segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Quem partiu sabe que você lembra?

Veja o que o Espiritismo revela sobre o luto no Dia de Finados

A data desperta dúvidas silenciosas sobre o luto; entenda como o Espiritismo acolhe a saudade e ressignifica a homenagem aos que partiram

Resumo

Segundo o Espiritismo, o Dia de Finados celebra a continuidade da vida e dos laços afetivos além da morte biológica. As homenagens e preces alcançam os espíritos imediatamente, pois o pensamento atravessa planos espirituais, levando paz e conforto. Assim, a visita ao túmulo é apenas uma representação simbólica para quem fica, enquanto a verdadeira conexão ocorre na sintonia do afeto e da lembrança sincera, assegurando que o amor verdadeiro jamais se perde.

Veja o que o Espiritismo revela sobre o luto no Dia de Finados ´Foto: Canva / Bons Fluidos

O Dia de Finados costuma mexer com os sentimentos. Enquanto muitos se organizam para separar flores, limpar lápides e conferir o horário de funcionamento dos cemitérios, um silêncio íntimo ecoa questionamentos que raramente são ditos em voz alta: quem partiu sabe que eu lembro? Adianta realmente ir até o túmulo? E se a distância ou a dor impedirem a visita, o ente querido vai se sentir esquecido? Para quem busca respostas que acolham o coração sem cair em dogmas rígidos, a visão do Espiritismo sobre a data oferece um refúgio de lucidez e profunda consolação.

O Espiritismo e a verdadeira essência do Dia de Finados

Questões seculares como essas foram endereçadas por Allan Kardec aos Espíritos superiores durante a elaboração do Livro dos Espíritos. A codificação espírita esclarece que o hábito de cultuar a memória de quem já partiu não é mero acaso cultural, mas sim o reflexo natural de uma intuição humana profunda: a certeza velada de que a vida não se resume à matéria. O falecimento do corpo físico, chamado de desencarnação, encerra a experiência biológica, mas preserva intacta a individualidade, a história e os afetos do Espírito.

Dessa forma, as homenagens prestadas em novembro não representam um culto à morte, mas o reconhecimento afetuoso de que os laços de amor continuam vivos além do véu físico.

A força da prece, o papel das visitas e a superação do luto

Um dos pontos mais reconfortantes da doutrina é a constatação de que o pensamento afetuoso atravessa planos. Por isso, quando direcionamos uma lembrança ou uma oração a quem partiu — seja em casa, na cozinha numa terça-feira comum, ou em pé diante de uma lápide —, essa vibração amorosa é sentida de imediato. Traz paz e alegria aos que já se encontram no plano espiritual.

O Espiritismo nos faz lembrar que a visita ao cemitério é uma representação exterior do afeto. Um ritual para organizar as lembranças de quem fica. No entanto, o verdadeiro encontro espiritual acontece por meio do pensamento sincero. Assim, a saudade deixa de ser uma ferida aberta para se transformar em sintonia sutil Mostra que a continuidade da vida é a maior prova de que o amor verdadeiro jamais se perde no tempo.

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Dia de Finados: 12 fatos e curiosidades

A data só se firmou no calendário cristão no fim do século 13; antes disso, os mortos eram celebrados em geral na Páscoa

No catolicismo romano, o Dia de Finados, celebrado em 02 de novembro, é dedicado a todos os fiéis que partiram, aos cristãos batizados que estariam no purgatório por terem morrido com a culpa de pecados menores em suas almas. Segundo a doutrina católica romana, as orações dos fiéis vivos vão ajudar a depurar essas almas a fim de prepará-las para a visão de Deus no céu. O dia é dedicado à oração e à lembrança dessas pessoas que partiram.

Confira a seguir alguns fatos sobre essa data:

01) O surgimento de um dia específico no cristianismo dedicado a todos os mortos é atribuído a Odilo, abade de Cluny (falecido em 1048). A data – 02 de novembro, na sequência no Dia de Todos os Santos (1º de novembro) – tornou-se quase que mundial antes do fim do século 13. Depois de dedicar um dia a celebrar todos os membros da igreja que estariam no céu, a Igreja Católica destina o dia seguinte a homenagear as almas em sofrimento no purgatório.

Preto, violeta e branco

02) Antes da definição estabelecida por Odilo, os mortos eram geralmente lembrados na Páscoa.

03) Acreditava-se que os mortos revisitavam suas casas na noite de Finados. Assim, velas acesas eram deixadas para guiá-los, assim como refeições e vinho para alimentá-los.

04) Antes da Reforma protestante, era costume os cristãos pobres oferecerem orações pelos mortos de seus vizinhos mais ricos, em troca de dinheiro ou comida (soul cakes, “bolos da alma”), sobretudo na Grã-Bretanha e na Irlanda. O hábito ainda pode ser visto em países como Áustria ou Bolívia.

05) O costume de se celebrarem três missas nessa data nas igrejas surgiu inicialmente no século 15, entre os dominicanos. No início do século 20, o papa Bento XV concedeu aos padres esse privilégio, vigente nos dias atuais.

06) Três cores se salientam nas vestes usadas pelos padres na celebração das missas nessa data. O preto significa luto; o violeta, penitência; o branco, a esperança da ressurreição.

07) No Dia de Finados, os católicos visitam os túmulos de seus entes queridos e assistem à missa. As duas atividades são consideradas indulgências plenárias, feitas em nome das almas que sofrem no purgatório. A indulgência plenária é capaz de remover a punição temporal e merecer o perdão dos pecados.

