Mari Paraíba vai para Superliga
Em janeiro, Mari Paraíba decidiu mudar
o rumo. Quatro meses antes, havia anunciado sua aposentadoria para
apostar na carreira artística. O plano durou pouco tempo. Logo estaria
outra vez vestindo um uniforme, só que agora nas areias.
Mas a saudade do antigo ambiente
de trabalho estava lá. No último fim de semana, um telefonema do
técnico de Barueri, Mauricio Thomas, antecipou um processo que estava
planejado para o próximo ano: voltar a jogar na quadra. A ponteira de 27
anos pensou, repensou e resolveu aceitar a proposta. E nesta
quarta-feira, já estará pronta para seu primeiro treino com a nova
equipe, que tem quatro vitórias e cinco derrotas na campanha da
Superliga 2013/14.
O nome de Mari começou a ser cogitado para reforçar o elenco depois
que Cibele decidiu se transferir para o Japão. O time tinha apenas dez
atletas e não queria contratar uma estrangeira para o seu lugar. As boas
referências dadas por jogadoras que já tinham sido suas companheiras de
clube em outras situações, ajudaram ainda mais na decisão de tentar
contratá-la.
- Eu pensei nela. Sempre admirei seu trabalho. Quando fui técnico da
Brasil Telecom ela atuava no Minas e éramos adversários. E a via
trabalhar lá em Saquarema também. Ouvi falar muito bem dela. Eu
precisava de alguém para jogar
com Fernandinha (levantadora campeã olímpica) com bolas rápidas. Então,
liguei para a Mari e ela me disse que era difícil, que precisava do
aval da Confederação porque fazia parte da seleção de vôlei de praia.
Nós respeitamos. Ela pensou com calma e teve uma reunião com a gente no
fim de semana.
Aguardamos a reunião dela com a CBV e ficou acordado que seria liberada.
Ela me disse que sentiu saudade da quadra e que já estava planejando
isso para 2014. É uma aposta que estamos fazendo. Acredito muito no
potencial dela e temos que ter paciência para não queimá-la nesse
processo de volta - disse.
A expectativa do treinador é que Mari Paraíba possa ajudar a equipe no
returno da Superliga. Natasha Valente, a parceira nas areias, também
estará ao seu lado no Barueri. Só que a estreia dela já é esperada para o
próximo compromisso, nesta sexta-feira, contra o Minas, em Belo
Horizonte.
- Acho que a experiência que Mari teve na praia vai contribuir muito
nesse retorno. Ela conseguiu se manter fisicamente muito bem, está fina e
forte. Acho que ela vai se deslocar mais rapidamente em quadra e terá a
leitura mais aprimorada. Esses são recursos que vão ajudá-la. Mari vai
começar devagar para poder se readaptar. Está muito tempo sem pisar na
quadra. A Natasha ainda jogou pelo Fluminense no Estadual.
As duas se juntarão a Luciane Escouto para formar o trio de musas do
Barueri. E Mauricio sabe que além de ter um time mais forte, ganhará
também um trio de belas.
- Na verdade, estou com um time muito bonito. Estou até preocupado
(risos). Mas isso também é bom para o projeto. Elas são boas de bola
também, são grandes reforços. Acho que vamos fazer um segundo turno
muito bom. Nesse primeiro ano de projeto estamos brigando para ficar
entre os oito primeiros.
SAUDADE DA QUADRA E QUÍMICA ENTRE AMIGAS
Natasha Valente confessou. Estava mesmo com saudade das quadras e
decidiu aceitar o desafio defender o Barueri também para realizar um
sonho antigo: jogar a Superliga. A atleta de 24 anos, confessou que está
animada para a nova etapa da carreira. Ela assegura que seu sentimento
foi compartilhado por sua parceira na praia, Mari Paraíba.
- Estava com saudade da quadra, daquela rotina. Recebi o convite para a
praia e não podia perder a oportunidade, mas agora pintou essa. Sempre
quis jogar a Superliga. Foi engraçado porque as duas (ela e Mari) já
estavam com saudades e vontade de jogar na quadra quando surgiu a
oportunidade. É muito legal porque a gente se dá superbem dentro e fora
de quadra. Rola uma química muito boa - contou.
Natasha espera jogar já neste fim de semana, quando o Barueri enfrenta o
Minas. Para isso, começou a treinar essa semana com a nova equipe. O
possível rótulo de time das beldades, no entanto, não é a prioridade.
- Acho que beleza não ganha jogo. A gente que estar ali dentro para
jogar muito bem. Pelo grupo e pelos nossos treinamentos. Dentro de
quadra, ninguém pensa nisso.
Globo.com
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