quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Efraim aceita desafio de Aguinaldo

Senador Efraim Filho responde a Aguinaldo e aceita confronto direto sobre governo Lucas Ribeiro: “Será um prazer debater com quem manda no governo, é só marcar”

Senador Efraim Filho

O senador e candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho, respondeu ao desafio feito pelo deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) após o debate realizado pelo Sistema Arapuan. O parlamentar afirmou que não pretende recuar das críticas ao governo de Lucas Ribeiro e aceitou discutir pessoalmente com Aguinaldo.

“Será um prazer debater com quem, na verdade, está mandando no governo”, provocou Efraim, em resposta ao deputado, que saiu em defesa do sobrinho após considerar que as declarações feitas pelo senador durante o debate atingiram diretamente o grupo político.

Efraim também justificou o tom adotado no confronto e afirmou que apenas reagiu às provocações feitas por Lucas Ribeiro. Segundo ele, o governador teria iniciado os ataques, com ofensas e declarações que o senador considera falsas. “Pode ter certeza, eu não vou recuar. Sempre que agredido, vamos responder na mesma moeda”, afirmou.

Aguinaldo Ribeiro havia desafiado Efraim para um debate cara a cara após o confronto. O senador não fugiu da provocação e colocou-se à disposição para o encontro. “Fico à inteira disposição, é só marcar”, declarou.

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 | Por Ingreson Derze

Nomes confirmados para vice de Lucas e suplentes de João

Lígia Feliciano é anunciada como vice de Lucas Ribeiro; ex-governador João Azevêdo define suplentes ao Senado Federal

A médica e ex-vice-governadora Lígia Feliciano (União Brasil) fez, na noite dessa terça-feira (11), seu primeiro discurso após ser anunciada como candidata a vice-governadora na chapa de Lucas Ribeiro (PP). A declaração ocorreu durante uma plenária em João Pessoa, poucas horas depois da confirmação de seu nome na composição para as eleições deste ano.

Lígia já ocupou a vice-governadoria da Paraíba por dois mandatos consecutivos. Em 2014, foi eleita ao lado de Ricardo Coutinho e, em 2018, integrou a chapa vencedora de João Azevêdo.

Durante o discurso, Lígia afirmou que recebeu o convite de Lucas Ribeiro na manhã dessa terça-feira e decidiu aceitar o retorno à disputa eleitoral. “Hoje é uma noite especial, onde eu recebi o convite do governador Lucas Ribeiro pela manhã para ser novamente vice. E eu disse e aqui repito: Governador Lucas, eu estou pronta para seguir ao seu lado nessa missão de continuar transformando a Paraíba”, declarou.

Também nessa terça-feira (11), o ex-governador e candidato ao Senado João Azevêdo (PSB) definiu os dois suplentes que irão integrar sua chapa nas eleições de outubro. O deputado estadual Chico Mendes (PSB) será o primeiro suplente, enquanto o engenheiro civil Roberto Franca (PSB) ocupará a segunda suplência.

A escolha de Chico Mendes para a chapa majoritária também provocou mudanças na composição do PSB para a disputa proporcional. A empresária Nil Mendes, esposa do parlamentar, foi incluída na nominata do partido para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

Ao confirmar os nomes, João Azevêdo destacou a experiência política e administrativa dos dois suplentes e a atuação de ambos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento dos municípios paraibanos.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Por Gutember Cardoso

Tio sai em defesa do sobrinho

Deputado federal Aguinaldo Ribeiro reage a Efraim Filho, defende Lucas e dispara: “Homem que é homem chama o cara para debater” 

Deputado federal Aguinaldo Ribeiro e o governador Lucas Ribeiro.

O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) saiu em defesa do sobrinho, o governador Lucas Ribeiro (PP), e elevou o tom contra o senador Efraim Filho (PL) na última segunda-feira (10). A declaração ocorreu durante a posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), em João Pessoa. Aguinaldo reagiu às declarações feitas por Efraim durante o debate entre os candidatos ao Governo da Paraíba, realizado no domingo (9). O episódio ampliou a temperatura da disputa e colocou o sobrenome Ribeiro no centro do embate eleitoral.