Tradições semelhantes

08) Atualmente, o Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica, a Igreja Anglicana e a Igreja Ortodoxa Oriental. Na Igreja Anglicana, a data é opcional, mas adotada pela maioria das igrejas. Os ortodoxos celebram, além do Dia de Finados propriamente dito, os “Sábados das Almas” (sete por ano), dedicados aos mortos.

09) A Igreja Luterana e a Igreja Metodista, assim como a Igreja Anglicana, consideram o Dia de Finados uma extensão do Dia de Todos os Santos, em vez da visão católica romana da indulgência plenária.

10) Em países de língua espanhola, o Dia de Finados é chamado de Dia de los Muertos ou Dia de los Difuntos. Nessa ocasião, deixa-se comida para os mortos. A celebração dessa data no México é a mais famosa de todas.

11) Em Malta, o porco assado é uma tradição culinária dessa data.

12) Três países asiáticos têm tradições semelhantes à do Dia de Finados. No Japão, é o Festival Bon; na China, o Festival dos Fantasmas; e na Índia, o Pitru Paksha.

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02 de novembro: uma data de memória e reflexão

DIA DE FINADOS: entenda por que o dia 02 de novembro é dedicado à memória dos mortos

Nesta segunda-feira (02 de novembro), milhões de brasileiros celebram o Dia de Finados, uma data dedicada à lembrança de familiares, amigos e pessoas queridas que já faleceram. O feriado nacional é marcado por visitas aos cemitérios, celebrações religiosas, homenagens e momentos de reflexão sobre a vida, a morte e a saudade.

Embora seja uma tradição profundamente enraizada na cultura brasileira, a escolha do dia 2 de novembro possui uma explicação histórica ligada à Igreja Católica e a costumes religiosos que atravessaram séculos.

Como surgiu o Dia de Finados?

A tradição de dedicar um dia específico à memória dos mortos ganhou força na Europa durante a Idade Média.

No ano de 998, Santo Odilo, abade do mosteiro beneditino de Cluny, na França, estabeleceu que os religiosos de sua comunidade deveriam dedicar o dia 2 de novembro à oração pelos fiéis falecidos.

A prática se espalhou por outros mosteiros e, gradualmente, foi incorporada à tradição da Igreja Católica.

Antes disso, os cristãos já realizavam orações e celebrações em memória dos mortos, mas não existia uma data universalmente adotada para essa finalidade.

Com o passar dos séculos, o Dia de Finados tornou-se uma celebração religiosa amplamente reconhecida, especialmente em países de tradição católica.

Por que a homenagem acontece em 02 de novembro?

A escolha da data está diretamente relacionada ao Dia de Todos os Santos, celebrado pela Igreja Católica em 1º de novembro.

Enquanto o Dia de Todos os Santos homenageia aqueles que, segundo a fé católica, alcançaram a santidade, o Dia de Finados é dedicado à oração por todos os fiéis falecidos.

Na tradição católica, a celebração também está associada à crença na vida eterna e à oração pelas almas que passam pelo processo de purificação espiritual.

A proximidade entre as duas datas reforça a ligação religiosa entre a memória dos santos, a esperança na ressurreição e a lembrança daqueles que morreram.

Por que o Dia de Finados é feriado no Brasil?

No Brasil, o Dia de Finados é considerado feriado nacional. A data já constava entre os feriados previstos no Decreto-Lei nº 486, de 1938, e foi posteriormente incluída na Lei nº 10.607, de 19 de dezembro de 2002, que estabelece o calendário de feriados nacionais.

A celebração chegou ao país por influência da tradição católica portuguesa e, ao longo dos anos, passou a fazer parte dos costumes brasileiros.

Atualmente, mesmo pessoas que não seguem uma religião específica aproveitam a data para prestar homenagens e recordar familiares e amigos falecidos.

Flores, velas e orações marcam as homenagens

Entre as tradições mais conhecidas do Dia de Finados estão as visitas aos cemitérios, a limpeza e ornamentação dos túmulos, a colocação de flores e o acendimento de velas.

Na tradição cristã, as flores representam carinho, respeito e saudade, enquanto as velas simbolizam a luz, a fé e a esperança na vida eterna.

As igrejas católicas também costumam realizar missas especiais em memória dos falecidos. Em algumas cidades, as celebrações acontecem dentro dos próprios cemitérios.

Além das manifestações religiosas, a data representa um momento de reunião familiar e de preservação das lembranças daqueles que fizeram parte da história de cada pessoa.

Como a data é celebrada em outros países?

Embora o Dia de Finados seja associado principalmente à tradição católica, diferentes culturas possuem maneiras próprias de homenagear os mortos.

No México, por exemplo, o Día de los Muertos é uma das celebrações culturais mais importantes do país. A tradição reúne altares decorados, flores, fotografias, alimentos e manifestações artísticas que simbolizam a continuidade dos vínculos entre vivos e mortos.

A celebração mexicana combina elementos indígenas e cristãos e foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Já no Brasil, a data costuma ser marcada por manifestações mais reservadas, relacionadas à saudade, à reflexão e às homenagens familiares.

Uma data de memória e reflexão

Mais de mil anos após a instituição da celebração no calendário cristão, o Dia de Finados continua sendo uma ocasião significativa para milhões de pessoas.

Para os religiosos, a data representa um momento de oração e esperança na vida eterna. Para outras pessoas, é uma oportunidade de recordar histórias, preservar memórias e reconhecer a importância daqueles que já partiram.

Independentemente das crenças, o 2 de novembro permanece como um dia dedicado à memória, ao respeito e aos laços afetivos que continuam presentes mesmo após a morte.

