A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a nona fase da Operação Compliance Zero deflagrada
nesta quinta-feira (18) foi baseada em uma investigação da Polícia
Federal. De acordo com a apuração policial, o senador Jaques Wagner
(PT-BA) teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões do
banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.
Em entrevista à Band News, Wagner negou irregularidades e afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação à investigação.
“Até agora, não sou réu; não sou culpado; não sou nada. É uma
investigação em cima do que eu imagino que a Polícia Federal encontrou
em celulares [apreendidos] ou em alguma delação de alguém que eu
desconheço”.
Em sua decisão, Mendonça afirma que a PF, ao pedir que o STF imponha
restrições legais aos alvos da 9ª fase da operação, sustentou ter
“elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas
pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares,
pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo
econômico investigado”.
Os investigadores também dizem que “a possível relação ilícita” entre
Wagner e Lima “seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de
confiança pessoal”. Fato que “teria criado ambiente propício à
realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses
privados do Banco Master”.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, o próprio senador teria
escolhido um apartamento do residencial Poème Horto, construído em um
bairro nobre de Salvador, o Horto Florestal. O documento afirma que
Wagner encaminhou a Lima dados do empreendimento e do corretor
responsável pela venda da unidade.
De posse dos dados, Lima teria acionado Valério Marega Júnior,
apontado como “operador financeiro” do Banco Master, a fim de tratar da
compra do imóvel. A negociação foi efetivada com a participação de
Daniel e David Lopes Monteiro, dupla que a PF afirma estar vinculada ao
núcleo empresarial e jurídico-financeiro do Banco Master.
Wagner admitiu conhecer o banqueiro Augusto Lima há algum tempo,
mas negou ter qualquer vínculo com o Banco Master ou com Daniel
Vorcaro, com quem garante ter se encontrado apenas duas vezes.
O parlamentar também admitiu ter pedido a Lima que comprasse um
apartamento do residencial Poème Horto, com a intenção de adquiri-lo em
um segundo momento.
“Eu tinha interesse de dar, de ajudar a minha filha a comprar um
apartamento destes. Como o Guga [Augusto Lima] é um investidor, disse a
ele: “Você pode comprar? Depois eu vou recomprar. Porque o apartamento
está em construção, não está pronto, e eu teria que vender o apartamento
da minha filha para poder complementar e pagar o apartamento. Ou ela
financiar”, contou Wagner, destacando não haver registros de
transferência patrimonial para o seu nome.
Repasses
A PF aponta que o senador teria recebido outras vantagens econômicas
do banqueiro, incluindo o repasse de mais de R$ 5,5 milhões à BN
Financeira, empresa administrada por parentes do político e que, para os
investigadores, ocupa papel central no “eixo dos pagamentos
supostamente destinados ao núcleo familiar de Jaques Wagner”.
Ainda entre as vantagens supostamente recebidas, a PF cita o uso
gratuito de aeronaves custeadas por Lima e pelo Banco Master e o
recebimento de ingressos para shows no exterior.
Parte dessas informações foram obtidas a partir dos dados
extraídos de telefones celulares de Lima, apreendidos durante a primeira
fase da Operação Compliance Zero, em 18 de novembro de 2025.
Na representação entregue a Mendonça, a PF reproduziu áudios e
mensagens em que Wagner e Lima combinam de se encontrar em uma ilha
pertencente ao banqueiro, que colocou uma aeronave à disposição do
político para levá-lo.
A PF também extraiu mensagens em que o senador questiona um funcionário
de Lima sobre os ingressos para o camarote em um show em Los Angeles
(EUA) que o banqueiro ofereceu a parentes de Wagner e que, segundo os
investigadores, foram adquiridos com recursos da Reag Investimentos, por
R$ 63,33 mil.
Emenda
A investigação da PF aponta a atuação do senador em temas
regulatórios de interesse do grupo Master. Cita, como exemplo, o fato de
Wagner ter apresentado uma emenda parlamentar (nº 30), durante o trâmite da Medida Provisória nº 1.106/2022, com limites para cobrança de juros.
A MP resultou na Lei nº 14.431, de 2022, que ampliou a margem de crédito
consignado aos segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e
autorizou a realização de empréstimos e financiamentos mediante crédito
consignado para beneficiários do Benefício de Prestação Continuada
(BPC) e de programas federais de transferência de renda.
“De acordo com a representação [da PF], o Senador teria mantido
interlocução direta com Augusto Lima sobre temas relacionados à elevação
da margem consignável da remuneração disponível”, destaca Mendonça,
acrescentando que, ainda de acordo com a PF, Wagner também apresentou a Emenda nº 26
à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 65/2023, que confere
autonomia orçamentária, financeira e operacional ao Banco Central.
O senador refutou ter atuado para favorecer interesses privados
do grupo econômico, destacando ter votado contra uma proposta defendida
pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), a chamada Emenda Master, que
defendia que o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) fosse
ampliado dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ.
“O governo foi contra o aumento da garantia do FGC. Eu, como líder do
governo, encaminhei contra essa emenda”, lembrou Wagner, sem mencionar
outras propostas parlamentares que, segundo a PF, beneficiariam o
Master. O parlamentar também minimizou o fato de ter recebido, de Lima,
um link para a emenda.
“É normal. Qualquer senador é procurado pelos interessados na votação de
uma matéria, que tentam convencê-lo votar naquela matéria”.
