sexta-feira, 1 de maio de 2026

Pacto para impedir a nomeação de Jorge Messias ao STF

Governo Lula mapeia traições em votação sobre indicação de Jorge Messias ao STF, vê rasteira do MDB e prevê exonerações

Aliados citam conluio entre Davi Alcolumbre, Alexandre de Moraes e Rodrigo Pacheco; Lula reuniu ministros para discutir estratégia após Senado ter rejeitado AGU como indicado ao STF


Governo Lula mapeia traições em votação sobre Messias, vê rasteira do MDB e prevê exonerações
© Getty

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Horas depois da derrota no Senado, o presidente Lula (PT) e aliados mapearam traições na votação que culminou na rejeição do nome de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) na noite de quarta-feira (29). 

Em reunião na residência oficial da Presidência, o Palácio da Alvorada, logo após o fim da votação, integrantes do governo e aliados identificaram dissidências no MDB e no PSD, em um conluio conduzido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Além da atuação de Alcolumbre, colaboradores do presidente apontam a participação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em um pacto para impedir a nomeação de Messias.

Pacheco era o escolhido de Alcolumbre para pleitear a vaga no Supremo, enquanto Lula reiterava a intenção de ter o senador como seu candidato ao Governo de Minas Gerais, em busca de um palanque forte no estado. Lula acabou por indicar Messias após conversas com os envolvidos, mas ainda a contragosto do chefe do Senado.

O acordo, segundo interlocutores de Lula, teria sido selado durante um jantar na noite de terça-feira (28), na residência oficial do presidente do Senado, com intuito de evitar nova correlação de forças na corte. Jorge Messias teria contrariado ministros ao manifestar simpatia pela adoção de um código de ética no tribunal.

Entre aliados de Lula, suspeitas recaem sobre o ex-ministro dos Transportes Renan Filho e seu pai, o senador Renan Calheiros, ambos do MDB de Alagoas. A desconfiança é que teriam votado contra a indicação de Messias em solidariedade a Bruno Dantas, ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) que cobiçava a vaga do tribunal.

Aliados do presidente apostam na exoneração de indicados de Alcolumbre, como os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações). Segundo participantes da reunião, Lula mostrava serenidade, enquanto buscava confortar Messias.

O AGU teve 34 votos a favor da indicação (sete a menos que o necessário) e 42 votos contrários. Essa foi a primeira rejeição a um indicado do presidente da República ao STF desde 1894.

Entre o fim da votação no Senado e convocação da reunião entre os membros do governo, Lula e Messias se falaram por telefone. Além da preocupação com o estado emocional de Messias, aliados do presidente contam que ele costuma repetir que "não se deve tomar decisões a 39 graus de febre".

Por conta disso, qualquer reação é esperada para a semana que vem, após o feriado e a identificação dos responsáveis pela derrota.

Ainda durante o encontro, a agenda do presidente com a programação para esta quinta-feira (30) foi publicada informando uma reunião com o Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, como primeiro compromisso do dia. Embora aliado de Hugo Motta (Republicanos-PB), Feliciano é um indicado do partido de Alcolumbre, o União Brasil.

Na saída do Congresso, a caminho do Alvorada, o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) afirmou que o momento é de agir com inteligência, não com fígado. Ainda durante a sabatina, Guimarães esteve no Palácio da Alvorada para conversar com o presidente. No Congresso, chegou a dar como certa a aprovação do AGU com mais de 41 votos, o mínimo necessário.

Com a rejeição de Messias, Guimarães enfrenta uma derrota em uma de suas principais missões desde que assumiu a chefia da articulação política do governo no lugar de Gleisi Hoffmann (PT).

Durante a sabatina, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) também visitou Lula. O presidente teria questionado ao senador como estaria o clima para a sabatina e para a aprovação, ao que Wagner informou que tudo corria bem.

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Paraíba é 3º estado do Brasil e 1º do Nordeste em crescimento do PIB

Estado da Paraíba deve ter 3º maior crescimento do PIB do Brasil e 1º do Nordeste em 2026, aponta relatório de Resenha Regional do Banco do Brasil

Foto: Divulgação/Secom-PB

De acordo com o relatório de Resenha Regional do Banco do Brasil, disponibilizado no começo de abril, o PIB do Brasil deve crescer 2,0% em 2026, o que, caso confirmado, será o menor crescimento do país desde 2020, quando impactado pela pandemia, a atividade econômica registrou queda de 3,3%. Porém a Paraíba se destaca, sendo o terceiro estado do Brasil e o primeiro do Nordeste em crescimento do seu Produto Interno Bruto.

