Paraíba registra mais de 230 assassinatos nos primeiros 50 dias de 2015
A
penúltima parcial obtida junto a Polícia Militar e com base em
registros na mídia especializada revela que a Paraíba já registrou, nos
primeiros 22 dias de fevereiro (fechando no último domingo), 92
assassinatos. Mais: em 2015, somando janeiro e mais esses dias de
fevereiro, o número de homicídios vai a mais de 230 (4,8 por dia). Como
se sabe, algumas ocorrências não são registradas.
Esse número
supera, considerando o mesmo período, a quantidade de mortos pelo Estado
Islâmico, a organização que tem aterrorizado o mundo com seus métodos
selvagens de matar reféns. Aliás, dados suplementares do portal www.alagoas24horas.com.br/ indicam que a Paraíba tem superado até mesmo Alagoas, que registrou no mesmo período “apenas” 221 assassinatos.
Ano violento
– Durante o mês de janeiro, foram registradas 140 assassinatos na
Paraíba, a maioria na Grande João Pessoa. O que deu uma média de 4,5
assassinatos por dia, ou praticamente um a cada cinco horas. O ano de
2015 não iniciou bem na Paraíba no capítulo da Segurança Pública. Já nos
primeiros 15 dias, foram registrados extraoficialmente mais de 90
homicídios, um recorde para este período.
Essa quantidade de
assassinatos já sinalizava para um mês extremamente violento, como agora
se constata. Trata-se de uma das maiores taxas de homicídios do Brasil.
Há poucos dias, a ONG mexicana Conselho Cidadão pela Seguridade Social
Pública e Justiça Penal já trazia João Pessoa como a cidade mais
violenta do mundo, entre aquelas com mais de 300 mil habitantes, e onde
não está ocorrendo guerras. Campina Grande, que era 25ª no ranking
anterior, recuou para 30ª posição. Dados oficiais em� http://goo.gl/9jxGNa.
João
Pessoa passou, em 2014, à condição de primeira cidade do País no
ranking, com um aumento impressionante no número de homicídios, pois, se
em 2013, sua taxa de assassinatos era de 66,9 por grupo de 100 mil,
agora saltou para 79,41 homicídios. Todas as demais cidades brasileiras
que figuraram entre as dez mais violentas no ano de 2013, recuaram no
estudo de 2014.