Por fim, o senador garantiu que sua candidatura ao Senado está mantida e
que não acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o retire da
liderança do governo federal no Senado. “Continuo na liderança até que o
presidente Lula peça para eu me retirar. Não acho que ele vai fazer
isso, mas se fizer, é um direito dele. O cargo de líder do governo é do
presidente da República”.
Em nota, a defesa de Augusto Lima classificou as diligências desta manhã
como "desnecessárias". "Augusto Lima está há seis meses à disposição
das autoridades para esclarecer os fatos em apuração. De todo modo, as
medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da
investigação são rigorosamente lícitos".
Dinheiro apreendido
O parlamentar confirmou que, ao cumprirem mandado de busca e
apreensão em sua residência, em Brasília, os policiais federais
apreenderam US$ 49 mil dólares em dinheiro (o equivalente a cerca de R$
250 mil). Segundo nota divulgada pela assessoria do senador, parte do
dinheiro provém de diárias oficiais pagas em espécie pelo próprio Senado
Federal, para missões parlamentares oficiais ao exterior, além de
recursos próprios, devidamente declarados no Imposto de Renda.
“Comprei, via Banco do Brasil, dólares ou euros para fazer a viagem. Não
tenho nada a esconder sobre este dinheiro. Ele está guardado em um
cofre porque [quando] eu vou viajar, nem sempre eu levo a diária. Às
vezes eu gasto com cartão e o dinheiro está lá”, afirmou Wagner,
assegurando que o dinheiro apreendido estava dentro de envelopes com o
timbre do Senado.
Confira a íntegra da nota da assessoria do senador Jaques Wagner:
"O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi
denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos
investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das
investigações e mantém a confiança na condução delas.
Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o
patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do
Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.
Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o
montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em
missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner
reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar
quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá."
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, critica eleição no Brasil e confunde irmãos Bolsonaro ao comentar condenação
Foto: Reprodução
Durante a cúpula do G7, realizada em Evian, na França, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
comentou o cenário político brasileiro e acabou confundindo informações
ao citar um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao ser questionado sobre sua conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
e sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos
brasileiros, Trump afirmou ter passado “bastante tempo” com o petista e
classificou a situação política do Brasil como “complicada” e
“perigosa”.
“Sim, falamos. Passei
bastante tempo com ele, na verdade. E o país ficou um pouco complicado,
certo? Politicamente. Está um pouco perigoso politicamente”, declarou.
Na sequência, Trump
afirmou ter recebido a informação de que “Bolsonaro Jr.” teria sido
preso após fazer uma declaração no Texas. No entanto, o presidente
americano confundiu os filhos do ex-presidente brasileiro e misturou
fatos distintos.
A fala faz referência ao caso de Eduardo Bolsonaro, que foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal
(STF) pelo crime de coação no curso do processo, em razão de sua
atuação para estimular medidas econômicas contra o Brasil junto ao
governo americano. Apesar da condenação, Eduardo não foi preso e a
definição da pena ainda está em fase de dosimetria.
Desde o
ano passado, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos. Ele também
perdeu o mandato de deputado federal após acumular faltas às sessões da
Câmara dos Deputados.
Ao comentar o caso, Trump declarou:
“Ouvi dizer que prenderam
alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Eu soube disso depois que
saímos. Acabei de me despedir dele, e ouvi que prenderam o Bolsonaro Jr.
Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque fez uma
declaração no Texas.”
A declaração atribui
equivocadamente a Flávio Bolsonaro um episódio relacionado a Eduardo
Bolsonaro e inclui informações que não correspondem aos fatos conhecidos
do caso.
Trump
ainda acrescentou que adversários políticos “jogam duro” e comparou a
situação brasileira ao cenário político dos Estados Unidos, voltando a
fazer críticas ao sistema eleitoral americano.
“Mas ninguém joga mais
duro do que os Estados Unidos. Veja, nossas eleições são totalmente
manipuladas. Temos eleições fraudadas”, afirmou.
Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Gerlane Neto
Lula tem 45% e Flávio Bolsonaro 40% em eventual 2º turno, aponta pesquisa Times Brasil/CNBC
A
American Analytics também simulou o cenário de segundo turno entre Lula e
Caiado. Nesta hipótese, o petista possui 45% e o ex-governador de Goiás
aparece com 39% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 11% e 5%
estão indecisos.
Pesquisa
divulgada pela Times Brasil/CNBC e produzida pela American Analytics
mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 45% das
intenções de voto em eventual segundo turno, enquanto o senador Flávio
Bolsonaro (PL) registra 40%. O levantamento, divulgado nesta
quinta-feira, 18, também mostra que 10% votariam em branco ou nulo e que
5% estão indecisos.
A
American Analytics também simulou o cenário de segundo turno entre Lula
e Caiado. Nesta hipótese, o petista possui 45% e o ex-governador de
Goiás aparece com 39% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 11% e
5% estão indecisos.
No
primeiro turno, Lula tem 38% das intenções de voto, enquanto Flávio
possui 30%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) possui 4% e o
empresário Renan Santos (Missão) possui 3%. O ex-governador de Minas
Gerais Romeu Zema (Novo) e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF) Joaquim Barbosa (DC) possuem 2%, cada. Brancos e nulos somam 8% e
outros 11% estão indecisos.
A
pesquisa ouviu 2.000 eleitores presencialmente entre os dias 11 e 15 de
junho. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais e o índice de
confiabilidade é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-09521/2026.
