PSDB pede ao TSE dados de 12,8 mil urnas eletrônicas para fazer auditoria
Uma
equipe contratada pelo PSDB apresentou nesta segunda-feira (9) a
técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma lista de 12,8 mil
urnas eletrônicas para dar continuidade à auditoria que o partido
realiza dos sistemas de votação e apuração das eleições do ano passado.
Segundo o coordenador do trabalho, o advogado Flávio Henrique
Pereira, foram selecionadas urnas de todas as capitais e de cidades do
interior de todas as unidades da federação.
Na última semana de fevereiro, representantes do PSDB farão nova
reunião no TSE para passar a captar os dados das urnas diretamente nos
Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). A intenção, segundo Pereira, é
comparar as informações passadas pelos municípios aos respectivos TREs e
depois repassadas ao TSE.
O PSDB já obteve as informações que foram pedidas ao TSE, que
totalizam 300 gigabytes de dados. O resultado da análise, bem como a
metodologia de verificação, serão mantidos em sigilo até o final da
auditoria, conforme termo de compromisso assinado pelo PSDB.
Segundo Pereira, ainda não há prazo para conclusão dos trabalhos. “A
quantidade de informações é muito grande. As primeiras informações deram
um total de 300 gigabytes. É um trabalho árduo e em razão dessa
quantidade de dados é temerário fixar uma data”, afirmou.
A auditoria, autorizada no final do ano passado pelo TSE, que ficou
de fornecer os dados, está sendo realizada por 5 técnicos e 3 empresas
contratadas, entre especialistas em sistemas eletrônicos e juristas
especializados em direito eleitoral.
Entre os dados liberados, estão programas eletrônicos e arquivos
gerados na votação eletrônica, incluindo dados das urnas e do sistema de
transmissão das informações. Inicialmente, o partido havia pedido uma
verificação oficial, com participação do tribunal e de todos os partidos
políticos, o que foi negado pelo TSE.
À época do pedido, o PSDB alegou que a auditoria não tinha por
objetivo questionar o resultado das eleições – em que o candidato
tucano, Aécio Neves, perdeu para a petista Dilma Rousseff por uma
diferença de 3,5 milhões de votos -, mas a “lisura” do processo.
O partido dizia que a confiabilidade da apuração e a infalibilidade
da urna eletrônica estavam sendo colocadas em xeque nas redes sociais e
que seria preciso dar uma resposta à população.
G1
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