi
esquartejada, decapitada ou teve o coração arrancado. Com 1.475
detentos, a PAMC é reduto do PCC, que está em guerra contra a facção
carioca Comando Vermelho (CV) e seus aliados da FDN. Roraima tem 2.621
presos – 900 dos quais pertenceriam a facções, a maioria do PCC.
A
guerra de facções deixou o sistema penitenciário em alerta, e os
governadores de Amazonas, Roraima, Rondônia, Acre, Tocantins, Mato
Grosso e Mato Grosso do Sul pediram ajuda do governo federal com o envio
da Força Nacional. Amazonas foi o primeiro Estado a receber. Segundo o
Conselho Nacional de Justiça, são necessários R$ 10 bilhões para acabar
com déficit prisional no País.
ESTADÃO

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