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina recolhimento de lotes de antibióticos; a medida atinge os injetáveis Polycid e fosfato de clindamicina
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
determinou nesta quinta-feira (18) o recolhimento de dois medicamentos
antibióticos por desvio de qualidade. Os produtos não podem ser
vendidos, distribuídos ou utilizados.
A resolução da agência, publicada no Diário Oficial da União, atinge o lote 2519879 do antibiótico Polycid, fabricado pela União Química Farmacêutica Nacional. O medicamento, de uso injetável, é usado para tratar infecções graves.
De acordo com o texto, a Anvisa recebeu comunicado de recolhimento
voluntário iniciado pelo próprio fabricante por conta da presença de um
pedaço de vidro no interior do frasco do medicamento.
A resolução atinge ainda o lote 24101854 do antibiótico
fosfato de clindamicina 150 mg/ml solução injetável (caixa com 50
ampolas), fabricado pela Hypofarma - Instituto de Hypodermia e Farmácia
Ltda.
Segundo a publicação, foi confirmado desvio referente à solução de
cor amarelada, incluindo a presença de corpos estranhos e precipitados
no interior do frasco lacrado do medicamento.
Em nota, a Hypofarma informou que a resolução está sendo tratada em
conformidade com os protocolos regulatórios aplicáveis e em alinhamento
com a autoridade sanitária.
“A companhia mantém colaboração integral com os órgãos competentes e
segue adotando todas as medidas adequadas e cabíveis no âmbito de seus
processos internos e regulatórios.”
Soro fisiológico
Outro produto alvo da resolução é a solução fisiológica de
cloreto de sódio Equiplex – 9mg/ml, produzida pela Equiplex Indústria
Farmacêutica Ltda. Segundo a Anvisa, o lote 2513588 (validade 30/6/2027)
apresentou desvio de qualidade e deve ser recolhido.
“O produto também não pode ser vendido, distribuído ou utilizado”, destacou a agência em nota.
Farmácia de manipulação
A resolução determina ainda o recolhimento de todas as preparações magistrais produzidas pela Farmácia S J do Jabour Ltda.
“Foi comprovada a exposição e a comercialização de produtos
manipulados padronizados e não individualizados, sem a devida prescrição
por profissional competente”, informou a Anvisa.
“Os medicamentos eram divulgados e comercializados por meio do site
da empresa e de redes sociais, inclusive com nome comercial dos produtos
nos rótulos”, completou a agência.
A Agência Brasil aguarda retorno da União Química
Farmacêutica Nacional. A reportagem não conseguiu contato com a Equiplex
Indústria Farmacêutica Ltda e com a Farmácia S J do Jabour Ltda.
*Matéria alterada hoje (18), às 13h, para atualização
Ministro André Mendonça enfrenta o decano Gilmar Mendes após comparação do caso Master com à Operação Lava Jato
André Mendonça e Gilmar Mendes trocaram farpas durante o julgamento da Segunda Turma do STF - (Foto: Luiz Silveira/STF)
O
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça enfrentou as
críticas do decano da Corte, Gilmar Mendes, durante o julgamento da
Segunda Turma nesta terça-feira (16). O colegiado manteve as prisões preventivas do pai e do primo de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Gilmar foi o único a defender a soltura dos dois.
Ele
abriu a divergência, comparando os métodos do caso Master, relatado por
Mendonça, às práticas da Operação Lava Jato, as quais classificou como
"autoritárias" e "espetaculosas". Gilmar criticou o que chamou de
"punitivismo inebriado" e a utilização de prisões para induzir delações
premiadas.
“Juiz
algum pode comportar-se como delegado de polícia. Nós sabemos muito bem
onde esse caminho termina”, alfinetou. Nesta tarde, Mendonça retirou o
sigilo de parte da investigação da Polícia Federal.
O
decano queixou-se de que os relatórios foram juntados aos autos poucas
horas antes da sessão, impedindo a análise da defesa e dos próprios
pares. "A jurisdição penal não opera sobre o que se sonega, mas sobre o
que se revela", disparou.
"Não
estamos aqui a julgar a Lava Jato. Estamos a julgar a maior fraude
finaceira do nosso país", retrucou Mendonça no ínicio de seu voto. Ele
rebateu as críticas, afirmando que o processo não trata de "simples
atores num gabinete na Faria Lima" praticando crimes de colarinho
branco.
Segundo
o relator, a investigação revelou "contornos de máfia" e de "crime
organizado mafioso", com uso de fuzis, metralhadoras e infiltração no
sistema policial. Confira no vídeo abaixo:
O
relator lembrou de uma conversa pessoal pouco antes de assumir o cargo,
na qual Gilmar teria dito que para ser ministro do STF era preciso
coragem.
"Não
tenho medo da morte, quanto mais de ser ministro de um tribunal",
afirmou Mendonça, ressaltando que não busca ser "estrela" nem atua por
pressão da mídia.
Mendonça
justificou a prisão de Henrique Vorcaro não pelo parentesco, mas por
evidências de que ele estaria comprando o silêncio de testemunhas e
articulando a obstrução das investigações após a morte de um dos
investigados sob custódia.
Ele
destacou ainda que a transferência de Vorcaro para um presídio federal,
criticada por Gilmar como excessiva, visou preservar a vida do
empresário diante do risco de "queima de arquivo" por parte do crime
organizado infiltrado.
Mendonça
também revelou, em tom de desabafo, que advogados já haviam lhe
proposto uma "delação seletiva" em seu gabinete, o que ele teria
recusado por ser um trabalho "abjeto".
