Candidato derrotado pela presidenta Dilma Rousseff
(PT) no segundo turno, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) admite que hoje
não há “elementos jurídicos ou políticos” para o impeachment da petista.
Embora diga que o assunto não está na “pauta do PSDB”, defendeu a
posição de colegas que externaram esse tipo de desejo.
“Não está na pauta do nosso partido, mas não é crime
falar sobre o assunto, como fez o senador Cássio Cunha Lima”, disse
Aécio em entrevista à Folha de S. Paulo. “Desconhecer que há um
sentimento de tamanha indignação na sociedade é desconhecer a
realidade”, acrescentou o senador.
Na última segunda-feira (9), o líder do PSDB no
Senado, Cássio Cunha Lima (PB) discutiu com o senador petista Lindbergh
Farias (RJ) ao afirmar que o debate sobre o impeachment é legítimo.
Lindbergh reagiu e disse que esse tipo de manifestação tinha componente
golpista.
Em entrevista à repórter Daniela Lima, Aécio disse
que Dilma foi “covarde” ao escolher uma pessoa fora de seu círculo, que
“provavelmente nem votou nela”, para assumir as decisões dos ajustes
fiscais. O tucano se refere ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy,
próximo de Armínio Fraga, que seria o titular da pasta em sua gestão.
Segundo ele, essa posição desagradou a sociedade em
geral, inclusive quem votou nela, por ter evidenciado que a petista
“mentiu” na eleição. Ele também criticou a articulação política do novo
governo. “Vão parar no Guinness. Nunca vi em tão pouco tempo um governo
errar tanto”, declarou à Folha.
Congresso em Foco
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