Segundo os dados, a Paraíba deve ter neste ano um crescimento 4,4% superior à média brasileira que será de apenas 2,2%. Entre os estados brasileiros a Paraíba só fica atrás dos estados de Roraima e do Amapá.

Entre as regiões, o relatório destaca o crescimento da região Sul, que deve registrar avanço de 2,6%, puxado pelo agronegócio que tem projeção de avanço de 7,2%. Na sequência entre as regiões com maior projeção de avanço do PIB há: Norte (2,5%), Nordeste (2,4%), Sudeste (1,7%) e Centro-Oeste (1,4%). Por fim, entre os estados, a liderança deve ser ocupada por Roraima (+4,8%), com avanço de 6,0% no setor de serviços, tendo na sequência Paraíba e Amapá com 4,4% cada e Rio Grande do Sul com 4,1% de projeção do PIB.

Veja detalhes:

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Presidente do Senado sinaliza pautar impeachment de ministros do STF

Senador Davi Alcolumbre sinaliza à oposição pautar pedido de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por apoio à reeleição

Alcolumbre sinaliza à oposição pautar impeachment de ministros do STF por apoio à reeleição

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem sinalizado a integrantes da oposição que pode colocar em pauta pedidos de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) como parte de uma articulação política visando sua reeleição ao comando da Casa.

De olho na sucessão da presidência do Senado, Alcolumbre vem intensificando o diálogo com senadores oposicionistas. Entre os gestos recentes, estão a rejeição ao nome de Jorge Messias e a condução da votação para derrubar vetos ao projeto de lei da dosimetria, com ajustes no texto para evitar benefícios a condenados por outros crimes.

Nos bastidores, o tema do impeachment de ministros do Supremo também passou a integrar as negociações. Embora tenha segurado pedidos de afastamento que chegaram à sua mesa, Alcolumbre não descarta abrir algum processo caso seja reconduzido à presidência do Senado, em fevereiro de 2027.

A oposição, em geral, tem sinalizado apoio, mas parte dos senadores do PL ainda demonstra resistência. Esse grupo avalia que só confiará no compromisso após a abertura efetiva de um processo de impeachment e, por isso, pressiona para que a medida ocorra ainda neste ano.

Paralelamente, há também uma ala que defende a eleição de um presidente do Senado alinhado ao bolsonarismo. Nesse cenário, o nome mais citado é o do senador Rogério Marinho (PL-RN), que atua como coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Gerlane Neto

PT põe panos quentes e rechaça "caça às bruxas", após derrotas

Lideranças no Congresso Nacional entendem que não é o momento de buscar culpados e reforçam relação "republicana" com Davi Alcolumbre

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP)  • Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A reprovação de Jorge Messias no Senado levantou a suspeita de "traição" dentro da base governista no Congresso, depois que senadores de partidos da sustentação do governo votaram contra o advogado-geral da União. No entanto, lideranças do PT e do governo no Congresso trataram de botar panos quentes na situação e rejeitaram a ideia de "caça às bruxas" nesse momento. 

Nos cálculos do governo, Jorge Messias seria aprovado com cerca de 45 votos. O resultado surpreendeu o Planalto, que passou a entender que houve uma mudança de postura de senadores tidos como aliados.

A deputada e ex-ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou que pode ter havido traição daqueles que disseram que votariam a favor e, no final, votaram contra. O voto para a aprovação de um nome ao STF é secreto.

Mesmo assim, lideranças no Legislativo tentaram apaziguar a situação. O primeiro a evitar a "caça às bruxas" foi o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT). Ele afirmou que esse não é o momento de buscar culpados e tratou de dizer que o governo respeita a prerrogativa do Senado de vetar uma indicação ao STF.

"Vencer ou perder faz parte do jogo democrático. Aceitamos. Não vamos fazer de qualquer resultado uma caça às bruxas. A atribuição de indicar ao STF cabe ao presidente. A rejeição ou aprovação cabe ao Senado. Não é de bom tom fazer caça às bruxas, procurar para ver se houve traição. Não faz parte do jogo democrático", disse.