"Não admito tentativas de me deslegitimar", diz André Mendonça
Em
um troca de farpas, Gilmar apontou que é preciso estar aos fatos que
estão sendo julgados para evitar "fundamentações genéricas".
"Que
não é o caso. Até, ministro Gilmar, faço questão de publicar minhas
decisões, porque é uma forma da sociedade criticar minhas decisões",
rebateu Mendonça.
Gilmar retrucou imediatamente: "Vossa Excelência não tem alternativa. É a lei que manda. A Constituição que manda".
"Nem todas", disse o relator.
"Quero
pontuar, com todo respeito, que vamos continuar divergindo sobre isso.
Acho que é preciso ter cuidado na condução deses procedimentos. Todos
estamos no mesmo lado no combate a criminalidade, mas é preciso que haja
métodos constitucionais", afirmou Gilmar.
"Estão
havendo, ministro. O que eu não vou admitir são tentativas que eu tenho
visto de desacreditar, de forma indevida, seja a minha atuação como
relator, seja dos investigadores", disparou Mendonça.
Blog JURU EM DESTAQUE com Gazeta do Povo - Por Camila Abrão
A Primeira Turma do Supremo Tribunal
Federal (STF) condenou nesta terça-feira (16) o ex-deputado Eduardo
Bolsonaro a 4 anos e dois meses anos de prisão em regime semiaberto pelo
crime de coação no curso do processo. Cabe recurso contra a decisão.
Além do tempo de prisão, o ex-deputado foi condenado a oito
anos de inelegibilidade e à perda do cargo de escrivão da Polícia
Federal.
Por unanimidade, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço
dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar
a condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.
Além disso, outras medidas adotadas pelo governo norte-americano,
como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e
a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte.
Ex-deputado
Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, desta forma, perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.
Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver
no exterior. O ex-deputado é aliado do presidente Donald Trump, e a
notificação para cumprimento da pena dificilmente seria cumprida pelo
governo norte-americano.
Acusação
Durante o julgamento, a acusação foi lida pelo subprocurador-geral da
República Antônio Edilio Magalhães Teixeira, que defendeu a condenação
de Eduardo.
Segundo o subprocurador, as ameaças de Eduardo ocorreram durante a
tramitação do processo da trama golpista e foram concretizadas por meio
do tarifaço, a suspensão dos vistos de oito dos 11 ministros da Corte e
por meio das sanções econômicas da Lei Magnitsky.
Durante a sustentação, o defensor público federal Esdras dos Santos
Carvalho disse que Eduardo não teve ingerência na decretação das medidas
do presidente Donald Trump contra o Brasil. Segundo Esdras, Eduardo
realizou "interlocução política".
"Eduardo não teve poder decisão sobre a política externa dos Estados
Unidos, não integra o governo norte-americano e não exerce função
pública naquele país", afirmou.
Votos
O placar unânime de 4 votos a 0 foi obtido a partir do voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.
O ministro disse que o ex-deputado levou desinformação ao
governo norte-americano e prejudicou o Brasil. Contudo, segundo Moraes,
as ações não impediram a condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses
de prisão.
A manifestação do relator foi seguida pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
Ex-governador João Azevêdo diz ter se surpreendido com ida do ex-conselheiro do TCE-PB, Nominando Diniz, para o grupo de Cícero Lucena e nega tratativas para tê-lo como suplente
O ex-governador e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB), afirmou ter sido surpreendido pelo anúncio do ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), Nominando Diniz, como integrante do conselho político da pré-campanha do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo da Paraíba.
A declaração foi feita durante entrevista ao podcast A Tal da Política,
nessa terça-feira (16). Segundo João, a expectativa era de que
Nominando estivesse mais alinhado ao projeto político liderado pelo
governador Lucas Ribeiro (PP), que deve disputar a reeleição em 2026. “Achei que ele estaria mais alinhado com o projeto de Lucas”, afirmou o ex-governador.
Apesar da surpresa, João ressaltou
que a decisão de Nominando é de natureza política e deve ser respeitada.
“Essa é uma decisão política dele”, acrescentou.
A aproximação entre Nominando Diniz e Cícero Lucena
chamou atenção nos bastidores da política paraibana. Quando o
ex-conselheiro antecipou sua aposentadoria do TCE-PB, o gesto foi
interpretado como uma forma de permitir que João Azevêdo indicasse o então secretário de Infraestrutura, Deusdete Queiroga, para ocupar a vaga na Corte de Contas.
Na época, surgiram especulações de
que Nominando poderia integrar a chapa do socialista na disputa ao
Senado, ocupando uma das vagas de suplente. No entanto, João Azevêdo
tratou de afastar essa possibilidade e garantiu que nunca houve qualquer
negociação nesse sentido.
De acordo com o ex-governador, não
existiram conversas entre as partes sobre a composição de uma eventual
chapa para a eleição de 2026. “Não houve tratativas, nem de um lado nem
do outro, para que ele ocupasse uma suplência”, esclareceu.
A
declaração ocorre em meio à intensificação das articulações políticas
para as eleições estaduais do próximo ano, quando diferentes grupos
buscam consolidar alianças e ampliar suas bases de apoio para a disputa
pelo Governo da Paraíba e pelas duas vagas ao Senado Federal.
