Professores decidem manter greve e avisam: “Não adianta o governador fazer ameaça”

Os
professores da rede estadual de ensino decidiram, em assembleia
realizada na manhã desta quinta (dia 23), manter a greve por tempo
determinado. Logo após a plenária, realizada no Colégio Lyceu, eles
saíram em marcha até a Assembleia Legislativa, onde cobraram dos
deputados uma intermediação junto ao governador Ricardo Coutinho para
reabrir o diálogo com a categoria.
O clima era de revolta entre os
sindicalistas. Segundo Sizenando Leal, diretor do Sintep, “o movimento
decidiu vir à Assembleia, já que o governador só faz mentir, ele disse
que deu 20% de reajuste e é mentira, ele não deu 20%, pois na verdade
ele deu 4,5% em janeiro e 4,5% em outubro, além do mais deu apenas 1%
para os técnicos administrativos e se nega a fazer o plano de cargos dos
técnicos”.
Sinezando reiteirou que os servidores em educação “não
vão encerrar a greve por causa de ameaças, pois o Governo a cada
momento em vez de negociar, ameaça, então queremos que ele cumpra a lei e
dê os 20% que ele mesmo está afirmando que deu, nós só queremos
respeito e dignidade”.
Os docentes pedem piso nacional de salário,
a aplicação do plano de cargos, um reajuste paritário para os técnicos
administrativos, o descongelamento da gratificação do pessoal de apoio
(que implica em aumento de 19%). “Sem o atendimento dessas
reivindicações o movimento vai continuar, foi o que a assembleia (da
categoria) decidiu.”
Os deputados se comprometeram a tentar
intermediar uma audiência do governador com os sindicalistas, para
encontrar uma saída à paralisação.
Helder Moura