PRECIPITADO: Antes mesmo do julgamento do recurso de Carla Zambeli, Alexandre de Moraes cobrou ação do governo brasileiro para extradição da ex-deputada
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrou que o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Ministério das Relações Exteriores MRE) tomassem providências para efetivar a extradição da ex-deputada Carla Zambelli da Itália para o Brasil.
Alexandre de Moraes respondeu a ofício enviado na semana passada ao seu gabinete e no qual a Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas pedia que o Supremo enviasse ao MJSP garantias sobre as condições em que Carla Zambelli deveria ficar presa.
Tais garantias haviam sido pedidas pela Justiça italiana em meio ao processo de extradição de Carla Zambelli, que fugiu para a Itália em junho do ano passado, após ter sido condenada pelo Supremo a 10 anos e 8 meses de prisão por ter sido mentora de uma invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Em despacho publicado na última quarta-feira (20), Alexandre de Moraes afirmou que tais garantias, traduzidas para o idioma italiano, já tinham sido enviadas ao MJSP em novembro do ano passado, que por sua vez encaminhou as informações para que o Itamaraty as apresentasse à Justiça da Itália.
“Tendo em vista o exposto, DETERMINO a expedição de ofício ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas) e ao Ministério das Relações Exteriores, para que adotem as providências necessárias à efetivação da extradição”, escreveu o ministro.
Caso viesse mesmo para o Brasil, Carla Zambelli deveriá ser levada para
cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida
como Colmeia.
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Extradição
Após ir para a Itália, país do qual tem cidadania, Carla Zambelli voltou a ser condenada pelo Supremo em outro processo, na qual foi sentenciada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
Essa segunda condenação está relacionada ao episódio em que Carla Zambelli sacou uma arma à luz do dia numa rua de São Paulo, enquanto perseguia um homem que a havia criticado. O episódio ocorreu em outubro de 2022, pouco antes do segundo turno da eleição.
Com a nova condenação, o Supremo reforçou o pedido de extradição feito à Itália por intermédio do governo brasileiro.
A Corte de Apelação de Roma já havia decidido favoravelmente à extradição da ex-deputada duas vezes, uma para cada condenação. A defesa dela, contudo, apresentou recursos à Corte de Cassação, em Roma, que ainda estavam pendentes de julgamento. A alegação principal é que ela sofre de perseguição política.
Ainda que a Justiça italiana aprovasse a extradição, a palavra final caberia ao ministro da Justiça do país europeu, que tem a prerrogativa de chancelar ou não a decisão judicial. Atualmente, Carla Zambelli estava encarcerada no presídio de Rebibbia, em Roma.