Os ministros da Segunda Turma referendaram decisão do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF)
Reprodução/Internet
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF),
por maioria, manteve a prisão do pai do banqueiro Daniel Vorcaro,
Henrique Vorcaro. Os ministros tomaram a decisão em julgamento realizado
nesta terça-feira (16/6).
Na sessão, somente o ministro Gilmar Mendes votou pela prisão domiciliar
de Henrique Vorcaro. Já Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam o relator
do caso Master, ministro André Mendonça, e referendaram a decisão dele.
O processo voltou à pauta após Gilmar devolver o pedido de vista na manhã desta terça. Em voto divergente, Gilmar afirmou
que o caso Master se transformou em uma investigação de forte
repercussão midiática e alertou para os riscos da espetacularização de
operações policiais.
Segundo o magistrado, a operação se tornou um “caso rumoroso” que, há
meses, ocupa o noticiário de forma “cada vez mais espetaculosa e
sensacionalista”.
Ao analisar a situação de Henrique Vorcaro, o ministro observou que a
Polícia Federal (PF) apresentou indícios de contato do investigado com
integrantes do suposto esquema ligado ao filho, mas ponderou que não
foram apontados elementos concretos capazes de demonstrar que ele teria
solicitado, diretamente, a prática de atos ilícitos.
Blog JURU EM DESTAQUE com Metrópoles - Manoela Alcântara, Pablo Giovanni
ORGULHO PARAIBANO: a Paraíba não poderia ficar de fora dessa festa e conseguiu
exportar jogadores importantes em Copas do Mundo, inclusive um
tetracampeão em 94
O
Brasil é o único país a participar de todas as Copas do Mundo, desde a
sua criação em 1930. Isolado como maior ganhador com cinco conquistas, o
escrete canarinho é reconhecido em todo mundo pelos grandes jogadores e
estilo de jogo ofensivo e criativo.
A Paraíba não poderia
ficar de fora dessa festa e conseguiu exportar jogadores importantes em
várias edições do torneio, inclusive um tetracampeão em 1994.
Nessa matéria nós iremos mostrar a história dos nosso conterrâneos e a importância que eles tiveram para nossa seleção.
Índio – 1954
Considerado
por muitos como o primeiro grande craque nascido no estado, Aluísio
Francisco da Luz, o Índio, nasceu em 1 de março de 1931 na cidade de
Cabedelo. Por volta de meados de 1938, em função da morte do pai, Índio e
sua família saíram do estado e foram morar no Rio de Janeiro, onde já
residia seu irmão mais velho.
Jogando por um time
amador em Bangu, foi descoberto por um outro paraibano ilustre, Togo
Renan Soares, o Kanela, técnico bicampeão mundial de basquete nos anos
50 e tio do humorista Jô Soares.
Kanela que também era técnico do time de basquete do Flamengo, levou o conterrâneo para o time juvenil do rubro-negro.
Índio fez carreira na
Gávea e é até hoje, o décimo maior artilheiro da história do clube, com
144 gols em 218 jogos, sendo um dos principais nomes do time que foi
tricampeão carioca nos anos 50, ao lado de outros craques, como Zagallo,
Evaristo de Macedo e Joel.
Suas boas atuações o
levaram a seleção comandada por Zezé Moreira. Após ficar na reserva
durante as eliminatórias e nos dois primeiros jogos do Brasil na Copa de
1954, Índio entrou no lugar de Baltazar nas quartas de final, na famosa
batalha de Berna contra a poderosa Hungria, de Czibor, Kocsis e Puskas.
O
paraibano jogou bem, inclusive sofrendo o pênalti cobrado pelo lateral
Djalma Santos, mas não conseguiu parar a máquina húngara que venceu por 4
x 2 em um jogo marcado, por uma batalha campal, contando com a
participação dos dois times, as comissões técnicas e jornalistas que
trocaram socos e chutes por mais de 20 minutos.
Após sair do Flamengo em
1957, Índio foi jogar no Corinthians, onde continuou a ter boas
atuações, que o fizeram participar da Copa América de 1957 e das
eliminatórias para Copa de 1958, em que o paraibano fez seu gol mais
importante com a amarelinha, ao empatar o jogo contra o Peru em Lima,
que foi primordial para classificação do Brasil para Suécia.
Infelizmente Índio se
machucou durante a preparação para o torneio e foi substituído por um
jovem Pelé, de apenas 17 anos, desconhecido do grande público e que
começava a despontar no Santos.
Índio foi para a Europa
em 1959, para jogar pelo Espanyol, também passou por Lusitano e
Sanjoanense de Portugal, encerrando a carreira no América – RJ em 1965.
Índio trabalhou como
professor de Educação Física em escolas da Zona Norte e da Baixada
Fluminense e em projetos sociais, até se aposentar. O paraibano faleceu
no dia 19 de abril de 2020, aos 89 anos, vitimado pelo COVID – 19.
Júnior – 1982 e 1986
O maior
jogador da história da Paraíba, Leovegildo Lins Gama Júnior, o Júnior,
nasceu em João Pessoa no dia 29 de junho de 1954. Seguindo o exemplo de
Índio, Júnior foi morar no Rio de Janeiro ainda criança, onde foi
descoberto pelo ídolo flamenguista Modesto Bría que o levou para testes
na base do rubro-negro.
Em apenas um ano nas
categorias de base, teve sua primeira oportunidade entre os
profissionais. Atuando como lateral-direito, estreou em 1974, obtendo
destaque logo de cara. Em 1976, dois anos após sua profissionalização,
uma mudança definitiva marcaria sua carreira. O treinador Cláudio
Coutinho improvisou Júnior na lateral-esquerda. Nesta posição, ele se
transformou em um dos maiores jogadores brasileiros de todos os tempos.
