Comissão da Câmara dos Deputados vota projeto de medidas contra a corrupção
Deputados
da comissão especial que analisa o Projeto de Lei (PL) 4.850/16, que
trata das chamadas medidas de combate à corrupção, voltaram a se reunir
agora na Câmara para votar o novo relatório apresentado ontem (22) pelo
deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Na terceira versão do texto, o debate
se estendeu por quase 6 horas e terminou por volta de 23h30. A decisão
pela aprovação ou rejeição ficou para a manhã de hoje (23).
Para
tentar ampliar o apoio em torno do parecer, Lorenzoni procurou bancadas
partidárias e decidiu incluir apenas pontos de maior consenso. O
parlamentar apresentou a nova versão em que reduziu de 17 para 12 as
medidas de combate à corrupção, retirando todos os pontos que não
estavam previstos na lista de dez propostas enviadas pelo Ministério
Público no projeto original. Entre as exclusões estavam as restrições à
concessão de habeas corpus e a previsão de cumprimento de pena logo depois da segunda condenação, que já foi decidida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A
previsão de crime de responsabilidade para juízes e promotores, que já
tinha sido retirada, continuou fora do parecer. Lorenzoni ainda retirou a
possibilidade da prisão preventiva para assegurar a devolução do
dinheiro desviado.
O ponto que diz respeito aos acordos de
cooperação internacional também foi retirado, após pressão de
integrantes da Polícia Federal, assim como em relação às equipes de
cooperação internacional. “Mesmo com o acordo firmado, os líderes
pediram ao longo do dia de hoje e dos últimos dias que tudo aquilo que
excedesse as dez medidas fosse retirado”, justificou Lorenzoni.
O
relator manteve a criminalização da prática do caixa dois com
responsabilização dos partidos políticos. Com isto, arrecadar, receber,
manter, movimentar, gastar ou utilizar valores, bens ou serviços
estimáveis em dinheiro, paralelamente à contabilidade exigida pela
legislação eleitoral, poderia provocar reclusão de dois a cinco anos
além de multa. Lorenzoni ainda incluiu eleitores entre os possíveis
penalizados em casos de vendas de votos e manteve a criminalização do
enriquecimento ilícito de funcionários públicos e a eliminação de
barreiras para o confisco de bens de criminosos.
Agência Brasil

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