Blog JURU EM DESTAQUE com Tribuna de Guarulhos

Dia de Finados: a celebração dos fiéis defuntos

Você conhece a origem da celebração de Finados? Entenda por que a Igreja reza pelos fiéis defuntos e saiba como receber indulgência neste dia

O luto acabará quando enfim pudermos nos reencontrar para um abraço apertado na eternidade. Então tudo ficará bem!

A morte não apenas encerra nossa vida terrena, mas também sela o destino da graça divina que aceitamos ou rejeitamos. Por isso, celebrar finados é lembrar com devoção daqueles que morreram na graça de Deus, mas ainda não estão preparados para entrar no Céu, e rezar por eles. Esta solenidade de finados (ou dos fiéis defuntos) faz com que nos deparemos com a eternidade: uma vez que somos dotados de alma, jamais deixaremos de existir.

Neste artigo, você vai conhecer a origem da celebração de Finados e compreender como pode contribuir com a salvação das almas através de indulgências. A morte é um evento inevitável. No entanto, Aquele que triunfou sobre a morte convida a nos unirmos em oração, por meio da comunhão dos santos, na esperança de que todos nos encontremos na glória celestial um dia.

O que é a celebração dos fiéis defuntos?

A Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos é uma celebração de profundo significado teológico e espiritual, pois nos convida a refletir sobre o mistério da existência humana, desde o dom da vida até a morte e a eternidade. À luz da fé católica, essa reflexão não se limita à finitude da vida terrena, mas se abre à esperança da ressurreição e à promessa da vida eterna. Afinal, cremos em um Deus que é Criador e justo Juiz, mas também Pai misericordioso, que nos chama à comunhão eterna consigo. Por isso, nesta celebração, a Igreja nos recorda a importância da esperança cristã e da oração pelas almas dos fiéis defuntos.

Após a morte, as almas enfrentam o juízo particular, que determina seu destino eterno: para o inferno, para o céu ou o para Purgatório. Sendo assim, no Dia de Finados, não rezamos pela salvação das almas dos fiéis defuntos — pois seus destinos já estão estabelecidos de forma definitiva. Em vez disso, oferecemos sufrágios pelas almas do purgatório, que já estão salvas, mas ainda se encontram em um estágio de purificação.

Apesar de as almas do Purgatório já não poderem fazer mais nada em relação ao seu destino, podemos ajudá-las a aliviar o tempo dessa pena por meio de orações, missas, esmolas, jejuns e indulgências. Embora não saibamos com certeza o destino de uma alma após a morte, a esperança de que Deus oferece auxílio à salvação nos motiva a rezar por todos os fiéis defuntos.

flores sobre o túmulo, dia de finados

Portanto, a Igreja nos convida, não somente no Dia de Finados, mas especialmente nesta data, a dedicar orações, jejuns e esmolas em benefício das almas que estão no Purgatório, aguardando a purificação necessária antes de entrarem no Reino celeste. Através deste gesto, manifestamos a nossa fé ao zelar pelas almas daqueles que partiram desta vida na graça de Deus, mas que ainda precisam se purificar de seus pecados.

Quando é o dia de Finados?

A celebração dos fiéis defuntos acontece em 2 de novembro. Neste dia, a Igreja exorta os católicos a cumprir um dever de caridade para com seus irmãos fiéis já falecidos.

Origem da celebração

A celebração dos fiéis defuntos, conhecida como Dia de Finados, tem raízes antigas na história da piedade humana para com os falecidos. No entanto, seu caráter teológico se consolidou com o advento do cristianismo. Registros das catacumbas mostram que os primeiros cristãos esculpiam a figura de Lázaro nos túmulos, expressando a esperança de que seus entes queridos pudessem ressuscitar por meio de Cristo.

No século IX, a celebração litúrgica de um falecido começou a tomar forma, inspirada pelo costume monástico de dedicar um dia inteiro de orações pelos falecidos nos mosteiros — no século VII. Essa tradição já existia no rito bizantino. Celebrava-se os mortos no sábado anterior à Sexagésima, um período entre o fim de janeiro e o mês de fevereiro. E, em 809, o Bispo de Trier, Dom Amalário Fortunato de Metz, introduziu a memória litúrgica dos falecidos no dia seguinte à Festa de Todos os Santos, aqueles que já se encontram no Céu.

No entanto, a solenidade de Finados foi estabelecida por ordem de Santo Odilo de Mercoeur, abade de Cluny, em 998, que rezava incansavelmente pelas almas do purgatório. Ele instituiu a prática de dedicar um dia inteiro de orações aos falecidos em sua abadia, Cluny, e nos mosteiros associados a ela. Isso incluía a recitação de Vésperas, Matinas e Laudes, bem como a celebração de uma Missa especial pelo repouso eterno das almas.

Esse costume foi, portanto, ampliado para toda a Igreja, sendo o dia 2 de novembro escolhido para esta celebração. A caridade deste santo para com as almas do purgatório evidencia para nós a importância da caridade e da oração em benefício das almas após a morte. Não à toa, é uma data importante no calendário litúrgico da Igreja Católica.

Indulgências de finados

cemitério finados flores

Uma vez que a Igreja nos convida a auxiliar os fiéis defuntos, ela nos disponibiliza os meios mais eficazes para esse propósito. As indulgências representam um valioso tesouro tanto para os fiéis vivos quanto para aqueles que já partiram desta vida. No entanto, como os fiéis defuntos já não podem mais contribuir para a própria salvação, cabe a nós praticar a caridade e a misericórdia para com eles.

Para receber a indulgência de finados é necessário

  • Visitar um cemitério, no Dia de Finados, ou nos oito primeiros dias de novembro. Não é necessário que a pessoa pela qual você deseja rezar esteja sepultada no lá;
  • Rezar pelos fiéis defuntos enquanto estiver no cemitério. Reze pelas almas dos fiéis defuntos, especialmente pela alma que você deseja ajudar; e
  • Observar as condições de costume para obter indulgências: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Santo Padre, o Papa.