Júnior disputou as
Olimpíadas de Montreal, em 1976, depois dos Jogos Olímpicos, integrou
uma lista da CBD com 72 jogadores que seriam observados por Cláudio
Coutinho durante o Campeonato Brasileiro de 1977, tendo vista a Copa do
Mundo da Argentina no ano seguinte.
Foi preterido pelo técnico flamenguista, que preferiu improvisar o zagueiro Edinho como lateral na Copa.
Após
ganhar quatro campeonatos cariocas, dois brasileiros, libertadores e
mundial, Júnior era um dos principais nomes do esquadrão montado por
Telê Santana para o Mundial da Espanha em 1982. Ao lado de Falcão,
Sócrates e Zico, o paraibano fez parte de uma das maiores injustiças do
futebol, após uma primeira fase primorosa e um baile contra a Argentina,
onde Júnior fez o terceiro gol, o Brasil precisava de um empate contra a
Itália para disputar a semifinal contra a Polônia.
No jogo que ficou
conhecido como a Tragédia do Sarriá, a seleção perdeu para os italianos
por 3 x 2 com um show de Paolo Rossi, destruindo o sonho de toda uma
geração que prezava pelo futebol bonito em detrimento do jogo feio
resultadista.
Após o Mundial, Júnior venceu mais um Brasileiro em 1983, saindo para jogar no futebol italiano, atuando por Torino e Pescara.
Após tentativas
frustradas com Carlos Alberto Parreira e Edu, a CBF chama de volta Telê,
que mescla jogadores experientes e revelações que formaram o time que
foi ao México em 1986.
Abrindo espaço para o
jovem Branco na lateral-esquerda, Júnior foi titular em todos os jogos
no meio de campo, ao lado de Elzo, Alemão e Sócrates. O time chegou as
quartas de final, para enfrentar a França de Giresse, Tigana e Platini,
que tinha sido campeã europeia em 1984.
Em jogo
nervoso, Júnior deu o passe para o gol de Careca que abriu o placar para
seleção. Após a França empatar com Platini, a seleção teve azar na
disputa por pênaltis, Sócrates e Júlio César desperdiçaram suas
cobranças e os franceses selaram a classificação com o gol de Luís
Fernandez.
Voltando ao Flamengo em
1989 mesmo veterano, Júnior se reinventou como camisa 10, ganhando o
Brasileiro de 1992, uma Copa do Brasil em 1990 e outro carioca em 1991.
Ele voltou a seleção,
participando de vários amistosos em 1992, mas decidiu se aposentar no
ano seguinte, como o jogador com maior número de jogos na história do
clube, com 876 partidas.
Hoje em dia, Júnior é o principal comentarista da TV Globo.
Mazinho – 1990 e 1994
Iomar do Nascimento, mais conhecido pelo apelido de Mazinho, é o único jogador da lista a ter jogado em um clube paraibano.
Nascido em 8 de abril de
1966, na cidade de Santa Rita, Mazinho começou a carreira no Santa Cruz
da mesma cidade, inclusive jogando um Campeonato Paraibano, com apenas
16 anos.
Foi para o Vasco da Gama logo depois, onde se tornou um dos maiores jogadores da história do clube cruz-maltino.
Lateral-direito de
origem, o paraibano subiu para o profissional em 1985, ao lado de
Romário. Titular incontestável a partir de 1987, Mazinho foi medalha de
prata nas Olímpiadas de Seul em 1988, também foi bicampeão carioca e
Campeão Brasileiro em 1989, sendo eleito melhor lateral em três torneios
seguidos.
No mesmo ano, foi Campeão
da Copa América em casa, onde se tornou peça fundamental do esquema com
três zagueiros de Sebastião Lazaroni.
No ano
seguinte Mazinho se transfere para o Lecce da Itália, onde mesmo sendo
titular em todos os jogos não conseguiu salvar o clube do rebaixamento.
No Mundial de 1990 realizado na terra da pizza, Mazinho foi preterido
por Jorginho do Bayer Leverkusen, não atuando em nenhum dos quatro jogos
do time, que perdeu para Argentina de Maradona e Caniggia, nas oitavas
de final.
Após a Copa, Mazinho foi
para Fiorentina onde teve rápida passagem, retornando ao Brasil, para
jogar pelo Palmeiras no começo da era Parmalat. No alviverde o paraibano
foi bicampeão brasileiro em 93 e 94.
Suas boas atuações o
credenciaram a uma convocação no time de Carlos Alberto Parreira, mas
com sua mudança da lateral-direita para a volância.
Na Copa dos Estados
Unidos, Mazinho ganhou a posição do capitão e camisa 10 Raí, formando um
meio campo coeso ao lado de Dunga, Mauro Silva e Zinho que levou a
seleção para a final contra a Itália de Baresi, Maldini e Roberto
Baggio.
Na final
Mazinho jogou os 120 minutos do empate por 0 x 0, mas não bateu uma das
cobranças do time na disputa por pênaltis, que se encerrou com o chute
para fora de Baggio.
Mazinho se tornou aos 28 anos, o único paraibano campeão do mundo se transformando no maior filho pródigo de Santa Rita.
Mazinho jogou por Valencia, Celta de Vigo e Elche na Espanha, encerrando a carreira no Vitória da Bahia em 2001.
