Um mês após tragédia aérea com71 mortos, Chapecoense tenta se reconstruir
Há
um mês, os brasileiros acordavam estarrecidos com a informação de que o
avião que levava a delegação da Chapecoense para a disputa do primeiro
jogo da final da Copa Sul-Americana havia caído em Medellín, na
Colômbia.
Logo nas primeiras horas da manhã do dia 29 de novembro,
as informações eram dramáticas: apenas seis pessoas haviam sobrevivido à
queda e o sonho da pequena equipe catarinense de disputar sua primeira
final continental da história chegava ao fim.
Ao todo, foram 71
mortos – sendo 19 jogadores, toda a comissão técnica e a maior parte dos
dirigentes do time – além de 20 jornalistas brasileiros que iam cobrir a
partida na Colômbia. Após cinco dias de espera, os pouco mais de 200
mil habitantes de Chapecó conseguiram prestar suas últimas homenagens à
maior parte das vítimas em um velório coletivo na Arena Condá.
Mas,
o que parecia apenas tristeza, transformou-se em um gesto mundial de
compaixão e de demonstrações de muita solidariedade. A começar pelo
próprio adversário da final da competição, o Atlético Nacional, que
pediu para que o título da Copa Sul-Americana fosse dado aos
catarinenses – em gesto adotado pela Confederação Sul-Americana de
Futebol (Conmebol).
Além disso, estádios de futebol – e também de outros esportes – em todo o mundo prestaram homenagens aos “guerreiros” da Chape.
O
clube também foi convidado pelo Barcelona para disputar o tradicional
torneio amistoso Joan Gamper em 2017, que abre a temporada do clube
catalão.
Ainda será disputada uma partida solidária entre Brasil e
Colômbia, no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, no dia 25 de
janeiro, com a renda revertida para os familiares dos jogadores e para o
time.
– Sobreviventes: Das seis pessoas que sobreviveram à
tragédia, três são atletas: o lateral Alan Ruschel, o primeiro a ser
resgatado com vida, o zagueiro Neto, resgatado mais de sete horas após a
queda, e o goleiro Jackson Follmann. Destes, só o goleiro ainda está
internado – os demais apresentaram uma recuperação incrível e já estão
seguindo o tratamento médico em casa.
Já o jornalista Rafael
Henzel também pode voltar para a sua família e pretende voltar ao
trabalho já no dia 9 de janeiro – e cobrir o Campeonato Catarinense e a
primeira partida da Chape, contra o Joinville, no dia 25 do mesmo mês.
Os outros dois sobreviventes são dois comissários de bordo bolivianos, que também já voltaram para casa.
–
Reforços: Recomeçando a equipe catarinense para as disputas de 2017, a
diretoria da Chapecoense anunciou o técnico Vagner Mancini.
Desde
então, foram confirmados cinco reforços: o goleiro Elias, que estava no
Juventude, o zagueiro Douglas Grolli, do Cruzeiro, o meia Dodô, do
Atlético-MG, e o atacante Rossi, do Goiás, e o meio Nadson, do Paraná
Clube.
Ao todo, serão necessários 25 novos nomes para formar a
base da equipe que disputará o Campeonato Catarinense, a Recopa
Sul-Americana, a Taça Libertadores da América, a Copa do Brasil, a Copa
Suruga, o Troféu Joan Gamper e o Campeonato Brasileiro.
Investigação
A queda do avião da LaMia, uma empresa boliviana especializada em voos
fretados de equipes de futebol, está sendo investigada por autoridades
de seu país e da Colômbia, local da queda.
Em uma investigação
independente do governo da Bolívia, o piloto Manuel Quiroga e a empresa
foram responsabilizadas pela queda – já que o plano de voo e a autonomia
de combustível eram exatamente iguais, o que é proibido por diversas
regras internacionais.
Já a Aeronáutica Civil da Colômbia anunciou
que a aeronave voava com carga extra e que a “pane seca” foi a
responsável pela queda do voo – ou seja, o avião ficou sem combustível.
(ANSA)
Uol

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