Durante o debate da Band TV, Efraim afirmou que Lucas estaria tentando esconder o peso político da própria família e disse que faria questão de “ressaltar o nome Ribeiro” ao longo da campanha. Aguinaldo rebateu a provocação e afirmou que não pretende transformar a disputa eleitoral em discussão sobre a vida pessoal dos adversários. “Nós temos orgulho do nosso nome, rapaz! Nós temos história nesse estado. E nós trouxemos aqui muito”, declarou. Em seguida, criticou a postura de Efraim e disse que não pretende responder a ataques direcionados à sua família.

“Eu não faço política falando da vida de ninguém. Eu respeito a família. Lamentavelmente, ele não se dá ao respeito. Então, não vou aqui tratar disso. Agora, ele devia deixar de ser covarde. Se ele quer discutir, vem discutir comigo”, afirmou Aguinaldo. O deputado também questionou por que Efraim teria direcionado as críticas a ele, e não diretamente ao governador Lucas Ribeiro. “Vai discutir com Lucas Ribeiro? Porque com Lucas ele não foi discutir. Ele não tratou de Lucas, quis tratar de mim na minha ausência. Então, isso para mim é sinal de covardia”, acrescentou.

Aguinaldo ainda afirmou estar disposto a enfrentar Efraim no debate político, embora reconheça que o senador seja candidato ao Governo do Estado. “Homem que é homem chama o cara para debater. Se ele quiser debater comigo, eu estou pronto para debater, embora ele seja candidato a governador”, declarou. Na sequência, voltou a criticar o posicionamento político do adversário e citou a relação de Efraim com integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Quem confia num cara desse?”, questionou. O confronto entre os dois grupos, que já vinha ganhando força durante a campanha, agora incorpora diretamente o peso e a história da família Ribeiro na disputa pelo Palácio dos Despachos do Governo.

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 | Por Lucas Duarte / Fonte83

Lula agradece apoio de Hugo Motta

Presidente Luis Inácio Lula da Silva agradece apoio declarado do deputado federal Hugo Motta e sugere encontro em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) telefonou nessa terça-feira (11) para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para agradecer o apoio declarado pelo parlamentar à sua candidatura à reeleição. Durante a conversa, Lula demonstrou satisfação com a decisão e sugeriu um encontro presencial em Brasília.

Hugo Motta anunciou apoio a Lula na segunda-feira (10), durante a posse da advogada Giovanna Mayer no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Segundo o deputado, ele aguardava a posição nacional do Republicanos, que optou pela neutralidade na disputa presidencial, antes de tornar pública sua decisão.

Durante o telefonema, Hugo Motta também informou ao presidente que mantém conversas com ministros do governo sobre um projeto que prevê a redução ou a suspensão temporária de impostos federais incidentes sobre gasolina, diesel e etanol em períodos de forte alta nos preços do petróleo.

Na Paraíba, o movimento amplia a aproximação entre o grupo político de Motta e o governo federal. O pai do deputado, o ex-prefeito de Patos e candidato ao Senado Nabor Wanderley (Republicanos), também declarou apoio a Lula.

Nabor integra a chapa que tem Lucas Ribeiro (PP) como candidato à reeleição ao Governo da Paraíba e João Azevêdo (PSB) na disputa pelo Senado. A aproximação com Lula ocorre em meio às articulações para as eleições de outubro e tem provocado reação no cenário político paraibano, inclusive entre aliados do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Por Gutember Cardoso

Valores esquecidos em bancos

Brasileiros têm mais de R$ 5,1 bilhões esquecidos em bancos; o Banco Central informa que R$ 15,8 bilhões já foram devolvidos

