Secretário do Meio Ambiente diz que já esperava judicialização em Areia Vermelha
O secretário executivo do Meio Ambiente da Paraíba, Fabiano Lucena,
disse, na noite desta terça-feira (12), que recebeu com “tranquilidade” a
liminar do juiz de Cabedelo, João Marchado de Souza Júnior,
suspendendo as proibições no Parque Estadual Marinho de Areia
Vermelha. As novas medidas, como a comercialização de alimentos e
cadeiras no local, tinham entrado em vigor hoje após um Termo de Ajuste
do Conduta (TAC).
Em entrevista ao programa 60 Minutos, apresentado
pelos jornalistas Heron Cid e Anderson Soares na Rádio Arapuan FM,
Fabiano Lucena destacou que já esperava a judicialização do caso mas
também aguardava que o governo fosse citado para poder justificar os
motivos das medidas que visam preservar o parque marinho seguindo
recomendação do Ministério Público.
“Para que a gente pudesse apresentar em tempo hábil documentos, a
legislação do Sistema Nacional de Conservação e os diplomas legais que
criaram o parque e dão à Sudema e ao Governo do Estado o poder de
gerenciar aquela área”, destacou.
De acordo com Fabiano Lucena, independentemente de TAC, o estado já
estava devedor das medidas há mais de 15 anos quando foi criada a
unidade de conservação em Cabedelo.
“A lei do sistema nacional não permite o comércio sem edital, sem
licitação dentro das unidades de conservação. É como chegar dentro da
Mata do Buraquinho e armar uma barraca para vender produtos”, comparou.
Roberto Targino – MaisPB

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