TCE atesta que Ricardo Coutinho cometeu nepotismo ao nomear irmão para cargo público
Por: Ilana Almeida
O
Tribunal de Contas acatou denúncia de nepotismo formalizada contra o
atual governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), por nomeação do
irmão, Coriolano Coutinho, para ocupar o cargo de Superintendente da
Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana enquanto esteve à frente
da Prefeitura de João Pessoa.
No parecer, a Corte de Contas justificou: “Quanto ao mérito, julgar
procedente a presente denúncia, tendo em vista ser o ato de nomeação
para cargo comissionado de superintendente da EMLUR contrário às
prescrições Constitucionais e Legais do ordenamento jurídico pátrio”.
A denúncia foi formalizada por Floriano Marques da Silva em 2010,
quando irmão do atual governador ocupava o cargo de diretor
Administrativo Financeiro e assumiu o cargo de Superintendente da EMLUR.
Auditoria opinou pela procedência de denúncia, tendo em vista que
conforme o entendimento do STF, o cargo comissionado de Superintendente
da Autarquia Municipal não poderia ser ocupado pelo irmão do Prefeito.
Coriolano deixou escoar prazo de defesa e, em novo parecer, o TCE
destacou que “ao promover a nomeação do Sr. Coriolano Coutinho para o
mencionado cargo, o então Prefeito, Sr. Ricardo Vieira Coutinho atraiu
para si a responsabilidade acerca da ilegalidade do ato”.
O governador Ricardo Coutinho foi intimado para se posicionar a
respeito da prática de nepotismo por três vezes, em setembro de 2012,
agosto de 2014 e em março deste ano. O relator, conselheiro Antônio
Gomes Vieira Filho, determinou multa de R$ 2.805,10 (dois mil,
oitocentos e cinco reais e dez centavos) ao governador e orientou à
atual gestão municipal no sentido de evitar a prática do nepotismo no
âmbito da administração pública.
Por fim, o TCE determinou que o processo seja encaminhando “à
Corregedoria para a adoção das medidas de sua competência”. O processa
tramita na 1ª Câmara do Tribunal.
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