Pedro apresenta ‘PEC da Nova Educação’ na Câmara
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| Deputado federal Pedro Cunha Lima |
O deputado federal, Pedro Cunha Lima (PSDB), deu entrada na
terça-feira (14) na Proposta de Emenda à Constituição que Institui o
Magistério Público Nacional (PEC 20/2015). Ao todo foram colhidas 224
assinaturas de parlamentares para a ‘PEC da Nova Educação’. Eram
necessárias 171 assinaturas para entrar em tramitação. Ao ser
apresentada, a propositura é analisada pela Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania (CCJ) e se for aprovada, a Câmara criará uma
comissão especial para analisar seu conteúdo.
A PEC estabelece que o professor é o instrumento responsável pela
educação no País e que o Magistério Público Nacional, nos diversos
níveis de escolaridade, é instituição essencial ao Estado, cujo estatuto
tratará sobre a carreira unificada em todo o território nacional,
garantias de exercício e de trabalho e subsídios.
“Os professores recebem atualmente 50% a menos que outros
profissionais com a mesma formação, segundo dados do Relatório de
Observação sobre as Desigualdades na Escolarização do Brasil elaborado
por técnicos da Presidência da República. Não podemos admitir isso. Os
professores transmitem o maior bem que uma pessoa pode ter e que é capaz
de transformar um País, que é o conhecimento”, destacou Pedro.
O subsídio máximo do Magistério Público Nacional, segundo a
propositura, será considerado limite superior dos agentes
administrativos públicos. Os valores dos subsídios dos membros do
Magistério Público Nacional atingirão o valor máximo em até 15 anos da
publicação desta Emenda Constitucional. “O professor, em último nível,
será referência entre todos os agentes administrativos. Não há aumento
de despesa, apenas um novo limite, um novo tratamento ao professor. Há a
mudança de um conceito: vamos respeitar os nossos professores”,
explicou.
A proposta estabelece um prazo de dois anos para a adoção da Lei
Complementar para que seja submetida a referendo popular. “A proposta é
um passo, o caminho é trocar ideias para torna-la realidade, com as
renovadoras e bem recebidas sugestões de ambas as Casas do Congresso
Nacional”, argumentou o parlamentar.
Reunião com entidades - Antes de dar entrada na PEC,
Pedro se reuniu com professores e entidades ligadas ao Magistério. Ele
participou de reuniões com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras
em Educação do Estado da Paraíba (Sintep), Associação dos Professores
de Licenciatura Plena do Estado da Paraíba (APLP) e Universidade Federal
da Paraíba, onde apresentou a proposta e ouviu a opinião das entidades.
“Nossa intensão é promover uma ampla discussão sobre o tema”, disse.
Tramitação da PEC – Ao ser apresentada, a proposta
de emenda à Constituição (PEC) é analisada pela Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania (CCJ) quanto à sua admissibilidade. Se for
aprovada, a Câmara criará uma comissão especial especificamente para
analisar seu conteúdo.
A comissão especial terá o prazo de 40 sessões do Plenário para
proferir parecer. Depois, a PEC deverá ser votada pelo Plenário em dois
turnos, com intervalo de cinco sessões entre uma e outra votação. Para
ser aprovada, precisa de pelo menos 308 votos (3/5 dos deputados) em
cada uma das votações.
Depois de aprovada na Câmara, a PEC segue para o Senado, onde é
analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e depois pelo
Plenário, onde precisa ser votada novamente em dois turnos.
Se o Senado aprovar o texto como o recebeu da Câmara, a emenda é
promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado. Se o texto for alterado,
volta para a Câmara, para ser votado novamente. A proposta vai de uma
Casa para outra (o chamado pingue-pongue) até que o mesmo texto seja
aprovado pelas duas Casas.
MaisPB

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