Ex-BBB é pivô de escândalo envolvendo senador dos EUA

O
senador americano Robert Menendez, 61 anos, foi indiciado por tráfico
de influências por ter conseguido vistos para jovens estrangeiras - que
teriam relacionamento com um médico, doador de campanhas eleitorais do
democrata. Um dos pivôs do escândalo é a brasileira Juliana Lopes Leite,
ex-BBB, e advogada em Miami. As informações são do NY Post.
Menendez
foi indiciado por acusação de usar seu poder e influência para ajudar o
médico - que doou US$ 1 milhão (cerca de R$ 3,5 milhões) em presentes e
contribuições na última campanha. As jovens chamadas apenas como
"namoradas 1, 2 e 3" do médico oftalmologista Salomon Melgen tiveram uma
"ajuda" do senador democrata de Nova Jersey para entrar e permanecer no
país de forma legal.
A ex-BBB atriz e advogada Juliana Lopes
Leite, agora com 34 anos, ou "Namorada 1", teria se entrado no país em
2008, pouco tempo depois de sair da casa do Big Brother Brasil e posar
pelada para duas revistas. Em 24 de janeiro, Menendez teria encaminhado
um e-mail para um funcionário de alto escalão do Departamento de Estado
pedindo para que desse "uma consideração cuidadosa" ao pedido de visto
de uma mulher brasileira - que queria viajar aos Estados Unidos com um
visto de estudante, e documentos legais para entrar no curso de Direito
da Universidade de Miami.
O Departamento de Estado respondeu o
senador afirmando que, dentro de horas, Juliana teria o visto. Assim, a
ex-BBB se mudou para Miami e se formou em 2010 pela Universidade.
Segundo o NY Post, ela teria se encontrado com o senador por diversas
vezes em Nova York, Nova Jersey, Florida, Espanha e na República
Dominicana. A promotoria americana alega que a modelo usou parte do
dinheiro recebido em ensaios sensuais para pagar a matrícula, mas que
outra parte teria sido paga por uma fundação sem fins lucrativos de
Melgen.
De acordo com a reportagem, investigações feitas em
registros fiscais da fundação do médico revelaram pagamentos de suborno
para garantir o ingresso de Juliana e outra mulher em universidades de
Miami.
De acordo com a reportagem, Juliana Lopes disse em
entrevista que conhece Salomon Melgen, mas não quis comentar as
alegações contidas na peça de indiciamento do médico e do senador.
Outras duas mulheres são apontadas como pivô: a ucraniana Svitlana Buchyk (namorada 3) e uma dominicana (namorada 2).

Terra
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