10/07/2026 - Brasília - dinheiro, moeda, real, reais, cédula, cédulas, nota, notas, moeda brasileira, dinheiro brasileiro, inflação, inflação alta, deflação, economia, economia brasileira, mercado, mercado financeiro, finanças, finanças pessoais, orçamento, orçamento doméstico, renda, renda familiar, salário, salário mínimo, remuneração, vencimento, pagamento, poder de compra, custo de vida, custo dos alimentos, aumento de preços, alta dos preços, carestia, desvalorização, valorização, perda do poder de compra, crise econômica, recessão, crescimento econômico, consumo, consumidor, compras, supermercado, cesta básica, despesas, gastos, contas, contas a pagar, boletos, dívida, dívidas, endividamento, inadimplência, poupança, economia doméstica, investimento, investimentos, aplicações financeiras, juros, taxa de juros, taxa Selic, Banco Central, crédito, empréstimo, financiamento, cartão de crédito, débito, PIX, transferência bancária, banco, instituição financeira, orçamento familiar, planejamento financeiro, reserva de emergência, patrimônio, riqueza, patrimônio líquido, capital, capital financeiro, lucro, prejuízo, receita, despesa, balanço financeiro, impostos, tributos, tributação, imposto de renda, arrecadação, arrecadação fiscal, carga tributária, imposto, taxa, tarifas, câmbio, dólar, euro, cotação, câmbio flutuante, desvalorização cambial, valorização cambial, moeda estrangeira, inflação acumulada, índice de preços, IPCA, INPC, IGP-M, poder aquisitivo, renda per capita, desenvolvimento econômico, estabilidade econômica, política monetária, política fiscal, oferta, demanda, produtividade, consumo consciente, educação financeira, planejamento financeiro, equilíbrio financeiro, independência financeira, riqueza, prosperidade, orçamento público, gastos públicos, contas públicas, déficit, superávit, tesouro nacional, moeda forte, moeda fraca, liquidez, circulação de dinheiro, s
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Valores divulgados nessa terça-feira (11) pelo Banco Central (BC) mostram que há mais de R$ 5,12 bilhões esquecidos em instituições financeiras brasileiras. Desse total, R$ 3,76 bilhões pertencem a cerca de 22,66 milhões de pessoas físicas, e R$ 1,35 bilhão a 2 milhões de pessoas jurídicas, de acordo com informações do Sistema Valores a Receber (SVR).

Segundo o BC, dos mais de R$ 20,93 bilhões que estavam esquecidos em instituições financeiras como bancos e consórcios, R$ 15,81 bilhões foram sacados.

Dos valores já devolvidos, R$ 11,65 bilhões tiveram como destino 38,73 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 4,15 bilhões foram destinados a 4,7 milhões de pessoas jurídicas.

Saques

Os brasileiros sacaram, em junho, R$ 340 milhões em valores esquecidos por clientes bancários no sistema financeiro. Em maio, foram retirados R$ 427 milhões, valor ligeiramente inferior aos R$ 483 milhões devolvidos em abril.

As quantias dos valores a receber são geralmente mais baixas. Para cerca de 18,5 milhões de beneficiários, os valores esquecidos são de até R$ 10 – o que corresponde a cerca de 70% do total de beneficiários.

Para 4,96 milhões de usuários, os valores devidos encontram-se na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100 (18,73% do total).

Valores acima disso foram esquecidos por cerca de 3 milhões de brasileiros (cerca de 11% do total).

Sistema

O SVR é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa morta tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.

Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para aquelas já fechadas.

Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.

Resgate

O dinheiro pode ser resgatado de três formas: 

  1. Solicitar diretamente à instituição responsável; 
  2. Requerer pelo próprio Sistema de Valores a Receber; 
  3. Pedir resgate automático de valores.

Os valores esquecidos são originados de:

  • contas-correntes ou poupanças encerradas;
  • cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
  • recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados;
  • tarifas cobradas indevidamente;
  • parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
  • contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas;
  • contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas; 
  • outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

Uma rara derrota de Alexandre de Moraes

Por maioria de 6 a 4, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu reverter uma decisão do ministro Alexandre de Moraes e reduzir a pena de uma das condenadas pelos atos antidemocráticos de 08 de janeiro de 2023.

Simone Macedo foi condenada a um ano de reclusão em regime aberto, além de multa, por associação criminosa e por incitar publicamente a animosidade das Forças Armadas contra os poderes instituídos.

Em seguida, a defesa pediu ao Supremo que fosse considerado cumprimento parcial de pena o tempo em que ela esteve em prisão preventiva, antes da condenação, bem como o período em que ela foi submetida a recolhimento noturno e uso de tornozeleira eletrônica,  enquanto aguardava julgamento.

Relator dos casos do 08 de Janeiro, Alexandre de Moraes deferiu parcialmente o pedido, considerando somente o período de prisão preventiva como tempo de cumprimento antecipado da pena.

A defesa recorreu ao plenário, que julgou o caso em sessão virtual encerrada nesta semana. Prevaleceu ao final a divergência aberta pelo ministro Cristiano Zanin, que reconheceu como cumprimento antecipado de pena o tempo em que a condenada ficou submetida ao recolhimento noturno.

A divergência foi acompanhada pelos ministros André Mendonça, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Ficaram vencidos, além do relator, os ministros Dias Toffoli, Nunes Marques e Flávio Dino.

Trata-se de uma rara derrota de Alexandre de Moraes em questões relativas ao 08 de Janeiro.