Você pode realizar tais obras dentro do período de uma semana, do dia 1º ao dia 8 de novembro. A oração pelo Papa, pode ser feita imediatamente. Além disso, é importante realizar a confissão, mesmo que você não esteja em pecado mortal. Nesse caso, ela tem um caráter devocional e está direcionada à obtenção da indulgência plenária. A comunhão pode ser recebida no mesmo dia, antes ou depois da confissão.

Portanto, você pode receber uma Indulgência Plenária, exclusiva às almas dos fiéis defuntos, se, dentro desses 8 dias, rezar pelos falecidos e visitar um cemitério, seguindo as condições habituais. Além disso, é possível obter a Indulgência Plenária para os fiéis defuntos ao visitar uma igreja de maneira piedosa no Dia de Finados e lá recitar um Pai Nosso e um Credo. Contudo, é preciso também cumprir o costume: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração na intenção do Sumo Pontífice.

Conclusão: finados, a morte e a eternidade

O Dia de Finados é uma ocasião que nos lembra da importância da oração e da caridade em relação aos fiéis defuntos. A devoção aos mortos é uma prática antiga, enraizada na piedade cristã, que nos leva a refletir sobre a eternidade e a salvação das almas — inclusive da nossa própria alma.

As Sagradas Escrituras também nos instruem a rezar pelos fiéis defuntos. No Segundo livro de Macabeus, lemos: Pois, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma belíssima recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento. Eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas.

Além disso, o Catecismo da Igreja nos ensina que “ao morrer, cada homem recebe na sua alma imortal a retribuição eterna, num juízo particular que põe a sua vida em referência a Cristo, quer através duma purificação, quer para entrar imediatamente na felicidade do céu, quer para se condenar imediatamente para sempre.” Sendo assim, a devoção aos fiéis defuntos nos recorda que a vida não termina com a morte, mas continua na eternidade.

Se hoje nós rezamos pelos fiéis defuntos, esperamos também que um dia alguém reze pela nossa alma. À medida que intercedemos pelos falecidos e visitamos cemitérios, lembramos da importância da caridade e da esperança na misericórdia de Deus. Portanto, no dia de finados, assim como durante toda a nossa vida terrena, somos chamados a nutrir nossa esperança na eternidade e a praticar a caridade em favor das almas que anseiam pelo descanso eterno na presença de Deus.

domingo, 1 de novembro de 2026

Veja quando a 1ª e 2ª parcela do 13º salário vai cair na conta

Primeira parcela corresponde, normalmente, a 50% do valor total do décimo terceiro salário

Nessa etapa, não são aplicados descontos de INSS ou Imposto de Renda. O cálculo do adiantamento considera a remuneração utilizada como referência pelo empregador.

Quando o décimo terceiro vai cair na conta? Veja data da 1ª e 2ª parcela
© Shutterstock

Os trabalhadores brasileiros já podem se organizar para receber o 13º salário de 2026. Neste ano, a segunda parcela será antecipada para 18 de dezembro, uma sexta-feira, porque o prazo legal de 20 de dezembro cai em um domingo. A primeira parte do benefício deverá ser depositada até 30 de novembro, segunda-feira. 

A antecipação não representa uma alteração na legislação trabalhista. A data foi ajustada em razão do calendário, respeitando a exigência de que o pagamento seja realizado dentro do prazo previsto para a gratificação natalina.

Como funciona o pagamento das parcelas?

A primeira parcela corresponde, normalmente, a 50% do valor total do 13º salário. Nessa etapa, não são aplicados descontos de INSS ou Imposto de Renda. O cálculo do adiantamento considera a remuneração utilizada como referência pelo empregador.

Já na segunda parte, a empresa desconta o valor antecipado e aplica os encargos legais, incluindo a contribuição previdenciária e o Imposto de Renda, quando cabíveis. Por esse motivo, o trabalhador pode receber um segundo depósito menor que o primeiro.

Quem tem direito ao 13º salário?

O benefício é destinado aos trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos e rurais, além de aposentados e pensionistas da Previdência Social, conforme as regras de cada categoria.

No caso dos empregados, cada mês trabalhado conta para o cálculo quando há pelo menos 15 dias de atividade no período. Quem não trabalhou durante os 12 meses do ano recebe o valor proporcional.

Pessoas afastadas por licença-maternidade ou por doença e acidente também podem ter direito à gratificação, de acordo com as regras aplicáveis. Na demissão sem justa causa, o 13º proporcional deve integrar as verbas rescisórias. Na dispensa por justa causa, esse pagamento proporcional pode não ser devido.

Como calcular o valor do benefício?

Quem trabalhou o ano inteiro e recebe salário fixo geralmente tem direito a um 13º bruto equivalente à remuneração mensal de referência. Para calcular o valor proporcional, divide-se o salário por 12 e multiplica-se o resultado pela quantidade de meses contabilizados.

Por exemplo, quem recebe R$ 2.400 mensais e tem direito aos 12 meses receberá R$ 2.400 brutos. A primeira parcela será, em regra, de R$ 1.200, enquanto a segunda corresponderá ao saldo, descontados os encargos aplicáveis.

Blog JURU EM DESTAQUE com Notícias ao Minuto

Aniversariantes do dia (em dose dupla)

Os parabéns especiais do Blog JURU EM DESTAQUE deste domingo, 1º de novembro, são para os meus irmãos 'gêmeos bivitelinos', Francinete (Neta) e Francisco (Dada)

Parabéns, meus amados irmãos!
Que a vida sempre traga alegrias em dobro para vocês dois, mantendo essa cumplicidade única e característica dos gêmeos, mesmo com cada um seguindo seu próprio caminho.
Feliz aniversário!