Hoje em dia Mazinho atua como empresário, e dois dos seus filhos, ficaram famosos jogando em clubes importantes do mundo.
Rafinha que jogou no
Barcelona e no Paris Saint-Germain e Thiago Alcântara que também foi do
Barcelona, passou por Bayern de Munique e encerrou a carreira no
Liverpool.
Hulk – 2014
Givanildo
Vieira de Sousa, o Hulk, nasceu em 25 de julho de 1986 na cidade de
Campina Grande. Ainda na adolescência Hulk saiu do estado, para tentar
ser jogador profissional.
Após passar por Vilanovense e São Paulo, foi no Vitória que o paraibano se profissionalizou em 2004.
Com apenas dois jogos no
clube baiano, foi vendido para o Kawasaki Frontale do Japão, que o
repassou por empréstimo para o Consadole Sapporo e Tokyo Verdy que o
comprou em 2008.
No mesmo ano, Hulk se
transferiu para o Porto, onde rapidamente se tornou um ídolo
mundialmente conhecido, Ao lado de nomes como Falcão Garcia, Hélton e
James Rodríguez, o paraibano foi Campeão Português quatro vezes e
Campeão da Liga Europa no ano de 2011.
Hulk se mudou para o Zenit da Rússia em 2012, por 60 milhões de euros, em uma das transferências mais caras da década passada.
Mesmo sofrendo repetidos
casos de racismo, o paraibano se tornou ídolo na Rússia, se firmando
como um dos principais jogadores da Europa.
Em 2009
foi convocado pela primeira vez para a seleção, mas foi a partir de 2011
que Hulk foi figura cativa no time de Mano Menezes.
No ano seguinte foi
chamado como um dos três jogadores acima dos 23 anos, para a Olímpiada
de Londres, onde foi medalha de prata, inclusive tendo feito o gol do
Brasil na final contra o México.
Mesmo com a entrada de
Felipão no comando da amarelinha, Hulk continuou a ser um dos principais
nomes do time que foi Campeão da Copa das Confederações de 2013, com o
paraibano sendo titular em todos os jogos, dando duas assistências na
final contra a Espanha que a seleção venceu por 3 x 0.
Titular absoluto do time
favorito para o Mundial realizado no Brasil em 2014, Hulk não repetiu as
boas atuações da Copa das Confederações, mas mesmo assim foi titular em
cinco dos 7 jogos do Brasil, inclusive participando no fatídico 7 x 1
contra a Alemanha na semifinal, que selou a maior vergonha da história
da seleção brasileira.
Hulk ainda foi chamado por Dunga para a Copa América de 2016, mas nunca mais teve o mesmo prestígio na seleção.
No mesmo
ano, ele se transferiu para o Shanghai SIPG da China, onde ficou por
quatro anos, se tornando um dos jogadores mais bem pagos do mundo nesse
período.
Em 2021 realizou o sonho
de voltar para o Brasil, decidindo jogar no Atlético-MG, após um começo
turbulento, Hulk foi o craque do país no ano, conquistando a Copa do
Brasil e o Brasileirão.
Após cinco anos de Atlético onde se transformou em ídolo, Hulk irá jogar no Fluminense, após a Copa do Mundo de 2026.
Douglas Santos – 2026
Natural
de João Pessoa, Douglas Santos iniciou jogando futsal na escola. Passou
mais de um ano parado por causa de uma fratura no fêmur, mas voltou a
jogar futebol mesmo tendo pensado em desistir durante a lesão.
Douglas Santos se
profissionalizou pelo CSP, mas se transferiu para o Náutico para ainda
atuar por equipes de base. Em 2013, defendendo os alvirrubros, foi
convocado por Felipão para um amistoso contra a Bolívia, ocasião em que a
Seleção Brasileira usou apenas jogadores do futebol nacional.
Em 2016, quando defendia o
Atlético-MG após breve passagem pela Udinese, no início da temporada
2013/14, teve os primeiros grandes momentos com a Seleção Brasileira:
entrou durante vitória sobre o Panamá, em amistoso disputado em maio.
Além disso, foi titular
nos seis jogos da campanha que terminou com o inédito ouro olímpico na
Rio 2016, colaborando com duas assistências na goleada por 4 a 0 sobre a
Dinamarca. Também esteve no elenco de Dunga para a Copa América
Centenário, nos Estados Unidos.
Na sequência, se
transferiu para o Hamburgo, permanecendo na Alemanha da temporada
2016/17 até o final de 2018/19. Depois de três anos, foi contratado pelo
Zenit.
Em sete
temporadas no futebol russo, conseguiu rechear o currículo com
conquistas, tendo conquistado seis títulos do Campeonato Russo.
Em agosto de 2025, a
pedido de Carlo Ancelotti voltou a ser convocado para a seleção, dessa
vez para jogos contra o Chile e a Bolivia, pelas Eliminatórias da Copa
de 2026.
Desde então, foi
convocado para três das quatro convocações seguintes e em 18 de maio de
2026, recebeu a convocação para disputar a Copa do Mundo de 2026
Matheus Cunha – 2026
Natural
de João Pessoa, Matheus Cunha iniciou a carreira jogando futsal no
Esporte Clube Branco e após ir jogar em Pernambuco, trocou a quadra pelo
campo, quando foi levado para as categorias de base do Coritiba, mas
foi na Europa que deu os primeiros passos como profissional.
