Filho de Fernandinho Beira-Mar recebe alvará e deixa presídio na Paraíba
Luan Medeiros tem um habeas corpus do STF que lhe garantiu liberdade.
Segundo advogada, alvará de soltura foi assinado no fim da tarde.
Luan Medeiros recebeu alvará e deixou o presídio PB1 acompanhado da advogada na noite da quinta-feira
Preso na Paraíba
desde agosto de 2010, Luan Medeiros da Costa, filho do traficante Luiz
Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, foi solto na noite desta
quinta-feira (24). Ele tinha sido condenado a sete anos de prisão por
tráfico, em 2011, pela Justiça de Campina Grande, mas um habeas corpus
concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) lhe garantiu o direito de deixar a cadeia.
O juiz Carlos Neves assinou o alvará de soltura no fim da tarde desta
quinta-feira. A liberação de Luan aconteceu às 20h20 e foi confirmada
pelo diretor adjunto Deywison Xavier Cabral dos Santos da Penitenciária
Romeu Gonçalves de Abrantes, o presídio PB1.
Luan foi preso pela Polícia Federal
em 2010, com outros dois suspeitos, em Campina Grande. Foram
encontrados com o trio quatro quilos de cocaína. Desde a condenação
ocorrida em 2011, o filho de Beira-Mar cumpria pena no presídio PB1, em
João Pessoa.
O primeiro habeas corpus em benefício de Luan Medeiros foi concedido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça
em dezembro de 2013. A corte anulou a sentença que condenava o filho de
Beira-Mar, mas optou por manter a prisão negando o direito de recurso
em liberdade. Insatisfeita, a defesa do jovem recorreu ao STF e, em 18
de fevereiro, o ministro Celso de Mello concedeu de forma liminar um outro habeas corpus em benefício do acusado.
O magistrado entendeu que ele estava sofrendo “constrangimento ilegal
por parte do STJ em razão do excesso da prisão cautelar”. Após a
decisão, foi expedido alvará de soltura do jovem, só que havia um
pedido de prisão preventiva relativo a um outro processo com a mesma
acusação e por isso ele continuou preso.
No entanto, em sentença publicada na quarta-feira (23) o juiz Edivan Rodrigues da Costa, da Vara de Entorpecentes de Campina Grande,
extinguiu a punibilidade do acusado nessa segunda ação, tendo em vista
que ele já tinha sido condenado. Com isso, a decisão liminar de Celso de
Mello passou a ter validade e Luan foi solto.
“Desde a publicação da sentença na quarta-feira a prisão de Luan passou
a ser é ilegal”, afirmou a advogada de defesa, Cynthia Denize Cordeiro.
Ela informou ao G1 que a liberdade foi concedida após
apresentar uma petição à Vara de Entorpecentes de João Pessoa dando
conta que com decisão da Justiça de Campina Grande as duas manifestações
das cortes superiores deveriam ser atendidas.
A sentença que acabou livrando Luan da cadeia condenou a mais de 21
anos de prisão o traficante Francisco de Assis Clemente, mais conhecido
como Passinho. O homem é apontado como comandante do tráfico de drogas
nos bairros do Jeremias e Araxá, em Campina Grande.
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