Dia de Todos os Santos

Conheça a origem da Solenidade de Todos os Santos, festa religiosa celebrada no dia 1º de novembro

Por Fra Angelico / Domínio público / Wikimedia Commons

No dia 1º de novembro, a Igreja celebra a Solenidade de Todos os Santos. Segundo a tradição, ela foi colocada neste dia, logo após 31 de outubro, porque os celtas ingleses (pagãos) celebravam as bruxas e os espíritos que vinham se alimentar e assustar as pessoas nesta noite (Halloween).

A Igreja militante e a Igreja triunfante

Nesse dia, a Igreja militante (que luta na Terra) honra a Igreja triunfante do Céu, “celebrando, numa única solenidade, todos os Santos” – como diz o sacerdote na oração da Missa –, para render homenagem àquela multidão de santos que povoam o Reino dos Céus, que São João viu no Apocalipse:

“Ouvi, então, o número dos assinalados: 144 mil assinalados, de toda tribo dos filhos de Israel. Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam-se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão”.
“Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro.” (Ap 7,4-14)

Essa imensa multidão de 144 mil, que está diante do Cordeiro, compreende todos os servos de Deus, aos quais a Igreja canonizou por meio da decisão infalível de algum Papa, e todos aqueles, incontáveis, que conseguiram a salvação, e que desfrutam da visão beatífica de Deus. Lá, “eles intercedem por nós sem cessar”, diz uma de nossas orações eucarísticas. Por isso a Igreja recomenda que os pais ponham nomes de santos em seus filhos.

O significado simbólico dos 144 mil

Esses 144 mil significam uma grande multidão (12 x 12 x 1000). O número doze e o número mil significavam para os judeus antigos plenitude, perfeição e abundância; não é um valor meramente aritmético, mas simbólico. A Igreja já canonizou mais de 20 mil santos, mas há muito mais que isso no Céu. No livro Relação dos Santos e Beatos da Igreja, eu pude relacionar, de várias fontes, quase 5 mil dos mais importantes; e os coloquei em ordem alfabética.

Todos os santos se tornam intercessores no Céu

A constituição dogmática Lumen Gentium do Vaticano II lembra:

“Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós junto ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por seguinte, pela fraterna solicitude deles, a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (LG 49; §956).

Na hora da morte, São Domingos de Gusmão dizia a seus frades: “Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida”. E Santa Teresinha confirmava esse ensino dizendo: “Passarei meu céu fazendo bem na terra”.

O nosso Catecismo diz: “Na oração, a Igreja peregrina é associada à dos santos, cuja intercessão solicita” (§2692).

A marca dos santos são as bem-aventuranças que Jesus proclamou no Sermão da Montanha, por isso esse trecho do Evangelho de São Mateus (Mt 5,1ss) é lido nesta Missa. Os santos viveram todas as virtudes, e por isso são exemplos de como seguir Jesus Cristo. Deus prometeu dar a eterna bem-aventurança aos pobres em espírito, aos mansos, aos que sofrem e aos que têm fome e sede de justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração, aos pacíficos, aos perseguidos por causa da justiça e a todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa pública e da humilhação.

Somos chamados a ser santos

Essa Solenidade de Todos os Santos vem do século IV. Em Antioquia, celebrava-se uma festa por todos os mártires no primeiro domingo depois de Pentecostes. A celebração foi introduzida em Roma, na mesma data, no século VI, e cem anos após era fixada no dia 13 de maio pelo Papa Bonifácio IV, em concomitância com o dia da dedicação do “Panteon” dos deuses romanos a Nossa Senhora e a todos os mártires. No ano de 835, essa celebração foi transferida pelo Papa Gregório IV para 1º de novembro.

A vocação universal à santidade

Cada um de nós é chamado a ser santo. Disse o Concílio Vaticano II:

“Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade” (Lg 40).

Todos são chamados à santidade: “Deveis ser perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48).

“Com o fim de conseguir essa perfeição, façam os fiéis uso das forças recebidas (…) cumprindo em tudo a vontade do Pai, dediquem-se inteiramente à glória de Deus e ao serviço do próximo. Assim, a santidade do povo de Deus se expandirá em abundantes frutos, como se demonstra, luminosamente, na história da Igreja pela vida de tantos santos” (LG 40).

O caminho da perfeição e o combate espiritual

O caminho da perfeição passa pela cruz. Não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual (cf. 2Tm 4). O progresso espiritual da oração, mortificação, vida sacramental, meditação, luta contra si mesmo, é isso que nos leva, gradualmente, a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças.

Disse São Gregório de Nissa (340):

“Aquele que vai subindo jamais cessa de ir progredindo, de começo em começo, por começos que não têm fim. Aquele que sobe jamais cessa de desejar aquilo que já conhece” (Hom. in Cant. 8).

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Tragédia no Cariri Paraibano

Acidente envolvendo van e caminhonete deixa 6 mortos e 12 feridos entre as cidades de Juazeirinho e Soledade, na Paraíba

Um acidente envolvendo uma van e uma caminhonete, na madrugada da última terça-feira (27/10), deixou seis mortos e doze feridos


TRAGÉDIA: Acidente envolvendo van e caminhonete deixa 6 mortos e 12 feridos entre as cidades de Juazeirinho e Soledade

Um acidente envolvendo uma van e uma caminhonete, na madrugada da última terça-feira (27/10), deixou seis mortos e doze feridos, entre os municípios de Soledade e Juazeirinho, no Cariri Paraibano.