Blog JURU EM DESTAQUE com Carta Capital

História dos Feliciano na Política da Paraíba

HERANÇA E PODER: De Médico a Ministro – A ascensão da família Feliciano na política paraibana

Família, Votos e Estratégia: A História dos Feliciano na Política da Paraíba

Mais uma reportagem da série Herança e Poder, do Portal Fonte83, resgata a memória política das famílias que moldaram a história da Paraíba. Hoje, a matéria destaca a família Feliciano, cuja trajetória combina saúde, política e estratégias familiares que se estendem à esfera nacional.

Damião Feliciano: O patriarca que transformou saúde em prestígio político

Nascido em 28 de abril de 1952, em Campina Grande, Damião Feliciano construiu sua carreira como médico cardiologista, empreendedor e figura de destaque nas rádios da região. Vindo de uma origem humilde, Damião e sua esposa, Lígia Feliciano, também médica, tornaram-se referências na periferia de Campina Grande, oferecendo atendimento médico gratuito e abrindo um hospital que lhes garantiu prestígio social e ascensão econômica.

Jonas Duarte, professor do Departamento de História da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Segundo o professor Jonas Duarte, que integra o Departamento de História do CCHLA/UFPB, mestre em Economia pela UFPB e doutor em História Econômica pela USP: “Damião Feliciano se forma médico em uma época em que isso era raro para alguém negro e pobre. Ele e Lígia conquistaram prestígio assistencial na periferia, quando o Estado praticamente não oferecia saúde básica. Eles ganharam votos e respeito atendendo as pessoas de graça e montando estruturas próprias, como hospitais e rádios”, explicou à reportagem do Portal Fonte83.

Politicamente, Damião iniciou sua trajetória ainda no século XX e foi eleito deputado federal pela Paraíba em 1998, retornando à Câmara em mandatos sucessivos desde 2007. Ele também ocupou o cargo de Secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do estado e é reconhecido por sua atuação em pautas sociais, direitos raciais e inclusão, além de ser um dos principais representantes da Bancada Negra da Câmara dos Deputados.

Lígia Feliciano: Experiência Executiva e Nicho Eleitoral Estratégico

Lígia Feliciano consolidou carreira política própria, destacando-se como vice-governadora da Paraíba em 2018. Sua atuação foi marcada por projetos de infraestrutura, inclusão social e desenvolvimento regional, além da gestão de políticas de saúde e educação.

Jonas Duarte observa que Lígia desempenhou um papel central na política estratégica do casal: “Ela tinha um nicho eleitoral importante em Campina Grande. Quando Ricardo Coutinho a colocou como vice, era para disputar votos em um contexto estratégico contra Cássio. O prestígio da família se consolidava sem depender de fidelidade ideológica; eles sempre souberam negociar com diferentes governos”, destacou.

A Nova Geração: Gustavo, Mariana e Renato

Os filhos da família seguem caminhos distintos, mas todos vinculados à política ou ao serviço público:

Gustavo Feliciano, advogado e político, foi Secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba e, em dezembro de 2025, assumiu o cargo de Ministro do Turismo no Palácio do Planalto, consolidando a presença da família na política federal.

Mariana Feliciano, arquiteta e urbanista, candidata a vice-prefeita de João Pessoa em 2020, mantém atuação em gestão comunitária e presença nas redes sociais, conectando política e cidadania.

Renato Feliciano atual Secretário de Estado do Desenvolvimento e da Articulação Municipal, atua nos bastidores, apoiando campanhas familiares e projetos públicos, fortalecendo a articulação política do núcleo familiar.

Segundo o professor Jonas Duarte, a habilidade política da família Feliciano é marcada por pragmatismo: “A ideologia não move esse pessoal. Eles negociam prestígio e influência conforme a oportunidade, seja à direita ou à esquerda, sempre priorizando os interesses familiares. É a tradição de famílias políticas no Brasil, que muitas vezes limita a efetividade da democracia”, pontuou.

Estratégia e Influência Política

A família Feliciano representa hoje um núcleo político emergente, combinando prestígio social, votos consolidados e articulação estratégica. Damião, aliado ou adversário conforme o contexto, consegue transitar entre diferentes governos e partidos para garantir posições estratégicas, como a nomeação de seu filho Gustavo para o Ministério do Turismo.

