domingo, 25 de maio de 2014

Trapalhão

Dedé Santana: “Fui deixado de lado”



Com o fim do humorístico dominical Aventuras do Didi, que foi cortado pela Globo no início do ano passado, Dedé Santana se manteve contratado pela emissora: dedica-se agora a telefilmes capitaneados por Renato Aragão. O primeiro foi Didi, O Peregrino, exibido em dezembro. O próximo será Didi e os Segredo dos Anjos, dirigido por João Daniel Tikhomiroff, que será rodado depois da Copa e ainda não tem data para ir ao ar.
Dedé Santanna: “Fui deixado de lado”Fora da televisão, Dedé estará no elenco da adaptação para musical do filme de 1981 Os Saltimbancos Trapalhões, que estreia no segundo semestre, no Rio.
Mesmo assim, o trapalhão, de 78 anos, que mora em Itajaí (SC) desde 1990, conta estar convivendo com uma sensação amarga de esquecimento.
"Gostaria de estar mais ativo na televisão. Falo com minha mulher: se ficar em casa, fico velho. Sinto que só vão me homenagear só quando eu morrer. O Vídeo Show começou a fazer uma calçada da fama, em que o artista bota a mão no cimento, e nunca me convidaram. Nem o Faustão. Ele deve estar esperando eu morrer para fazer homenagem. Eu me sinto deixado de lado”, desabafa Dedé em entrevista à colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo.
A mágoa se estende ao cinema.
“Além de atuar, dirigi e fiz o roteiro de alguns filmes dos Trapalhões e nunca fui valorizado no cinema. Nunca me chamaram para um prêmio de reconhecimento no Festival de Gramado, nem sequer para assistir".
Pai de oito filhos e avô de oito, Dedé é casado há 25 anos com Christiane Dubritz (minha rainha), seu segundo casamento.
"Sou trapalhão, mas não sou burro de deixá-la”, brinca ele.

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