Como de costume, São José de Princesa-PB, recebe inúmeros foliões de todos os segmentos sociais de varias cidades da Paraíba, como também do vizinho Estado de Pernambuco, só que os participantes do carnaval de São José de Princesa, até o ocorrido de ontem, dia 15-02-2015, diante da tamanha falta de responsabilidade da organização do carnaval, não sabiam que estavam tão vulneráveis no que diz respeito a saúde, tanto na atenção básica que os habitantes sofrem todos os dias, como também na Área de Urgência e Emergência, pois a sociedade presente no evento ficou chocada e horrorizada com tamanha omissão de socorro por parte da organização, especificamente da Prefeitura Municipal de São José de Princesa-PB, promotora do evento.
Tragédia: Um homem de aproximadamente 55 anos, sofreu uma descarga elétrica, no poste de ferro da iluminação Pública no pé do palco que a vários anos, ou melhor, desde a sua implantação, este dito poste é conhecido pelos moradores por dispensar corrente elétrica em baixa voltagem, desde as crianças até os idosos e os administradores do Município tem conhecimento, tanto do poste como também daquele lugar que se diz quadra, que se diz dance, enfim, que empossa água no seu centro e posteriormente corre para o aterramento do poste, aumentando desta maneira a voltagem e causando danos irreparáveis ao povo no geral e a administração Pública, nunca tomou as providências com o tamanho risco eminente que este poste hora representa para os munícipes e para os visitantes, quem sabe agora com a morte de um cidadão de bem e humilde, vítima de imprudência alheia e uma administração desastrosa.
Omissão: O homem da vizinha Cidade de Santa Cruz da Baixa Verde-PE, ficou pregado no poste por um determinando tempo e em seguida caiu próximo ao mesmo, segundo informações de populares que estavam com o mesmo, e o locutor Gonzaga proprietário do Palmeirão Clube de Tavares ao perceber que tinha um homem deitado no chão agonizando, começou a solicitar imediatamente as autoridades constituídas e a organização do evento a presença do SAMU, chamando inúmeras vezes sem sucesso, começou a clamar por uma ambulância, também sem sucesso, pediu a ajuda da polícia militar, que de imediato chegou ao local do ocorrido, e isolou a área para que outras pessoas não fossem eletrocutadas no referido poste, e Gonzaga fez a seguinte ressalva, como é que uma festa desse porte não tem o suporte do SAMU e sequer não tem uma ambulância para prestar socorro! Na ausência de socorro o homem após o óbito foi levado para o Hospital por terceiros. Na ocasião diante da tamanha omissão por parte da organização, e diante da lógica da omissão de socorro é simples e bela: vivemos em uma sociedade e devemos zelar uns pelos outros. Mesmo que não queiramos assumir nossas responsabilidades morais em relação a nossos pares, a lei nos obriga a proteger os direitos básicos daqueles que sabemos estarem em perigo.
Tentativa: Diante do exposto, um grupo de profissionais que tem conhecimento e noções básicas e avançadas em primeiros socorros, iniciaram de imediato, os ciclos de compressões torácicas, diante da falta de recursos, só que foi sem sucesso uma vez que devido ao choque o paciente teve uma parada cardíaca e não foi capaz de reverter o quadro clínico do paciente, e o mesmo venho a óbito no local do choque.
Inverdades: Os socorristas e o Público em geral que presenciaram a morte do homem “in loco”, ficaram perplexo sem entender a tamanha ousadia, e a descarada inverdade e falta de humanização da Vice Prefeita Rúbia Matuto, que mesmo com o homem morto, subiu no palanque diante da multidão e disse que o homem tinha sido socorrido e o mesmo teria sofrido um infarto e que estava tudo bem, sendo que nessa mesma hora o homem já estava na pedra do Hospital Regional em Princesa morto, pois mesmo após a morte o ser humano tem que ser tratado com respeito e dignidade, jamais com inverdades e falta de respeito.
Fonte: WWW.FOLHADASERRA.COM.BR