PT trocou apoio ao PMDB por acordo para fatiar saída de Dilma Housseff
Em troca, o presidente do Senado obteve o
apoio do PT, a terceira maior bancada da Casa, para a eleição da Mesa
Diretora do ano seguinte
Eram
mais de 22h do dia 30 de agosto quando o presidente do Senado, Renan
Calheiros (PMDB-AL), chamou a seu gabinete os senadores petistas
Humberto Costa (PE) e Paulo Rocha (PA).
Após dois dias de debates no plenário da Casa, faltavam algumas horas
para que o destino de Dilma Rousseff fosse selado. No encontro
discutiu-se a opção que salvou a ex-presidente de perder os direitos
políticos: o fatiamento do julgamento.
Colocando essa carta na mesa, Renan e petistas acertaram a solução
que acabou mantendo o direito de Dilma de exercer cargo público. Em
troca, o presidente do Senado obteve o apoio do PT, a terceira maior
bancada da Casa, para a eleição da Mesa Diretora do ano seguinte.
Mesmo sem consenso entre a ala mais ideológica e os senadores mais
pragmáticos, a maioria do PT vai votar no candidato que o PMDB lançará
formalmente no fim de janeiro, o senador Eunício Oliveira (CE), como
revelou a Folha em outubro. O PT nega qualquer acordão.
Petistas também querem espaço na Mesa Diretora que comandará o Senado pelos próximos dois anos.
Recentemente, depois de reunião com a bancada petista, Costa e Rocha
procuraram Eunício para saber qual espaço seria cedido ao PT em caso de
vitória do peemedebista. Receberam dele a promessa da
primeira-secretaria, cargo que funciona como uma espécie de prefeitura
da Casa, com alto poder de gerenciamento orçamentário.
Folha de S. Paulo
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