
A oficial do
Tribunal de Justiça de Pernambuco Bernadete de Lourdes Britto Siqueira
Rocha foi indiciada pela Polícia Civil como mandante da chacina de
Poção, Agreste do Estado. O crime ocorreu em fevereiro deste ano, quando
três conselheiros tutelares e uma dona de casa de 63 anos foram
assassinados a tiros. O resultado do inquérito foi apresentado pela
cúpula da Secretaria de Defesa Social, na manhã desta segunda-feira
(20), na sede da Polícia Civil.
Bernadete havia
sido detida no dia 27 de fevereiro, junto ao filho, José Cláudio de
Britto Siqueira Filho, 32 anos. Os dois são naturais de Arcoverde, no
Sertão, e seriam avó e pai de uma criança que teria sido resgatada pelos
conselheiros e a avó materna, horas antes do crime.
Na casa de
Bernadete, em Arcoverde, a polícia encontrou documentos que a relacionam
a este caso. Em outra ocasião, ela também teria participado do
envenenamento da nora, Jucy Venâncio de Britto Siqueira, mãe da criança.
Com um mandando de busca e apreensão, policiais entraram na casa de
Bernadete, em Arcoverde, e acharam documentos que a relacionam a este
caso, ainda segundo a assessoria.
ENTENDA O CASO -
Os três conselheiros tutelares e a avó da criança, Ana Rita Venâncio,
foram assassinados a tiros na noite do dia 6 de fevereiro, em Poção, no
Agreste de Pernambuco. De acordo com a polícia, os três conselheiros
tinham ido até Arcoverde, no Sertão, pegar a criança, que vivia com o
pai e que, por conta de uma decisão judicial, tinha perdido a guarda da
criança para a avó materna. Quando já tinham pego a menina e estavam
entregando-o para avó, foram surpreendidos e assassinados. Os
conselheiros assassinados foram Lindenberg Vasconcelos, Daniel Farias e
Carmem Lúcia da Silva. A criança foi ferida de raspão.
Jornal do Commércio
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