O governo de Nicolás Maduro afirmou que “rejeita, repudia e denuncia a agressão militar” dos Estados Unidos.
Segundo a
imprensa internacional, Caracas acusa Washington de “se apropriar dos
recursos estratégicos da Venezuela, particularmente do seu petróleo e de
seus minerais, em uma tentativa de romper à força a independência
política do país”.
“Tal agressão
ameaça a paz e a estabilidade internacionais, especificamente na
América Latina e no Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de
pessoas”, diz uma nota emitida pelo governo venezuelano.
Nicolás
Maduro também declarou estado de emergência em todo o país, com o
objetivo de “proteger os direitos da população, garantir o pleno
funcionamento das instituições republicanas e iniciar imediatamente a
luta armada”.
“Todo o país deve se mobilizar para derrotar essa agressão imperialista”, conclui a nota.
Vale lembrar
que fortes explosões, acompanhadas de sons semelhantes aos de aeronaves
sobrevoando Caracas, ocorreram hoje por volta das 2h (3h da madrugada no
horário de Brasília).
Pelo menos
sete explosões e aeronaves em baixa altitude foram ouvidas em Caracas,
levando moradores de vários bairros da capital a abandonarem suas casas e
correrem para as ruas.
Nas redes
sociais, foram publicadas imagens de grandes incêndios com colunas de
fumaça, mas não é possível identificar com precisão o local das
explosões, que parecem ter ocorrido no sul e no leste de Caracas.
Em 22 de
dezembro, Donald Trump afirmou que seria sensato o presidente
venezuelano, Nicolás Maduro, deixar o poder, em um momento em que
Washington intensificava a pressão militar sobre Caracas.
“Cabe a ele
[Maduro] decidir o que quer fazer. Acho que seria sensato da parte
dele”, disse o líder norte-americano, ao ser questionado sobre se o
objetivo de Washington era forçar o líder venezuelano a abandonar o
poder.
Questionado
sobre suas declarações a respeito de intervenções em terra, além do mar,
para conter o narcotráfico, Trump afirmou que elas se aplicam “a
qualquer lugar de onde venham drogas, não apenas à Venezuela”.
Na
segunda-feira passada, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos
destruíram uma área de atracação utilizada por navios acusados de
envolvimento com o tráfico de drogas na Venezuela, no que pode ter sido a
primeira operação terrestre.
Na
sexta-feira, o presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que um
míssil norte-americano atingiu um alvo na região venezuelana de Alta
Guajira, que faz fronteira com a Colômbia, no âmbito da campanha
norte-americana contra o tráfico de drogas.
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