A tentativa de responsabilizar senadores pela "traição" também foi rechaçada pelo líder do PT na Câmara, Pedro Uczai. Ele entende que o governo se descuidou de um grande acordo que estava em andamento, esperou para ver e acabou sendo derrotado. No entanto, ele entende que é preciso fazer mudanças na representação do governo no Congresso porque há um "desgaste" natural.

"Mapear traições não resolve nada, aprofunda os conflitos. Podia ser uma tática, mas o caminho é recompor a base do governo no Senado, recolocar o papel das lideranças, se coloca outras lideranças ou não. Tem que dialogar. Certamente alguns já se desgastam", afirmou.

Ele também reforçou a necessidade de uma conversa “republicana” com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e que a melhor resposta é continuar governando. 

O "desgaste" até esse momento tem sido direcionado ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado e um dos principais canais de negociação entre opositores e governo. Na leitura de aliados, houve uma falha na articulação, especialmente no caso de Messias. 

Para os parlamentares da base governista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa garantir a prerrogativa de indicar um novo ministro e pode fazê-lo ainda no primeiro semestre. 

Há pressão pela indicação de uma mulher. Uczai e Gleisi reforçaram o interesse de aumentar a representatividade no STF, algo cobrado por movimentos sociais da base desde o começo da gestão de Lula. Até agora, o mandatário indicou três homens para a Suprema Corte: Cristiano Zanin, Flávio Dino e Jorge Messias.

Blog JURU EM DESTAQUE com CNN Brasil - Lorenzo Santiago e Aline Becketty, da CNN

Lula sofre nova derrota, um dia após rejeição de indicado para o STF

Congresso Nacional derruba veto do presidente Lula e mantém PL da Dosimetria; a medida beneficia condenados por golpe de Estado

Brasília – DF- 30/04/2026 – Sessão do congresso que está discutindo o veto integral ao projeto de lei da dosimetria de penas.  Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
© Lula Marques/Agência Brasil
Versão em áudio

O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei (PL) da Dosimetria, que reduz a pena dos condenados por tentativa de golpe de Estado ligados ao 08 de janeiro de 2023. O projeto de lei segue para promulgação.

No Senado, foram 49 votos favoráveis à derrubada do veto e 24 contrários Eram necessários 41 senadores para derrubar o veto presidencial.

Na Câmara dos Deputados, 318 parlamentares votaram para beneficiar os golpistas, enquanto 144 deputados votaram contra e cinco se abstiveram. Eram necessários 257 votos para derrubar o veto.  

Antes da votação, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), fatiou a votação, excluindo os trechos que beneficiariam criminosos comuns ao reduzir o tempo para progressão de pena, mudança prevista no texto aprovado em dezembro de 2025.

O PL 2.162 de 2023 foi incluído como pauta única na sessão de hoje, entrando na frente de mais de 50 vetos, parciais ou totais, que aguardam na fila para análise do Parlamento.

O líder do governo na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), pediu questão de ordem contra a votação do PL por entender que outros vetos teriam preferência, mas o apelo foi rejeitado por Alcolumbre.

“Nós estamos votando o tema da democracia e, portanto, o futuro de novas aventuras golpistas se derrubar este veto, uma vez que está defendendo um grupo determinado, que é o de Jair Bolsonaro, e os generais golpistas que tentaram implantar golpe no país”, disse a liderança governista.

Pedro Uczai lembrou ainda do plano de assassinatos contra o presidente eleito e o vice previsto na trama golpista.

“Não é esquerda ou direita. É se nós queremos democracia ou golpe ou ditadura, autoritarismo no Brasil. Liberdade, democracia, sim, ditadura nunca mais.”

A derrubada do veto foi defendida pelo senador Espiridião Amim (PP-SC), relator do PL, que justificou que o julgamento da trama golpista não teria sido justo.

“Eu quero, em primeiro lugar, dizer a todos os congressistas que estão aqui que este é um dia que pode permitir que se galgue ou se supere o primeiro degrau para a justiça e para a harmonia política no Brasil”, disse o parlamentar.

Razão do veto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o chamado PL da Dosimetria por entender que a proposta é inconstitucional e viola o interesse público ao reduzir penas de crimes contra a democracia.