O acidente aconteceu por volta das 2h30 e, segundo informações preliminares, a van trazia pacientes para João Pessoa , e a caminhonete seguia para o sertão do Estado. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), houve uma colisão frontal entre os veículos.

As equipes de socorro foram acionadas e o acidente resultou em seis mortes e doze pessoas feridas.

As circunstâncias do acidente estão em fase de apuração.

Fonte: Portal Correio - Créditos: Polêmica Paraíba

Cidades paraibanas em situação de emergência por desastres

Estiagem e chuvas extremas colocam mais de 140 cidades paraibanas em situação de emergência

Entre os municípios listados, do Sertão ao Litoral do estado, há situações de emergências decretadas pelos municípios por dois motivos.


Estiagem e chuvas extremas colocam mais de 140 cidades paraibanas em situação de emergência

A Paraíba tem atualmente 148 municípios com decretos de situação de emergência vigentes por diferentes tipos de desastres. As cidades estão distribuídas por todas as regiões do estado, do Sertão ao Litoral.

De acordo com o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), os decretos foram motivados principalmente por estiagem, chuvas intensas e alagamentos, conforme as características de cada região.

No Sertão, por exemplo, a principal causa é a estiagem. Ao todo, 108 municípios paraibanos estão em situação de emergência por causa da falta de chuvas.

Já no Litoral, 37 cidades têm decretos de situação de emergência por causa das chuvas intensas, enquanto um município enfrenta a mesma situação devido a alagamentos.

Há ainda a situação em quatro cidades no estado, em que a situação de emergência por chuvas e estiagem estão em vigor simultaneamente: Aroeiras, Itabaiana, Mogeiro e Natuba.

Ainda há na lista duas outras categorias diferentes de situação de emergência que abrangem duas cidades: Caaporã, por deslizamento de solo, e Juarez Távora, por alagamentos.

Dos 146 municípios com decretos de situação de emergência, todos já tiveram o reconhecimento federal, etapa necessária para que as prefeituras possam solicitar recursos da União para ações de assistência à população e recuperação de áreas afetadas.

Algumas das cidades em situação de emergência foram atingidas por fortes chuvas em maio, como João Pessoa e Santa Rita, que estiveram entre os municípios mais afetados pelas precipitações no estado.

Como os municípios podem pedir recursos

A situação de emergência é um reconhecimento oficial de que o município enfrenta um desastre que compromete parte da sua capacidade de resposta. Com isso, as prefeituras podem pedir apoio financeiro ao governo federal para ações de defesa civil.

Na prática, o decreto permite a solicitação de recursos para medidas como:

  • compra de cestas básicas
  • aquisição de água mineral
  • fornecimento de refeições para trabalhadores e voluntários
  • kits de limpeza de residências
  • itens de higiene pessoal e dormitório

Os pedidos devem ser feitos à Defesa Civil Nacional por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A plataforma é usada para registrar os danos causados pela estiagem e apresentar os planos de trabalho.

Após o envio das informações, a equipe técnica da Defesa Civil analisa as metas e os valores solicitados. Se houver aprovação, uma nova portaria é publicada no Diário Oficial da União com o valor que será liberado para o município.

Polêmica Paraíba com Jornal da Paraíba

Promessas feitas para a educação durante a campanha eleitoral

Governo Lula vai precisar de salto bilionário no orçamento para cumprir promessas na educação

Ainda há planos para expansão de institutos federais, recriação do Ciência sem Fronteiras, agora focado em bolsas no exterior para áreas de tecnologia e inteligência artificial, e a universalização da escola de tempo integral. Essas são promessas ainda sem custo estimado.


Governo Lula vai precisar de salto bilionário no orçamento para cumprir promessas na educação
© Getty Images

PAULO SALDAÑA / BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A próxima gestão do presidente Lula (PT) terá de garantir um aporte bilionário no MEC (Ministério da Educação) para tirar do papel as promessas feitas para a área durante a campanha eleitoral. Serão necessários ao menos R$ 7,2 bilhões extras para financiar somente a expansão de bolsas para alunos dos ensinos médio e superior. 

Ainda há planos para expansão de institutos federais, recriação do Ciência sem Fronteiras, agora focado em bolsas no exterior para áreas de tecnologia e inteligência artificial, e a universalização da escola de tempo integral. Essas são promessas ainda sem custo estimado.

O cumprimento das promessas é tensionado pela escassez atual no orçamento do MEC, como a dificuldade para manutenção das universidades, pelo pacote de bondades que superou R$ 234 bilhões, e promessas de outras áreas. Tudo em meio a pressões por ajuste nas contas públicas do país.

O orçamento de 2027 ainda não foi aprovado pelo Congresso. O projeto de lei prevê para o MEC um total de R$ 246 bilhões, 6% a mais do que o de 2026, em valores nominais – de janeiro a setembro, a inflação acumulada em 2026 é de 3,95%.

Segundo o Ministério da Fazenda, os valores não representariam, integralmente, impacto adicional no orçamento. "O governo encaminhará ao Congresso os ajustes necessários, considerando as particularidades de cada medida", diz nota. "Todos os ajustes respeitarão a meta de resultado primário e as regras do arcabouço fiscal, mantendo o compromisso com a melhoria das contas públicas."

Questionado, o Ministério do Planejamento disse que eventuais alterações no orçamento serão discutidas com o Congresso.

Promessas vultuosas para a educação não constavam no programa de governo do petista, e foram anunciadas ao longo da campanha. É o caso da universalização do Pé-de-Meia para alunos de ensino médio de escolas públicas.

