Cerca de três mil paraibanos ainda não sacaram o abono PIS/PASEP, ano-base 2014
Publicado por: Carlos Rocha
O último prazo para o saque do abono
salarial do PIS/Pasep, ano-base 2014, está terminando e mais de 900 mil
trabalhadores que têm direito ainda não retiraram o benefício, no valor
de 1 salário mínimo. São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa
Catarina e Minas Gerais são os Estados que têm maior número de saques
pendentes. Antes da extensão do prazo, que finalizou em 30 de junho de
2016, mais de 1,2 milhão de pessoas ainda não haviam feito o saque do
beneficio.
Lembrando que o prazo para fazer o saque
nas agências termina no próximo dia 29 de dezembro, quinta-feira. Para
aqueles que possuem cartão cidadão com senha, o saque pode ser realizado
nos terminais de autoatendimento da Caixa e em lotéricas, na sexta (30)
– nesse dia, as agências estarão fechadas.
No total, nos 26 Estados e Distrito
Federal, até o último dia 20, faltavam 917.075 saques do abono de 2014.
São R$ 802 milhões disponíveis, considerando o valor médio de saque
individual, de R$ 874,84. “Num cenário de dificuldades e restrições pelo
qual passam as pessoas, esse Abono Salarial poderá ser alento para
muitos chefes de família em todo o País”, destaca o coordenador-geral do
Seguro-Desemprego, Abono Salarial e Identificação Profissional do
Ministério do Trabalho, Márcio Borges.
Saques pendentes – Um
levantamento por regiões e Estados mostra que, dos 1,2 milhão de
trabalhadores que não fizeram o saque no prazo inicial, São Paulo tem o
maior número de saques ainda pendentes. São 353.054 trabalhadores, de um
total de 395.188 com direito ao abono de 2014, que estão deixando o
benefício para trás. Apenas 42.134 (10,66%) deles retiraram o valor, em
torno de um salário mínimo (R$ 880). No Rio de Janeiro, de 102.401
pessoas com direito ao benefício, apenas 18.931 (18,49%) já buscaram o
dinheiro. Faltam 83.470 saques.
Já no Rio Grande do Sul, o abono salarial
do PIS/Pasep 2014 ainda espera por 69.621 trabalhadores. Só 24.387, ou
25,94% das 94.008 pessoas com direito ao recurso, fizeram o saque. Ainda
na Região Sul, Santa Catarina tem 61.039 saques a serem feitos, porque
apenas 19.734 trabalhadores, de um total de 80.773 com direito ao abono
(24,43%), fizeram o saque.
De volta ao Sudeste, o quinto estado com
maior número de saques ainda não-realizados é Minas Gerais. O abono
segue disponível para 58.962 trabalhadores, de um total de 91.090
beneficiados, porque apenas 32.128 (35,27%) buscaram o dinheiro.
Segundo Márcio Borges, esses números
refletem o comportamento do mercado de trabalho, já que 40% dos
trabalhadores do Brasil são das Regiões Sudeste e Sul. “O abono salarial
é direito assegurado a trabalhadores com carteira assinada e vínculo
formal de emprego. Do total de abono salarial pago, 89% decorrem da
iniciativa privada e 11%, da atividade pública. Esses dados explicam
porque os maiores números são oriundos dessas Regiões”, explica.
Apesar de ter um total menor de pendências,
o Acre e o Distrito Federal são os lugares com os índices mais baixos
de saques realizados até agora, em relação ao número de trabalhadores
com direito ao abono. No Acre, apenas 6,10% dos beneficiados retiraram o
dinheiro, enquanto no Distrito Federal o saque foi feito por apenas
10,25%. Respectivamente, são 19.432 e 35.394 pessoas que ainda podem
buscar o benefício nesses estados.
Destaque positivo
Na
contramão das outras regiões, o Nordeste se destaca de forma positiva,
com o maior índice de saques em média (48.04%), incluindo dois Estados
que atingiram mais de 80% e dois com mais de 60%.
O primeiro deles é o Piauí, com 84,88% de
saques. Ou seja, dos 3.571 trabalhadores com direito ao benefício, 3.031
já retiraram o dinheiro e restam apenas 540. Logo depois, vem Sergipe,
que já chega a 3.954 saques, o equivalente a 81,51% dos 4.851
trabalhadores beneficiados, deixando uma sobra de 897 retiradas
pendentes.
Com índices acima de 60% estão a Paraíba –
67,5% dos 7.565 saques realizados – e a Bahia, com 63,55% de retiradas
de um total de 29.361 previstas.
Prazo estendido
Apesar
do baixo índice de saques no País durante a extensão do prazo, os
índices totais estão dentro da média. Historicamente, o percentual de
abonos não sacados oscila de 4% a 5%. No total de abono salarial de
2014, o Ministério do Trabalho chegou a quase 95% de saques, de um total
de 23,5 milhões de trabalhadores identificados com direito ao
benefício.
O prazo normal para saque ocorre de julho a
junho de cada ano e, no exercício 2015/16, um total de 22,3 milhões de
trabalhadores sacaram o abono salarial – uma taxa de cobertura de
94,77%. Com a decisão do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (Codefat), a pedido do ministro do Trabalho, Ronaldo
Nogueira, o prazo foi estendido até 30 de dezembro, pelas Resoluções 771
e 772, a fim de atender cerca 1,2 milhão de trabalhadores que não
sacaram no prazo. A extensão já permitiu o saque de 285 mil abonos
salariais.