Ainda segundo Duarte, embora a família Feliciano tenha grande influência, ela não se consolidou como uma oligarquia de peso no estado, diferentemente de outras famílias tradicionais da Paraíba, como os Cunha Lima ou os Motta. “Eles ainda não têm laços estruturados com outros grupos familiares fortes. O que vemos é uma ascensão baseada na habilidade individual de Damião e na articulação familiar para manter relevância política”, argumentou.

Legado e Continuidade

De médicos de periferia a líderes políticos e ministros, a história da família Feliciano é um exemplo de como prestígio social, trabalho comunitário e estratégia política podem se combinar para criar legados duradouros. Com Damião e Lígia à frente, e a nova geração assumindo cargos estratégicos, a família se consolida como uma das mais influentes no cenário político regional e nacional.

A série Herança e Poder continua no próximo fim de semana, trazendo novas histórias de famílias que moldaram, e continuam moldando, a política paraibana.

Blog JURU EM DESTAQUE com  Fonte 83 | Por Lucas Duarte / Fonte83

Michelle e Flávio deixam divergências para trás

“Colocamos uma pedra”, diz ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre brigas com o enteado Flávio, candidato à Presidência da República

“Colocamos uma pedra”, diz Michelle sobre brigas com Flávio Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comentou, nessa terça-feira (11/08), em Brasília (DF), a atual relação com o enteado e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois estiveram juntos pela primeira vez desde a reconciliação pública e gravaram vídeos para a campanha do senador.

Durante coletiva, Michelle afirmou que os dois deixaram as divergências para trás e decidiram se unir em torno da candidatura de Flávio. “Colocamos uma pedra. Conversamos, nos unimos em prol de algo muito maior para a nossa nação”, declarou Michelle.

Questionada se vai percorrer o país para ajudar na campanha, Michelle disse que ainda não sabe se a participação será presencial.

Segundo ela, o trabalho de base vem sendo feito há um ano, com lideranças femininas mobilizadas em várias regiões. “A gente estruturou bastante o Brasil, graças a Deus, graças aos nossos presidentes estaduais, às nossas presidentes municipais, que estão dando todo esse apoio a ele (Flávio)”, afirmou.

Ela acredita que o eleitorado feminino está pronto para apoiar o enteado. “Eu acho que a base já está pronta. A gente percorreu o Brasil por um ano, justamente pensando nas eleições de 2026, para que o nosso candidato tivesse o apoio do público feminino”, declarou.

Desavenças, pedido de desculpas e reconciliação

Em vídeo publicado nas redes sociais em 24 de junho, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse ter sido desrespeitada e maltratada pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, durante conversa por telefone sobre o palanque do Partido Liberal (PL) no Ceará.

“Ele retornou a ligação, mas, sinceramente, para dizer o que me disse, teria sido melhor que não tivesse ligado. Foi muito ríspido, me desrespeitou e me tratou mal ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, respondi que tudo bem.”

Segundo Michelle, o episódio ocorreu após ela manifestar oposição à articulação conduzida por lideranças do PL cearense para uma composição com Ciro Gomes (PSDB) já no primeiro turno da disputa estadual.

Mais tarde, Flávio pediu desculpas, aceitas pela ex-primeira-dama.

“Todos nós cometemos erros, isso é humano. O seu gesto de vir a público pedir desculpas tem muito valor, e poucos homens teriam coragem de fazer isso“, declarou à época.

Metrópoles com Polêmica Paraíba - Adriany Santos

A arte da sobrevivência política dos Feliciano

DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃO: quem umaginava que a família Feliciano caminhava para o ostracismo, eis que Lígia surge novamente como candidata a vice-governadora

Há famílias que entram na política. Outras, com o passar dos anos, aprendem a sobreviver a ela. E, na Paraíba, poucos grupos demonstraram tanta capacidade de adaptação quanto os Feliciano.

Quando muitos imaginavam que o grupo caminhava para o ostracismo, eis que a família reaparece ocupando espaços estratégicos e mostrando que ainda tem cartas importantes para colocar sobre a mesa.

Lígia Feliciano surge novamente como candidata a vice-governadoria. Renato Feliciano, seu filho, aparece como segundo suplente de senador na chapa de Nabor Wanderley. Gustavo Feliciano ocupa o Ministério da Cultura, em Brasília, enquanto Damião Feliciano segue como deputado federal e trabalha para renovar o mandato.

É uma família politicamente espalhada por diferentes territórios e, sobretudo, por diferentes momentos da política paraibana.

E talvez esteja aí a principal característica do grupo: nunca sair completamente do jogo.