“[O PL] daria o condão de aumentar a incidência de crimes contra a ordem democrática e indicaria retrocesso no processo histórico de redemocratização que originou a Nova República”, justificou o Palácio do Planalto.

Entenda

O PL da Dosimetria determina que os crimes de tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado, quando praticados no mesmo contexto, implicarão no uso da pena mais grave em vez da soma de ambas as penas.

O foco do projeto é uma mudança no cálculo das penas, “calibrando a pena mínima e a pena máxima de cada tipo penal, bem como a forma geral de cálculo das penas”.

Tais mudanças devem beneficiar condenados pelo 8 de janeiro, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Blog JURU EM DESTAQUE com Agência Brasil - Edição: Denise Griesinger - Lucas Pordeus León (Repórter da Agência Brasil)  com informações de Luciano Nascimento 

Maioria dos estados está em alerta para casos graves de gripe

Ocorrências de casos graves de gripe são puxadas por influenza A e VSR, vírus com maior circulação no outono e no inverno

Crianças pequenas lideram internações, enquanto idosos concentram a maior parte das mortes, aponta Fiocruz.

Maioria dos estados está em alerta para casos graves de gripe, aponta Fiocruz
© Reuters

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A maior parte dos estados brasileiros apresenta incidência de Srag (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em nível de alerta, risco ou alto risco, de acordo com boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado nessa quarta-feira (29). As exceções são Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. 

Os casos são puxados por infecções por influenza A e VSR (vírus sincicial respiratório), vírus que têm maior circulação no outono e no inverno. A sazonalidade está relacionada ao clima mais seco e a mudanças de comportamento típicas dos meses de temperaturas mais baixas, como maior permanência em ambientes fechados e pouco ventilados, o que favorece a transmissão.

Das capitais, 13 das 27 estão em alerta com sinal de crescimento dos casos graves de gripe, entre elas Belém, Brasília, Manaus, Recife e Teresina. A Fiocruz ressalta que a vacinação é a melhor forma de proteção contra formas graves da doença.

O documento adverte ainda sobre o crescimento das internação por VSR, que afeta principalmente crianças de até 2 anos, em estados de todas as regiões. O vírus é o principal causador da bronquiolite.

A vacina contra o VSR pode ser administrada em qualquer época do ano e é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo a proteção dos bebês nos primeiros meses de vida.

Já o imunizante contra a influenza é oferecido para grupos prioritários durante a campanha nacional de vacinação, que segue até o dia 30 de maio. Na região Norte, a imunização contra a gripe ocorre no segundo semestre, por causa da sazonalidade da doença.

O padrão de mortalidade e internações, segundo a Fiocruz, concentra-se nos extremos das faixas etárias.

Crianças pequenas são as mais afetadas pelas internações, associadas principalmente ao VSR e ao rinovírus. Os óbitos pesam mais entre os idosos, liderados por influenza A e coronavírus.

Nas últimas quatro semanas, a influenza A respondeu por 46,9% das mortes por gripe grave entre os casos positivos, de acordo com a Fiocruz. A Covid apareceu em segundo lugar, com 16,9%, seguida por rinovírus (20,5%), VSR (8,3%) e influenza B (4,3%). Entre as internações, o VSR liderou com 36,2% dos casos positivos, seguido pela influenza A (31,6%) e rinovírus (26%).

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

Aniversariante do Dia

Os parabéns especiais do Blog JURU EM DESTAQUE dessa quarta-feira, 29 de abril, são para Ivânia, mãe dos meus filhos Denner e Davi Luiz

Parabéns, Vaninha!
A data do nosso aniversário é mais uma chance que Deus nos dá para uma reflexão, apreciando tudo o que já foi nos oferecido e de esperar com alegria o melhor que o futuro ainda nos trará. 
Feliz aniversário!

Pela 1º vez, desde 1894, que uma indicação presidencial ao STF é rejeitada

Por 42 votos a 34, Plenário do Senado rejeita indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF)

Foto: Ricardo Stuckert / PR

A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi rejeitada pelo Plenário do Senado Federal nessa quarta-feira (29). A decisão resultou no arquivamento da mensagem enviada pelo presidente da República.

