França abre maior centro oficial temporário de refugiados da União Europeia
A
França abriu nesta quinta-feira (10) o primeiro centro oficial
temporário para imigrantes. Localizado no norte de Paris, o
estabelecimento é considerado o maior em toda a União Europeia (UE).
Exclusivamente reservado para homens, a estrutura conta com 400 postos
e, até o fim do ano, será expandida para 600. O centro fica no Boulevard
Ney, não muito distante de Montmartre e de zonas comerciais, e tem
13.500 metros quadrados.
Este centro para imigrantes, batizado de
“Centre Humanitaire Paris Nord”, era uma promessa feita há três meses
pela prefeita de Paris, Anne Hidalgo, e servirá apenas para acolhimento
temporário. Cada refugiado ou solicitante de asilo poderá permanecer no
local de 5 a 10 dias e a expectativa é que o centro receba 80 pessoas
diariamente.
“Não haverá condições ou pré-requisitos. Não se pode
fazer distinção das pessoas”, disse Hidalgo. “Nosso ‘approach’ será
humanitário para responder ao imenso desafio do fluxo imigratório e para
acabar com os acampamentos selvagens no coração de Paris. Será uma
estrutura onde eles podem dormir, tomar banho, comer, receber uma
assistência digna até que saibam o que fazer na Europa”, explicou a
prefeita.
Os imigrantes receberão orientação de equipes da Emmaus Solidarité e da Secretaria Francesa para Imigração e Integração (OFII).
Em
janeiro, perto de Ivry-Sur-Seine, deve ser inaugurado outro centro de
acolhimento – com capacidade para 350 pessoas – para receber mulheres e
crianças. Mas a ideia das autoridades francesas é que ambas estruturas
sejam desmontadas em até dois anos, quando se prevê o fim da crise
imigratória na Europa.
Os projetos de construção custaram 8
milhões de euros, sendo que 6,6 milhões foram pagos pela prefeitura de
Paris. O restante, pelo governo da França.
As despesas com
manutenção e funcionamento estão avaliadas em 13 milhões de euros. Há
duas semanas, a França finalizou a evacuação completa do campo de
Calais, uma zona que naturalmente virou centro de acampamento de
refugiados que tentavam atravessar o Canal da Mancha.
Agência Brasil
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