O programa de bolsas e poupança foi criado em 2024 para reduzir o abandono escolar, com foco nos mais pobres. Para atender cerca de 4 milhões de estudantes por ano, o orçamento é de R$ 12 bilhões –28% da dotação discricionária da pasta. O MEC já tirou dinheiro de outras áreas, como educação de tempo integral e alfabetização, para bancá-lo.

O ensino médio público soma 6,3 milhões de matrículas. A necessidade de aporte extra é de ao menos R$ 5 bilhões por ano, o que elevaria o custo para R$ 17 bilhões. Essa nova configuração depende de aprovação de mudança na lei que criou o Pé-de-Meia. A legislação prevê a política só para alunos de baixa renda.

Com o anúncio do Pé-de-Meia Universitário, a ideia é atingir inicialmente 485 mil estudantes, com bolsas de R$ 700 durante dez meses e poupança de R$ 2.500 ao fim de cada ano da graduação. O custo inicial previsto é de R$ 4,6 bilhões.

A cúpula do MEC prevê que a operacionalização não será imediata, o que pode retardar gastos. A pasta quer integrar políticas atuais de apoio a universitários, como o programa de auxílio estudantil e bolsas para formação de professores. Essas iniciativas, incluindo as bolsas da Capes, somam neste ano R$ 2,4 bilhões. Dentro do

MEC, o entendimento é de que o programa não precisará de nova lei, e o pagamento poderá ser feito pela Capes.

A retomada do Ciência sem Fronteiras, para financiar estudantes no exterior, também surgiu ao longo da campanha. O MEC afirmou que estuda um modelo voltado a três públicos.

São eles: estudantes vencedores de competições e olimpíadas nacionais (com apoio de custos para etapas internacionais); alunos de graduação-sanduíche nas áreas de engenharia, matemática aplicada, inteligência artificial e eficiência energética; e pesquisadores de mestrado, doutorado e pós-doutorado voltados a temas de defesa, soberania, minerais críticos e terras raras.

A pasta não diz qual será o tamanho do programa, em custo e número de beneficiários. O Ciência sem Fronteiras foi criado em 2011 pela presidente Dilma Rousseff (PT), e concedeu 104 mil bolsas, consumindo R$ 13 bilhões –foi encerrado em 2017 por Michel Temer (MDB). A iniciativa foi uma das bandeiras do mandato da petista, apesar de críticas sobre o baixo impacto científico.

O presidente Lula quer chegar à marca de 1.000 campi de institutos federais. Hoje a rede é formada por 755 unidades.

De acordo com o MEC, Lula anunciou a criação de 111 unidades e tem "802 unidades autorizadas". Não há orçamento específico previsto para a expansão.

A aposta para universalizar a escola de tempo integral é o uso dos recursos do Fundeb, principal mecanismo de financiamento da educação básica. Uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) alterou as regras e obrigou, a partir de 2025, que entes direcionem 4% dos recursos para fomento de matrículas em tempo integral. Isso representa R$ 14,8 bilhões neste ano.

Da creche ao ensino médio, 25,8% dos alunos estão na modalidade, com sete horas de aulas por dia. "A complementação da União ao Fundeb passou de R$ 20 bilhões em 2020 para R$ 70 bilhões em 2026. Além disso, há expectativas que o Programa Nacional de Infraestrutura Escolar (PNIE) traga recursos adicionais", disse o MEC, em nota.

A operacionalização do PNIE depende de aprovação de nova lei, em trâmite no Congresso.

Para o professor Naércio Menezes Filho, do Insper e da USP, a realidade orçamentária indica que será muito difícil conseguir mais recursos para a educação, sobretudo porque a área passou por incrementos recentes relevantes, a exemplo do aumento do Fundeb.

"Precisamos entrar em uma fase de ajuste na economia como um todo. Não tem como expandir os gastos de maneira geral, e em educação ainda menos", diz. "Agora é hora de focar em resultados, e o principal deles é a melhoria de aprendizagem."

Naércio critica a ideia de universalizar o Pé-de-Meia no ensino médio. Já a educação de tempo integral é vista como positiva, por causa de evidências favoráveis.

"Tem muita coisa para fazer além de dinheiro. É preciso racionalizar, ver se as políticas estão tendo impacto, tirar as que não funcionam e não expandir programas sem avaliação de impacto".

Para Ernesto Faria, do Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), o governo tem conseguido induzir agendas importantes, como a educação integral, alfabetização e tem buscado algo parecido para matemática.

"Isso é muito positivo. Mas é essencial que as agendas estruturais avancem: as avaliações externas precisam ser revisadas e medir uma aprendizagem mais profunda", diz. "Por fim, o olhar para a eficiência no uso dos recursos é essencial no cenário fiscal do país".

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O futuro do presidente Donald Trump na Casa Branca

Eleição nos Estados Unidos define futuro de Trump nesta terça-feira (03/11); a votação de meio de mandato elege Câmara e 1/3 do Senado

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Os cerca de 210 milhões de eleitores dos Estados Unidos (EUA) vão às urnas na próxima terça-feira (03/11) para eleger todos os 435 deputados da Câmara dos Representantes, além de 35 das 100 cadeiras do Senado. Os estadunidenses ainda devem escolher governadores em 36 dos 50 estados do país.

O resultado define o futuro do presidente Donald Trump na Casa Branca porque os democratas podem conquistar maioria no Congresso, o que teria repercussões políticas também para o Brasil.

Isso porque a oposição tem questionado a Casa Branca sobre supostas interferências de Trump no Brasil, como o financiamento dos EUA para campanhas contra o Supremo Tribunal Federal (STF).  

Atualmente, as duas casas legislativas contam com uma apertada maioria de republicanos, o que concede maior liberdade para Trump implementar suas políticas.

