Pesquisas eleitorais: os pontos fracos de Cássio, Ricardo e Veneziano
O que as pesquisas revelam de fragilidades para cada um dos principais candidatos ao governo do Estado da Paraíba?
Em relação ao líder nas pesquisas, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), o
problema é que as pesquisas (as quatro divulgadas recentemente) indicam
que ele parece ter um "teto", na faixa dos 42%.
Os números dão-lhe liderança confortável no momento, mas esses índices
não são suficientes para garantir segurança em relação a um possível
segundo turno. O teto pode impedir novos avanços.
Nas eleições de 2010, o então governador
José Maranhão atravessou o primeiro turno liderando as pesquisas, mas
com índices variando entre 42% e 44%. Era o tal do teto. Deu o que deu
no segundo turno.
Além disso, a rejeição de Cássio é normal, se comparada ao que se apura no país sobre políticos tradicionais, mas não é baixa.
Os levantamentos divulgados revelam um pouco mais de problemas para o
governador Ricardo Coutinho (PSB). O patamar ostentado - entre 22% e 27%
- é muito baixo para quem está no poder.
Outro problema de certa gravidade para o governador Ricardo Coutinho são
seus índices de aprovação em João Pessoa. A aprovação aparece próximo
aos 50%. Não é ruim. Mas a desaprovação estaria um pouco superior aos
40%. Essa ponta negativa, não muito distante do lado positivo, pode
impedir o avanço do governador nas pesquisas. Do ponto de vista
geoeleitoral, o governador precisará obter boa vantagem na Capital sobre
seus concorrentes para manter as chances de vitória.
Outros dois problemas apontados pelas pesquisas para o governador seriam
o descompasso entre os índices de aprovação da maneira de administrar
(mais baixo) e os de avaliação do governo, além da rejeição, que podem
tirar pontos preciosos.
O ex-prefeito Veneziano Vital do Rego (PMDB) parece ter problemas mais sérios aos olhos das pesquisas.
Começa com os baixos índices de intenção de voto - entre 10% e 15%, que
lhe retiram, no momento, a chamada perspectiva de poder. Sem isso, fica
mais difícil agregar apoios. Os números indicam que ele não tem
conseguido quebrar a polarização estabelecida entre o governador Ricardo
Coutinho e o senador Cícero Lucena.
Outro problema de Veneziano é que ele vem ostentando baixos índices em
Campina Grande, não ultrapassando os 25%. Há descompasso com os números
de Cássio, superiores aos 50%. Mantida essa diferença, o candidato
peemedebista talvez não possa sonhar com o segundo turno.
Veneziano é também o candidato menos conhecido entre os eleitores (menos
de 40% dizem conhecê-lo bem). É um problema no momento, mas pode se
transformar em sua grande vantagem na campanha.
Registre-se, porém, que as pesquisas não dão indícios de que esses
pontos fracos dos três principais candidatos ao governo do Estado sejam
cristalizados. Ou seja, não são definitivos, podem ser modificados ao
saber dos debates. Mas, por outro lado, podem também se aprofundar e até
se transformar em causa de derrota nas urnas. É a nossa leitura.
por Josival Pereira
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