Josias de Souza

Nas
últimas sucessões presidenciais, sempre que tratava de alianças
partidárias, o PSDB enchia o peito para anunciar, antes de qualquer
negociação, que dispunha de dois parceiros automáticos: o DEM e o PPS.
Dá-se agora algo diferente.
Após perder o apoio do PPS para o
governista dissidente Eduardo Campos, do PSB, o presidenciável tucano
Aécio Neves terá trabalho para adicionar o DEM à sua coligação. Surgiu
no partido um movimento contrário à aliança com o PSDB.
O grupo
avesso à manutenção do casamento com o tucanato se espraia pela bancada
de deputados federais do DEM. Lideram o movimento o líder Ronaldo Caiado
(GO) e o secretário-geral Onyx Lorenzoni (RS).
Essa ala sublevada
do DEM defende que o partido lance uma candidatura presidencial
própria. Planeja uma pesquisa para testar o nome do próprio Caiado. Como
‘Plano B’, o grupo prefere ir a 2014 solteiro no plano federal e livre
para juntar-se com quem bem entender na esfera estadual.
Contra as
posições dissidentes, remam na direção de Aécio o presidente do DEM
federal, senador José Agripino Maia (RN), e o prefeito de Salvador, ACM
Neto. Ambos defendem a coligação com Aécio, sem prejuízo de que o
partido faça nos Estados os acordos que lhe pareçam politicamente mais
vantajosos.
Resta saber quem reunirá mais adeptos na convenção de
junho de 2014, que dará a palavra final sobre a coligação nacional. De
concreto, por ora, apenas a impressão de que a aliança de Aécio com o
DEM é um empreendimento por fazer.
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