Pesquisas de opinião têm indicado uma vitória dos democratas devido, entre outros motivos, ao aumento do custo de vida da população. A guerra iniciada por Trump contra o Irã é apontada como uma das causas da inflação já que aumentou o preço dos combustíveis após as restrições a navegação no Estreito de Ormuz.

Ao longo dos últimos meses, a desaprovação do presidente dos Estados Unidos vem crescendo e alcançou 61%, contra 36% de aprovação, segundo uma média de pesquisas calculada pelo jornal The New York Times.

Nesse cenário desfavorável, Trump prometeu pagar US$ 5 mil para cada adulto do país caso os republicanos vençam as eleições da Câmara e do Senado e tem viajado o país nos últimos dias em campanha para os aliados.

Paulo Abraão é diretor-executivo da Brazil Office Alliance – organização que conecta pesquisadores brasileiros que atuam nos Estados Unid0s – e avalia que o resultado da eleição vai definir o controle que o Legislativo terá sobre o presidente Trump.  

“Se a oposição conquistar uma das Casas, poderá ampliar investigações, exigir explicações do governo e dificultar sua agenda legislativa. O controle da Câmara é particularmente relevante para a fiscalização”, explicou à Agência Brasil.

Abraão acrescentou que o controle do Senado dá poder para confirmar ou rejeitar a nomeação de autoridades e juízes.

“Se os republicanos mantiverem as duas Casas, Trump terá condições políticas mais favoráveis para avançar sua agenda, embora isso não elimine divergências dentro do próprio partido”, completou o diretor da Brazil Office Alliance.

Sobre o processo eleitoral, Trump vem lançando uma série de dúvidas relacionadas à segurança do sistema nos Estados Unidos. Em 2020, ao perder para Joe Biden, Trump acusou a eleição de ter sido fraudada, mas não apresentou provas. Na última semana, quando questionado por jornalistas, Trump disse que respeitaria o resultado “se forem eleições honestas”.

Política externa

Há uma expectativa de que uma vitória democrata promova alguma mudança na política externa dos EUA, em especial, em relação à guerra no Irã. O especialista Paulo Abraão pondera que a Presidência dos Estafos Unidos tem uma ampla margem de ação na política externa, ainda que sem maioria no Parlamento.

“Um Congresso mais independente pode aumentar os custos políticos, fiscalizar decisões e disputar recursos, sem comandar a diplomacia”, destacou.

Repercussão para o Brasil

O enfraquecimento político de Donald Trump, caso perca maioria em uma ou nas duas Casas do Congresso, deve repercutir também nas relações dos Estados Unidos com o Brasil, marcada pelo tarifaço e atritos com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Abraão avalia que os democratas podem ampliar a investigação sobre a atuação da família Bolsonaro nos Estados Unidos, expondo suas conexões com o governo Trump.

“Parlamentares democratas já vêm cobrando explicações [sobre supostas interferências de Trump no Brasil]. O ponto central seria esclarecer se instrumentos do Estado americano foram utilizados para favorecer um grupo político estrangeiro, por quais razões e sob quais fundamentos”, argumentou.

Ele aponta que uma investigação parlamentar poderia apurar a denúncia contra a Meta, dona do Facebook, Instagram e Whatsapp, de favorecer o candidato Flávio Bolsonaro durante a eleição no Brasil.

A redução do alcance nas redes das contas ligadas ao candidato Lula foi justificada pela big tech como “problemas técnicos”.

"Uma mudança no controle do Congresso pode transformar cobranças, hoje expressas em cartas, em investigações com maior capacidade de produzir provas e exigir respostas. Isso não é automático, depende das prioridades da nova maioria e pode enfrentar resistência e disputas judiciais", finalizou o também professor de direito Paulo Abraão.

Nas últimas semanas, congressistas democratas têm questionado a Casa Branca, por meio de cartas, desde a ação da Meta nas eleições brasileiras, até a decisão de revogar o visto da embaixadora do Brasil nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

Na última quinta-feira (30), os democratas cobraram explicações sobre o envolvimento da Casa Branca na fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil, apesar da Justiça brasileira ter proibido a saída do parlamentar. Flávio responde processos por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.

Prefeitura de Imaculada entra na mira da justiça

Denúncia de duas vereadoras coloca contratos da gestão de Imaculada, no Sertão da Paraíba, na mira do Ministério Público

A Prefeitura de Imaculada, no Sertão da Paraíba, passou a ser alvo de investigação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que instaurou, nessa sexta-feira (30), um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades em contratos firmados pela gestão do prefeito Leandro Lima Ramos com uma fornecedora de alimentos e materiais de limpeza.

A investigação teve origem em uma denúncia apresentada pelas vereadoras Thais Maria e Elidiane Pereira. Segundo as parlamentares, a empresa recebe pagamentos da administração municipal desde 2022, mas o endereço informado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) não apresenta identificação comercial que permita reconhecer o estabelecimento como fornecedor.

A suspeita levantada na denúncia é de que a empresa funcione como uma possível organização de fachada, popularmente conhecida como empresa fantasma.

O promotor Caio Rodolfo Ramos Imamura, da Promotoria de Justiça de Água Branca, considerou que os elementos apresentados justificam o aprofundamento das apurações. Segundo ele, a abertura do procedimento não representa antecipação de conclusão sobre eventual responsabilidade dos envolvidos.

Até o momento, não foram divulgados os valores dos contratos firmados entre a empresa e a Prefeitura de Imaculada. A investigação tramita sob sigilo.

A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da contratação, a efetiva prestação dos serviços e o cumprimento das obrigações assumidas pela fornecedora junto à administração municipal.

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