Na votação secreta, o nome de Jorge Messias recebeu 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção. Para ser aprovado, eram necessários ao menos 41 votos entre os 81 senadores, correspondente à maioria absoluta da Casa.

Com a rejeição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá encaminhar uma nova indicação para a vaga aberta no STF, que precisará passar novamente pelo crivo do Senado.

De acordo com o registro, esta é a primeira vez, desde 1894, que uma indicação presidencial ao Supremo é rejeitada. Messias era a terceira indicação do atual governo para a Corte, após as nomeações de Cristiano Zanin e Flávio Dino.

PB Agora com informações do G1

“Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro”, diz André Mendonça

Ministro André Mendonça lamentou a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF)


“Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro”, diz Mendonça
© Getty Images

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o primeiro integrante da Corte a se manifestar publicamente nesta quarta-feira (29) após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma ocupar uma vaga no STF. 

Em postagem nas redes sociais, Mendonça disse que respeita a decisão do Senado, mas pondera que o país perdeu a oportunidade de ter um “grande” ministro.

“Respeito a decisão do Senado, mas não posso deixar de externar minha opinião. O Brasil perde a oportunidade de ter um grande ministro do Supremo. Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser ministro do STF”, declarou. 

O ministro, que também pastor presbiteriano, citou uma referência bíblica para homenagear Messias.

“Amigo verdadeiro não está presente nas festas. Está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate! Deus o abençoe! Deus abençoe nosso Brasil!”, completou.

No início da noite, o plenário do Senado rejeitou a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que Messias assuma a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

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Jorge Messias é rejeitado para vaga de ministro do STF

De forma inédita, foi rejeita a indicação de Lula para vaga de ministro para o Supremo Tribunal Federal

Jorge Messias é rejeitado para vaga de ministro do STF
© Getty Images

Nesta quarta-feira (29), o Senado rejeitou a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. Atual Advogado-Geral da União foi indicado pelo presidente Lula para o STF e chegou a ter seu nome aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). 

A indicação de Jorge Messias foi anunciada por Lula há cerca de cinco meses, mas a mensagem oficial com a indicação (MSF 7/2026) só chegou ao Senado no início de abril. Ele foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso.

No plenário do Senado, Messias foi rejeitado por 42 votos a 34, sendo que o ministro precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta. A votação foi secreta.

A derrota do indicado de Lula é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo.

Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Jorge Messias foi arquivada e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo.

A nova indicação precisará ser validado pelo Senado.

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terça-feira, 28 de abril de 2026

Pesquisa mostra disputa acirrada no 2º turno para Presidência

Lula lidera no primeiro turno e empata com Flávio Bolsonaro e Romeu Zema no segundo turno, diz instituto Atlas/Bloomberg

O levantamento mostra Lula à frente no primeiro turno e disputas apertadas no segundo, com empates técnicos contra Flávio e Zema; a pesquisa ouviu mais de 5 mil eleitores e tem margem de erro de um ponto percentual.


Lula lidera no primeiro turno e empata com Flávio e Zema no segundo turno, diz Atlas/Bloomberg
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Pesquisa do instituto Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (28), mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera no primeiro turno e aparece em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e com o ex-governador Romeu Zema (Novo) em cenários de segundo turno. 

Segundo o levantamento, Lula tem 46,6% das intenções de voto no primeiro turno, contra 39,7% de Flávio Bolsonaro. O empresário Renan Santos (Missão) aparece com 5,3%, enquanto o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (União) registra 3,3%. Considerando a margem de erro de um ponto percentual, Caiado e Renan estão tecnicamente empatados.

Em relação ao levantamento anterior, as variações ocorreram dentro da margem de erro. Lula oscilou positivamente 0,7 ponto percentual, enquanto Flávio recuou 0,4 ponto. Renan Santos teve alta de 0,9 ponto percentual.

Zema aparece com 3,1%, e o escritor Augusto Cury (Avante) soma 1,1%. O ex-governador mineiro está empatado com Caiado e Cury. Também em empate com Cury está o ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (DC), que tem 0,3%. Brancos e nulos somam 0,5%, e 0,1% dos entrevistados estão indecisos.

Em um cenário com 13 pré-candidatos, Lula aparece com 44,2% das intenções de voto, seguido por Flávio, com 39,3%. Na sequência estão Renan (5,1%), Zema (3,5%) e Caiado (3,0%). Há empate técnico entre Renan e Zema e também entre os dois ex-governadores.