A política é feita de vitórias, derrotas, alianças, rupturas, acomodações e, principalmente, sobrevivência. Quem conhece o tabuleiro sabe que nem sempre aquele que parece estar em baixa está derrotado. Às vezes, está apenas esperando a próxima jogada.

Os Feliciano parecem conhecer bem essa lógica.

A política como arte de permanecer

Damião Feliciano é um exemplo clássico dessa capacidade de permanência. São décadas transitando pela política paraibana e nacional, atravessando governos de diferentes matizes e mantendo uma estrutura política capaz de resistir às mudanças de cenário.

E aqui vale lembrar uma ironia da própria história recente.

Em 2020, Luciano Cartaxo, então prefeito de João Pessoa, escolheu Mariana Feliciano, filha de Lígia e Damião, para compor como vice na chapa de Edilma Freire na disputa pela Prefeitura da Capital. Naquele momento, Cartaxo fazia uma aposta política em um grupo que, apesar das críticas e das controvérsias, continuava tendo algo que muitos adversários gostariam de possuir: capacidade de articulação e votos.

Porque é justamente aí que mora a diferença entre estar desgastado e estar acabado.

Damião pode carregar críticas, pode ser alvo de adversários e pode ter sua trajetória questionada. Mas a própria história eleitoral mostra que, mesmo quando muitos apostam em seu declínio, ele encontra uma maneira de permanecer relevante.

E política, convenhamos, não costuma premiar apenas os mais populares. Premia também os que sabem negociar, esperar e voltar ao jogo na hora certa.

O lema que poderia resumir essa trajetória talvez seja justamente aquele velho gesto político: “de coração para coração, a mão amiga”.

Porque a política paraibana é feita, em grande medida, de relações construídas ao longo do tempo. Uma mão estendida hoje pode representar uma aliança amanhã. Um apoio aparentemente secundário pode ganhar importância alguns anos depois. E um grupo que parecia ter perdido espaço pode reaparecer justamente quando as peças do tabuleiro começam a se mover.

É isso que os Feliciano parecem estar fazendo.

Não necessariamente com o barulho de quem chega pela primeira vez, mas com a experiência de quem já conhece os caminhos de Brasília, os corredores da Assembleia, as alianças municipais e as engrenagens do poder estadual.

Lígia na discussão da vice-governadoria. Renato no Senado. Gustavo em Brasília. Damião novamente buscando a Câmara Federal.

Não parece exatamente uma família se despedindo da política.

Parece uma família dizendo, mais uma vez: “ainda estamos aqui”.

E talvez essa seja a maior lição deixada pelo grupo. Na política, o ostracismo só existe quando o adversário consegue decretá-lo — e, para isso, é preciso que o político aceite sair de cena.

Os Feliciano ainda não aceitaram.

Podem mudar os cargos, mudar os aliados, mudar os governos e mudar o tamanho das bancadas. Mas a arte da sobrevivência política continua sendo uma das especialidades da família.

Blog JURU EM DESTAQUE com PB Agora - porMarcia Dias

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de câncer

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprova novo medicamento para tratamento de adultos com câncer de pulmão

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de adultos com câncer de pulmão

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a inclusão de um novo medicamento, o Datroway® (datopotamabe deruxtecana), para tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão.

O registro do medicamento oncológico do laboratório Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica Ltda. foi publicado na segunda-feira (27/07) no Diário Oficial da União (DOU).

Indicação

O medicamento oncológico é indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), que se origina nos tecidos do pulmão e cujo tumor está em fase avançada (seja no próprio local do pulmão) ou em metástase (já espalhado para outros órgãos).

O produto farmacêutico passa a ser usado como uma “próxima tentativa” (linha posterior) em pacientes que já fizeram dois tratamentos anteriores e o câncer voltou a crescer.

O tumor precisa ter uma alteração genética específica chamada mutação do EGFR (um receptor na superfície da célula que estimula o crescimento do câncer).

Além disso, este medicamento já tinha registro da Anvisa para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN), irressecável (que não pode ser removido completamente por cirurgia) ou metastático (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).

Mais letal no mundo

O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo e o câncer de pulmão de não pequenas células representa aproximadamente 85% dos casos.

A Anvisa explica que é importante a identificação das mutações ativadoras do EGFR, entre os pacientes com câncer pulmonar, pois permite que os médicos usem tratamentos “inteligentes” (terapias-alvo), desenhados sob medida para atacar a falha genética da célula tumoral. 

