Marido de atriz global é preso no Aeroporto de Guarulhos na operação Lava Jato
O
juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava
Jato em Curitiba, determinou nesta quarta-feira a prisão preventiva, sem
prazo para terminar, do empresário Mariano Marcondes Ferraz. Ele foi
preso no Aeroporto de Guarulhos, de onde partiria na noite de hoje para
Londres, onde mora com a mulher, a atriz Luíza Valdetaro, e duas filhas.
O empresário é executivo do grupo Trafigura, do ramo de petróleo, e
representante no Brasil da fabricante de combustíveis Decal.
Segundo
Moro, há “fortes indícios” de que Mariano Marcondes Ferraz praticou
crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Entre 2011 e 2013, segundo as
investigações da Lava Jato, Ferraz pagou mais de 800.000 reais em
propina ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto
Costa, por contratos firmados com a Trafigura e a Decal com a estatal. O
dinheiro teria sido pago a uma off-shore mantida pelos genros de Costa,
Márcio Lewkowicz e Humberto Mesquita.
O ex-diretor da Petrobras
confirmou os pagamentos em seu acordo de delação premiada, um dos
primeiros fechados na Operação Lava Jato.
Segundo a assessoria de
imprensa da Procuradoria da República no Paraná, os procuradores da
força-tarefa da Lava Jato justificaram o pedido de prisão preventiva
como “para garantir a ordem pública e evitar o risco à aplicação da lei
penal”, já que Ferraz também possui nacionalidade italiana e reside no
exterior.
Ainda segundo os investigadores, “o empresário modificou
seu padrão de viagens ao Brasil após a deflagração da Operação Lava
Jato, o que é indicativo de que receava eventual prisão e
responsabilização”.
Como a zona eleitoral de Mariano Marcondes
Ferraz é no exterior e ele não votaria no segundo turno das eleições
municipais, no domingo, não há, segundo os procuradores, “óbice legal ao
cumprimento do mandado de prisão preventiva”.
Veja

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