Soldados sudaneses teriam estuprado 221 mulheres e crianças
Soldados sudaneses estupraram pelo menos 221 mulheres e crianças
durante três dias de ataques na região de Darfur, segundo a organização
Human Rights Watch nesta quinta-feira. Segundo testemunhas, dezenas de
militares foram de casa em casa, saqueando propriedades, batendo em
moradores e estuprando mulheres e meninas entre 30 de outubro e 01 de
novembro de 2014. As informações são do Mashable.
As acusações são baseadas nos relatos de 15 sobreviventes, uma mulher
testemunha e 23 fontes confiáveis, que fornecem informações para os
documentos. Dois desertores do exército sudanês, que participaram do
ataque, disseram que foram obrigados a estuprar mulheres, de acordo com o
relatório.
Embora a mídia local tenha relatado a violência apenas alguns dias
após os ataques, as autoridades governamentais sudanesas negaram várias
vezes o estupro em massa. Um porta-voz do exército sudanês disse à
Reuters que os ataques foram forçados em uma tentativa de estender a
permanência da UNAMID (Força Pacificadora da União das Nações Africanas)
para permanecer na região.
A violência na região de Darfur começou em 2003, quando grupos
rebeldes – a maioria não-árabe – se levantaram contra o governo árabe em
Cartum. O conflito desalojou 450 mil pessoas e mais de 2 milhões nos 12
anos de luta, segundo a HRW. O número de mortos é estimado em mais de
350 mil.
O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, que foi acusado de genocídio,
crimes de guerra e crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal
Internacional, restringiu o acesso da mídia e de ONGs a Darfur. O
relatório pede para que instituições internacionais, como a ONU,
continuem a pressionar o governo a permitir missões de paz no país.
Terra

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