Polêmica Paraíba com Agência Brasil

Fim do mistério

Lucas Ribeiro bate o martelo e anuncia ex-vice-governadora Lígia Feliciano como vice na disputa pela reeleição

Lígia Feliciano e o governador Lucas Ribeiro (PP) - Foto: Assessoria

O governador e candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), anunciou nessa terça-feira (11) a ex-vice-governadora Lígia Feliciano (União Brasil) como candidata a vice-governadora em sua chapa. A definição movimenta a composição governista e ocorre após dias de articulações em torno da vaga. Com a escolha, Lígia passa a integrar a chapa ao lado de João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos), candidatos ao Senado Federal.

“A Paraíba avançou muito nos últimos anos, com obras e políticas públicas históricas que muitos prometeram, mas fomos nós que tiramos do papel. E tudo que conquistamos até aqui preparou nosso estado para ir ainda mais longe. Para continuar nessa pisada, a gente precisa de gente preparada. Por isso, conto com doutora Lígia como minha vice. Uma mulher que tem experiência e vontade de levar esse crescimento cada vez mais para casa e para a vida dos paraibanos”, afirmou Lucas.

Lígia também confirmou disposição para a nova missão e destacou a experiência que pretende colocar à disposição da chapa. “Lucas, eu estou pronta para essa missão e quero levar minha experiência para trabalhar ao seu lado pela Paraíba, que cresce cada vez mais, cresce na saúde, na segurança, no apoio às mulheres e na oportunidade para todos”, ressaltou. Com a entrada de Lígia na vice, Renato Feliciano deixa a suplência de Nabor Wanderley na disputa por uma das duas vagas da Paraíba no Senado.

Médica, empresária e com trajetória consolidada na política paraibana, Lígia Feliciano já ocupou a vice-governadoria por dois mandatos. Foi eleita em 2014 e, em 2018, voltou ao cargo na chapa encabeçada por João Azevêdo, vencendo a disputa ainda no primeiro turno. Em 2023, passou a atuar no Governo Federal em uma função ligada à política de segurança alimentar e nutricional, área relacionada ao combate à fome e à distribuição de alimentos.

Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83

Doenças que permitem o acesso a benefícios por incapacidade

INSS amplia lista de doenças que permitem acesso a benefícios por incapacidade sem carência mínima de doze contribuições

Foto: Reprodução/Agência Brasil
Foto: Reprodução/Agência Brasil

O Ministério da Previdência Social ampliou a lista de doenças que permitem o acesso a benefícios por incapacidade sem a necessidade de cumprir a carência mínima de 12 contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A mudança foi estabelecida pela Portaria Interministerial MPS/MS nº 15, de 3 de julho de 2026, publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 24 de julho. Ao todo, 18 doenças e condições de saúde passaram a fazer parte da relação que permite a dispensa da carência. São elas:

  • Tuberculose ativa;
  • Hanseníase;
  • Transtorno mental grave com alienação mental;
  • Neoplasia maligna;
  • Cegueira;
  • Paralisia irreversível e incapacitante;
  • Cardiopatia grave;
  • Doença de Parkinson;
  • Espondilite anquilosante;
  • Nefropatia grave;
  • Doença de Paget em estágio avançado;
  • Aids;
  • Contaminação por radiação;
  • Hepatopatia grave;
  • Esclerose múltipla;
  • Acidente vascular encefálico (AVE) agudo;
  • Abdome agudo cirúrgico;
  • Gestação de alto risco.

A dispensa vale para o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, e para o benefício por incapacidade permanente, anteriormente chamado de aposentadoria por invalidez. Para solicitar o benefício sem cumprir as 12 contribuições, o segurado precisa manter a qualidade de segurado e estar incapacitado para o trabalho por pelo menos 15 dias.

Como solicitar

O pedido continua sendo feito pelos canais habituais do INSS: pelo aplicativo ou site Meu INSS ou pela Central 135. Durante a solicitação, é necessário apresentar documentos que comprovem a condição de saúde, como atestados e laudos médicos. A documentação deve estar legível e sem rasuras.

O atestado precisa informar dados como identificação do segurado, data de emissão, período estimado de afastamento, diagnóstico ou código da Classificação Internacional de Doenças (CID), além da assinatura e identificação do profissional responsável.