Em 2017, transferiu-se
para o FC Sion, da Suíça, onde chamou atenção pelo perfil de atacante
móvel, com capacidade de atuar centralizado ou pelos lados do campo.
O desempenho abriu portas
para a Alemanha. Em 2018, Cunha acertou com o RB Leipzig e,
posteriormente, ganhou protagonismo defendendo o Hertha BSC, período em
que passou a figurar com frequência nas convocações das seleções de base
do Brasil.
Em 2021, foi campeão
olímpico nos Jogos de Tóquio 2020 com a Seleção Brasileira. No mesmo
ano, foi contratado pelo Atlético de Madrid, passando a atuar em uma das
principais ligas do mundo.
A grande notoriedade veio
com a camisa do Wolverhampton. No futebol inglês, viveu o momento mais
regular da carreira no futebol europeu.
O desempenho recolocou o atacante no radar definitivo da Seleção Brasileira.
Atualmente no Manchester United com contrato até 2030, é um piladores do time comandado por Michael Carrick.
Hervázio Bezerra diz que CPI das pesquisas na Assembleia Legislativa da Paraíba pode
revelar esquema de pagamentos via Pix: “Vai aparecer quem pagou e quem
manipulou”
Deputado estadual Hervázio Bezerra, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa
Durante o programa Ô Paraíba Boa,
da FM 100.5, nessa segunda-feira (15), o deputado estadual Hervázio
Bezerra comentou a intenção do deputado Felipe Leitão de protocolar um
pedido de CPI para investigar pesquisas eleitorais na Assembleia
Legislativa da Paraíba (ALPB). Segundo Hervázio, a iniciativa pode
trazer à tona informações sobre o financiamento e a contratação de
levantamentos divulgados no estado.
“Felipe disse que vai dar entrada na CPI da
Pesquisa, e aí tem gente que vai tremer. Muitas vezes o cara não se
acautela de saber quem pagou a pesquisa, o comprovante de como ele
pagou, a origem desse dinheiro e tudo mais”, afirmou o parlamentar.
Hervázio destacou que a apuração poderá identificar os responsáveis por
contratações e eventuais irregularidades envolvendo levantamentos
eleitorais.
O deputado afirmou ainda ter recebido
informações de que alguns pagamentos teriam sido feitos de forma
facilmente rastreável. “Tem gente que, descaradamente, quem comprou a
pesquisa fez um Pix para ele e ele já fez um Pix para o responsável pela
pesquisa no mesmo valor, até os centavos. Essa é a informação que eu
soube que Felipe sabe, inclusive já sabendo até algumas origens e tudo
de algumas pesquisas”, declarou.
“Eu tenho certeza absoluta que, a partir dessa fala de Felipe, tem
muita gente tremendo porque não se acautelou de fazer a coisa direitinho
como manda o figurino. Então vai se identificar quem foi que pagou a
pesquisa e quem foi que manipulou também”, disse Hervázio. Apesar das
críticas, o parlamentar ressaltou que as pesquisas são ferramentas
importantes para campanhas eleitorais, mas lamentou o que chamou de
“prostituição” do setor ao longo dos anos.
Blog JURU EM DESTAQUE com Fonte 83 - | Por Ingreson Derze
Senador Veneziano Vital do Rêgo agradece apoio do presidente Lula e diz que nunca houve dúvidas sobre aliança política - VEJA VÍDEO
Blog JURU EM DESTAQUE com Polêmica Paraíba - Adriany Santos
O senador Veneziano Vital do Rêgo comentou, na manhã dessa
segunda-feira (15), o vídeo divulgado pelo presidente Luiz Inácio Lula
da Silva em que reafirma apoio à sua reeleição para o Senado Federal. A
manifestação do presidente foi divulgada no domingo (14) e ganhou
repercussão no cenário político paraibano.
Na gravação, Lula
destacou a relação de confiança construída ao longo dos anos com
Veneziano e elogiou sua atuação no Congresso Nacional. O presidente
afirmou que o senador sempre esteve ao lado do governo federal em pautas
consideradas importantes para o país, reforçando a parceria política
entre ambos.
Ao comentar a declaração,
Veneziano afirmou que nunca teve dúvidas sobre o apoio do presidente e
disse que as especulações surgiram apenas em determinados setores da
imprensa e dos bastidores políticos. Segundo ele, a relação com Lula vai
além de uma aliança partidária.
“Sinceramente, nunca
houve dúvidas quanto a isso. Todos aqueles que fazem um jornalismo sério
sempre souberam do compromisso do presidente Lula, da instância
nacional e estadual do PT em torno do nosso mandato. O presidente apenas
renova e reitera aquilo que sempre dizia sobre seu carinho e sua
confiança”, afirmou.
O senador também
ressaltou que a relação com o presidente é marcada por amizade,
transparência e confiança mútua. De acordo com Veneziano, o
reconhecimento de Lula é resultado da atuação que tem desempenhado no
Senado em defesa das pautas de interesse do governo federal e do país.
“Não estamos tratando
apenas de uma relação político-partidária. Nossa relação é de afeição,
confiança e amizade. Exercemos um mandato que nunca faltou àquilo que
era de interesse do nosso país apresentado pelo presidente Lula.
Agradeço mais uma vez esse gesto, essa renovação de apoio e confiança”,
afirmou.
A declaração de Lula
ocorre em meio às movimentações políticas para as eleições de 2026 e foi
interpretada por aliados de Veneziano como uma sinalização clara de
manutenção do apoio do campo governista à sua candidatura à reeleição
para o Senado.