A DOR IMORREDORA DOS FAMILIARES DE JOÃO PAULO, RAPHAELLA E NYCKOLAS
Os três jovens saíram de João Pessoa, onde residiam e estudavam, para passar a Semana Santa em Juru juntamente com os seus familiares que aqui residem. Passado o Domingo de Páscoa, quando o renascimento é celebrado em torno do nome de Jesus Cristo, eis que se fixa definitivamente nos corações e nas mentes dos seus como uma data de sentença e dor incomuns diante da morte precoce dos três entes queridos, quando estes retornavam para Capital.
Impotência é, vizinha da dor que sangra e não estanca nunca, a expressão a mexer com as reflexões, sobretudo porque em torno desta "viagem sem volta" nada conspirava a favor da tragédia.
Saudáveis e de bem com a vida, estiveram em Juru para rever seus familiares e amigos e retornariam para João Pessoa, onde principalmente Raphaella e Nyckolas recomporiam sua alegria maior com sua parte da família mais nobre - mãe e irmãos.
Deus, o que fazer diante de uma cena macabra forjada num enredo inexplicável no qual, logo que saíram de Juru, eis que a danada da Morte se inclui na trama do acidente injustificável para levar três bons jovens mais cedo aos Céus?
Sabe-se apenas que a Dor se instalou e nunca mais deve sair da memória, do coração e de cada célula viva mantendo pais, irmãos, demais familiares e amigos num desconsolo só - de olhar mirando o finito sem respostas nem remédio para estancar tamanha morbidez e sanha da Morte que nos persegue.
Agora, impotentes, resta apenas o cumprimento do culto à memória diante da celebração e solenidade final do Adeus somente restando a entrega definitiva de nossa imensa fragilidade à Proteção de Deus e Nossa Senhora.
Cuidai então de nós, humanos de fragilidade tanta, dos que ficam na Terra sem condições nenhuma de conter o incontido pranto da saudade!

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