A análise da incapacidade é feita pela Perícia Médica Federal. Em alguns casos previstos em lei, o segurado poderá ser convocado para uma avaliação presencial.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Beatriz Paulino

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Brasileiros recebem alerta e não devem sacar o pagamento do INSS

Lei nº 8.213/1991 estabelece que valores devidos ao segurado até a data do falecimento e que não foram recebidos em vida devem ser destinados aos dependentes habilitados à pensão por morte

Caso não existam dependentes, os recursos podem ser destinados aos sucessores previstos na legislação civil.

Brasileiros recebem alerta e não devem sacar o pagamento do INSS
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Familiares de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) devem ter atenção quando pagamentos continuam sendo depositados na conta de uma pessoa após sua morte. Mesmo que o benefício seja creditado normalmente, os parentes não estão autorizados a sacar ou movimentar esse dinheiro. Os valores pendentes devem seguir regras específicas para serem destinados aos dependentes ou herdeiros legalmente habilitados. 

Esse tipo de situação pode ocorrer devido ao intervalo entre o registro do óbito, a comunicação às autoridades e a atualização dos sistemas da Previdência. Assim, uma aposentadoria ou pensão pode ser depositada mesmo depois da morte do titular.

De acordo com as regras previdenciárias, o crédito na conta não permite que familiares retirem os valores, inclusive quando há despesas relacionadas ao funeral ou quando o responsável pelo saque é um dependente que poderá ter direito à pensão por morte.

O que acontece com o dinheiro

A Lei nº 8.213/1991 estabelece que valores devidos ao segurado até a data do falecimento e que não foram recebidos em vida devem ser destinados aos dependentes habilitados à pensão por morte. Caso não existam dependentes, os recursos podem ser destinados aos sucessores previstos na legislação civil.

A Instrução Normativa nº 128/2022 do INSS também determina esse procedimento. O valor devido até o falecimento pode ser pago aos dependentes sem necessidade de inventário ou arrolamento. Na ausência deles, pode ser exigida autorização judicial ou, nos casos previstos, escritura pública.

Como pedir o valor

O chamado resíduo previdenciário pode ser solicitado pelos dependentes habilitados à pensão por morte por meio do Meu INSS, telefone 135 ou presencialmente em uma agência da Previdência Social.

Quando não houver dependentes, os herdeiros legais poderão solicitar o valor, respeitando a ordem de sucessão prevista no Código Civil. Dependendo da situação, será necessária autorização judicial por alvará ou escritura pública.

A regra também se aplica ao Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), embora esse benefício não gere pensão por morte. Valores que deveriam ter sido recebidos pelo beneficiário enquanto vivo podem ser destinados aos herdeiros ou sucessores conforme a legislação.

Por fim, sacar indevidamente pagamentos feitos após a morte pode gerar consequências jurídicas. A utilização desses valores pode ser enquadrada como estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal, com pena de um a cinco anos de reclusão e multa. Além disso, os valores recebidos indevidamente podem ser cobrados e deverão ser devolvidos com atualização monetária.

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Hugo Motta declara apoio à reeleição de Lula

Deputado federal Hugo Motta confirma apoio à reeleição do presidente Lula durante agenda na Paraíba

Hugo Motta confirma apoio à reeleição de Lula durante agenda na Paraíba

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), afirmou hoje que vai apoiar, na Paraíba, a reeleição do presidente Lula.

“Nós iremos declarar esse apoio ao presidente porque é o que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país”, disse, durante a posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da Paraíba.

Eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição, revelada aqui em primeira mão de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição.

Na semana passada, o Republicanos declarou neutralidade nacional, frustrando planos do candidato do PL ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro.

Palanque a Lula era esperado

O apoio de Motta ao presidente já era esperado, porque, na Paraíba, o pai dele — o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley (Republicanos) — já vinha declarando voto em Lula há meses. Ele é candidato ao Senado, e o Republicanos coligou com o PP, do governador Lucas Ribeiro, para apoiá-lo à reeleição na mesma chapa que o PT.

Contudo, Lula não deve apoiar Nabor na disputa ao Senado. Segundo o presidente do PT, Edinho Silva, o presidente da República pedirá voto dos paraibanos para o ex-governador João Azevedo (PSB) e para o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) —que apoia Cícero Lucena (MDB) para a disputa ao governo. Os dois são aliados de longa data do petista.

“Mas nós vamos construir uma relação de muito respeito com o Nabor, porque nós reconhecemos a sua liderança, a importância dele no apoio ao presidente Lula”, disse o presidente do PT em maio.

Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba -  Adriany Santos