Também aparecem empatados a dentista Samara Martins (UP), com 2%; o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), com 1,3%; Aldo Rebelo, com 0,4%; Augusto Cury, com 0,4%; e o economista Edmilson Costa (PCB), com 0,2%.

O professor Hertz Dias (PSTU), o ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza) e o jornalista Rui Costa Pimenta (PCO) não pontuaram. Brancos e nulos somam 0,2%, e outros 0,2% estão indecisos.

A pesquisa também simulou um cenário em que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) substitui Lula. Nesse caso, Haddad tem 40,5% das intenções de voto e aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro, que soma 39,2%.

Na sequência, aparecem empatados Renan (5,8%), Zema (3,8%) e Caiado (3,6%). Cury tem 1,3% e empata com Aldo Rebelo, que registra 0,5%. Indecisos somam 0,5%, enquanto 4,8% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo.

Segundo turno tem disputas acirradas

O levantamento aponta empate técnico entre Lula e Flávio em um eventual segundo turno. O senador tem 47,8% das intenções de voto, contra 47,5% do presidente. Indecisos, brancos e nulos somam 4,7%.

Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em março, Flávio oscilou positivamente 0,2 ponto percentual, enquanto Lula avançou 0,9 ponto.

Outro empate técnico ocorre em um cenário entre Lula e Zema. O presidente aparece com 47,4%, enquanto o ex-governador tem 46,5%. Indecisos e brancos ou nulos somam 6,1%. Nesse caso, a diferença caiu de 2,9 pontos percentuais no levantamento anterior para 0,9 ponto.

Lula venceria um eventual segundo turno contra Caiado, com 46,8% das intenções de voto, ante 42,2% do ex-governador. Indecisos, brancos e nulos somam 11%.

Pela primeira vez, a pesquisa simulou um segundo turno entre Lula e Renan Santos. Nesse cenário, o presidente teria 47,1%, contra 29,5% do fundador do Movimento Brasil Livre (MBL). Indecisos e eleitores que votariam em branco ou nulo somam 23,5%.

O instituto ouviu 5.008 eleitores pela internet entre os dias 22 e 27 de abril. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. A metodologia adotada foi o recrutamento digital aleatório. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07992/2026.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

Lucas anuncia calendário de pagamento dos servidores estaduais

Governador Lucas Ribeiro anuncia calendário de pagamento dos servidores estaduais referente a abril e a Paraíba injeta quase R$ 940 milhões na economia

O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), anunciou nessa segunda-feira (27) o calendário de pagamento dos servidores estaduais referente ao mês de abril. A divulgação foi feita durante o programa institucional Conversa com o Governador, transmitido em cadeia estadual pela Rádio Tabajara FM.

De acordo com o chefe do Executivo estadual, os pagamentos começam na quarta-feira (29), com o crédito destinado a aposentados e pensionistas. Já na quinta-feira (30), será a vez dos servidores da ativa, incluindo funcionários da administração direta e indireta.

Durante o anúncio, o governador destacou a manutenção da política de pagamento dentro do mês trabalhado, prática que, segundo ele, reforça a valorização do funcionalismo público e garante previsibilidade financeira. Ele também informou que os valores já estão em processamento pela instituição financeira responsável, devendo estar disponíveis nas contas nas datas previstas.

“Esse é um compromisso que mantemos de realizar os pagamentos dentro do mês trabalhado, valorizando os profissionais que contribuem diariamente com os serviços prestados à Paraíba. Os recursos já estão em processamento na instituição financeira responsável. Agora, é aguardar as datas programadas para que os valores estejam disponíveis nas contas dos servidores”, afirmou o governador.

Ao todo, cerca de R$ 939,6 milhões serão injetados na economia estadual com a folha de pagamento. O volume de recursos, conforme o governo, deve impulsionar o comércio, estimular a circulação de renda e contribuir para a estabilidade financeira de milhares de famílias em todas as regiões da Paraíba.

O calendário segue a linha adotada pela atual gestão de priorizar a regularidade salarial como instrumento de equilíbrio econômico e fortalecimento do mercado interno.