Quem tem direito – O Abono
Salarial ano-base 2014 está sendo pago para quem estava inscrito no
PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e trabalhou com carteira assinada por
pelo menos 30 dias naquele ano, com remuneração mensal média de até
dois salários mínimos. Também é preciso ter seus dados informados
corretamente pelo empregador, na Relação Anual de Informações Sociais
(Rais).
Para conferir se tem direito ao benefício, o
trabalhador pode acessar o portal do Ministério do Trabalho
(www.trabalho.gov.br/abono-salarial). Basta inserir CPF ou número do
PIS/Pasep e data de nascimento para fazer a consulta. Outra opção é a
Central de Atendimento Alô Trabalho, que atende pelo número 158 e também
dá informações sobre o PIS/Pasep.
SAQUES ABONO SALARIAL PIS/PASEP ANO BASE 2014*
|
REGIÃO/ESTADO |
Trabalhadores com Direito ao Abono |
Abonos Pagos |
Cobertura |
Valor pago |
Abonos Não Pagos |
|
|
|
|
|
|
|
|
NORTE |
97.770 |
23.800 |
24,34% |
R$ 20.937.300,34 |
73.970 |
|
Acre |
20.694 |
1.262 |
6,10% |
R$ 1.109.289,26 |
19.432 |
|
Amapá |
3.320 |
910 |
27,41% |
R$ 801.283,56 |
2.410 |
|
Amazonas |
13.529 |
4.376 |
32,35% |
R$ 3.848.402,07 |
9.153 |
|
Pará |
40.696 |
9.796 |
24,07% |
R$ 8.621.775,65 |
30.900 |
|
Rondônia |
9.457 |
3.105 |
32,83% |
R$ 2.726.570,01 |
6.352 |
|
Roraima |
2.780 |
1.263 |
45,43% |
R$ 1.111.050,60 |
1.517 |
|
Tocantins |
7.294 |
3.088 |
42,34% |
R$ 2.718.929,19 |
4.206 |
|
NORDESTE |
140.908 |
67.697 |
48,04% |
R$ 59.521.404,87 |
73.211 |
|
Alagoas |
8.326 |
3.284 |
39,44% |
R$ 2.883.789,27 |
5.042 |
|
Bahia |
29.361 |
18.658 |
63,55% |
R$ 16.405.527,65 |
10.703 |
|
Ceará |
27.610 |
12.078 |
43,75% |
R$ 10.614.677,72 |
15.532 |
|
Maranhão |
22.330 |
6.805 |
30,47% |
R$ 5.987.567,12 |
15.525 |
|
Paraíba |
7.565 |
5.110 |
67,55% |
R$ 4.493.038,99 |
2.455 |
|
Pernambuco |
28.207 |
10.805 |
38,31% |
R$ 9.498.052,30 |
17.402 |
|
Piauí |
3.571 |
3.031 |
84,88% |
R$ 2.667.385,05 |
540 |
|
Rio Grande do Norte |
9.087 |
3.972 |
43,71% |
R$ 3.494.062,37 |
5.115 |
|
Sergipe |
4.851 |
3.954 |
81,51% |
R$ 3.477.304,41 |
897 |
|
CENTRO-OESTE |
116.333 |
25.982 |
22,33% |
R$ 22.814.363,71 |
90.351 |
|
Distrito Federal |
38.578 |
3.184 |
8,25% |
R$ 2.796.060,38 |
35.394 |
|
Goiás |
43.925 |
11.140 |
25,36% |
R$ 9.782.174,07 |
32.785 |
|
Mato Grosso |
26.353 |
6.680 |
25,35% |
R$ 5.866.958,30 |
19.673 |
|
Mato Grosso do Sul |
7.477 |
4.978 |
45,72% |
R$ 4.369.170,97 |
2.499 |
|
SUDESTE |
612.189 |
103.942 |
16,98% |
R$ 91.152.785,74 |
508.247 |
|
Espírito Santo |
23.510 |
10.749 |
45,72% |
R$ 9.448.552,22 |
12.761 |
|
Minas Gerais |
91.090 |
32.128 |
35,27% |
R$ 28.201.969,12 |
58.962 |
|
Rio de Janeiro |
102.401 |
18.931 |
18,49% |
R$ 16.594.306,28 |
83.470 |
|
São Paulo |
395.188 |
42.134 |
10,66% |
R$ 36.907.958,13 |
353.054 |
|
SUL |
238.081 |
63.428 |
26,64% |
R$ 54.771.101,39 |
174.653 |
|
Paraná |
63.300 |
19.307 |
30,50% |
R$ 16.942.971,84 |
43.993 |
|
Rio Grande do Sul |
94.008 |
24.387 |
25,94% |
R$ 21.403.689,22 |
69.621 |
|
Santa Catarina |
80.773 |
19.734 |
24,43% |
R$ 16.424.440,33 |
61.039 |
|
TOTAL BRASIL |
1.205.281 |
284.849 |
23,63% |
R$ 249.196.956,06 |
920.432 |
*Até 19/12/2016
Créditos: Ministério do Trabalho
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