Paraíba está entre os 10 estados que menos gastam com o aluno de ensino médio
A
Paraíba figura entre os dez estados brasileiros que menos gastam com o
aluno de ensino médio. Além disso, o gasto estimado pelo Governo Federal
com cada aluno ficará abaixo dos R$ 3.771, valor mínimo do Custo
Aluno-Qualidade (CAQi), referência aprovada no Plano Nacional de
Educação. O valor investido pelo governo federal em alunos do ensino
médio de 16 Estados do País em 2015 não é suficiente para garantir a
qualidade mínima de educação.
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| Foto: Walla Santos |
Neste
custo estão inclusos o custo de professores com formação e salário
adequados, limites mais baixos no número de crianças por sala, escolas
com biblioteca, laboratórios de ciência e informática e quadra
esportiva.
Em dez Estados, como é o caso da Paraíba, o valor
investido por aluno do ensino médio será de R$ 3.220,46 - gasto mínimo
estipulado pelo Fundeb em portaria publicada no dia 29 de dezembro de
2014.
Apenas 11 Estados têm valor superior ao mínimo de qualidade
para o nível, entre eles estão Rondônia, Roraima, São Paulo e Rio Grande
do Sul.
O ensino médio é a fase escolar que mais tem provocado
preocupações em relação ao mau desempenho dos estudantes. Na última
avaliação do MEC, o país ficou abaixo da meta. Os estudantes tiveram, em
média, nota 3,7, de dez pontos possíveis. E em 16 Estados, houve piora
nos resultados de 2013 em relação a 2011.
Salário do professor e redução do nº de alunos por sala aumentam custo
A
implementação da Lei do Piso para professores, criada em 2008, e a
redução do número de estudantes por sala são os dois itens de maior
impacto no Custo Aluno-Qualidade, de acordo com Resende.
"O pessoal é o principal gasto da educação. Quando você reduz o número de estudantes por sala, precisa de mais professores."
No
parecer do CNE, está previsto o limite de 30 alunos em salas do ensino
médio. Em São Paulo, o limite usado na rede estadual é de 40 estudantes,
no entanto, as aulas da rede voltaram neste ano com salas de até 85
alunos matriculados.
Outro ponto importante é a equidade na
qualidade da educação, como previsto pela Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional. "Você tem que ter critérios mínimos. As escolas do
Amazonas e de São Paulo são diferentes, claro que são. Mas nem por isso
você pode abrir mão de ter biblioteca com bom acervo ou laboratório de
ciência em uma escola do Amazonas. Devem ser diferentes, mas tem de
ter", indica Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à
Educação.
O Censo Escolar 2013, compilado pelo Qedu, mostrou que
65% das escolas brasileiras não têm biblioteca. Um trabalho feito por
pesquisadores da UFSC e da UnB aponta ainda que 44% das escolas do País
não têm TV ou computador.

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