Calendário de pagamento – abril:

29/04 — Aposentados e pensionistas

30/04 — Servidores da ativa

Assista abaixo o anúncio de Lucas Ribeiro durante o programa Conversa com o Governador:

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 | Por Lucas Duarte / Fonte83

Diogo Cunha Lima é confirmado como pré-candidato a vice na chapa de Cícero

É OFICIAL: Cícero Lucena confirma empresário Diogo Cunha Lima como pré-candidato a vice-governador da Paraíba em sua chapa

Empresário Diogo Cunha Lima (PSD) e o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB) - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O ex-prefeito de João PessoaCícero Lucena (MDB), confirmou nessa segunda-feira (27) a escolha do empresário Diogo Cunha Lima (PSD) como pré-candidato a vice-governador na chapa que disputará o Governo da Paraíba nas eleições de outubro. O anúncio, feito durante coletiva de imprensa, consolida a formação da chapa majoritária liderada por Cícero e marca mais um movimento estratégico na disputa pelo Palácio da Redenção.

Em declaração, Cícero destacou a construção conjunta do projeto político e afirmou que a escolha representa a continuidade de uma trajetória de alianças e gestão compartilhada. “Definimos o programa de governo juntos, estamos administrando ideias e colhendo resultados que podem ser ampliados para toda a Paraíba. Tivemos muitos nomes qualificados nesse processo, mas, para minha alegria e satisfação, comunico à Paraíba que o nosso companheiro de chapa é Diogo Cunha Lima”, afirmou.

Nos bastidores, aliados do grupo avaliam que a escolha de Diogo tem forte peso estratégico, especialmente pelo vínculo do empresário com Campina Grande, segundo maior colégio eleitoral do estado.

A avaliação interna é de que a composição busca fortalecer a presença da chapa na região e ampliar o diálogo com diferentes segmentos políticos, inclusive setores da oposição local. Além disso, a movimentação é vista como uma tentativa de consolidar competitividade eleitoral em uma área considerada decisiva para o resultado da disputa estadual.

Reedição de um movimento histórico

Aliados também fazem uma leitura simbólica da escolha, lembrando a eleição de 1990, quando o então empresário da construção civil Cícero Lucena, natural de São José de Piranhas, integrou a chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Campina Grande, Ronaldo Cunha Lima, na disputa pelo Governo do Estado.

A comparação é usada como referência política para reforçar a estratégia de aproximação entre lideranças da capital e de Campina Grande, em uma tentativa de ampliar capilaridade eleitoral.

Nas últimas semanas, Diogo Cunha Lima já vinha aparecendo em eventos públicos ao lado de Cícero Lucena, o que reforçou os sinais de alinhamento político entre ambos. A confirmação oficial apenas consolida uma articulação que vinha sendo construída nos bastidores.

A expectativa do grupo é de que a nova composição ajude a impulsionar a pré-campanha e fortaleça a presença da chapa em regiões-chave da Paraíba.

Com a definição, a chapa de Cícero avança na estruturação para a disputa de 2026, em um cenário que já conta com outras movimentações importantes no campo político estadual e deve ganhar intensidade nos próximos meses.

Veja o momento do anúncio do nome de Diogo Cunha Lima:


Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 | Por Lucas Duarte / Fonte83

segunda-feira, 27 de abril de 2026

118 municípios paraibanos têm situação de emergência reconhecida

Governo Federal amplia para 118 os municípios da Paraíba em estado de emergência por estiagem, entre eles São José de Princesa e Igaracy

Foto: Clóvis Miranda/Fotos Públicas

O Governo Federal reconheceu a situação de emergência por estiagem nos municípios de Igaracy e São José de Princesa, no Sertão da Paraíba. A medida foi oficializada em portaria publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (27) e permite que as cidades solicitem apoio para enfrentar os efeitos da seca. Com a atualização, o estado passa a ter 118 municípios em situação de emergência reconhecida.

Com o reconhecimento, as prefeituras ficam aptas a requisitar recursos federais para ações de defesa civil. Entre as medidas previstas estão a compra de cestas básicas, água mineral, refeições para trabalhadores e voluntários, além de kits de higiene pessoal, limpeza de residências e materiais de dormitório.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o reconhecimento ocorre quando o município comprova a necessidade de apoio externo diante dos impactos causados por desastres climáticos.

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